CRIMES IMPOSSÍVEIS reúne contos da primeira fase da literatura detetivesca, desde os mestres isolados do século 19 até a década de 1930, considerada a Era de Ouro desse tipo de narrativa. Acompanhamos o desenvolvimento de um dos conceitos mais curiosos do conto e do romance policial – o crime impossível ou de "quarto fechado". CRIMES IMPOSSÍVEIS é uma antologia com temática inédita no Brasil, com narrativas cuidadosamente selecionadas por Braulio Tavares, entre as pioneiras do tema conhecido como "o quebra-cabeças" da literatura policial. Os escritores e os contos que fazem parte dos CRIMES IMPOSSÍ O ROMNEY ROUBADO (1919) * Edgar Wallace . A astuta Four-Square Jane rouba dos muito ricos e distribui a quem cuida dos necessitados. O Chefe Superintendente Dawes, da Scotland Yard, conseguirá esclarecer o roubo impossível arquitetado por Square Jane? A ADAGA DE ALUMÍNIO (1909) * R. Austin Freeman . Um assassinato insolúvel. Só mesmo o metódico, observador e detalhista Dr. Thorndyke para desvendar esse crime. O SUICÍDIO DE KIAROS (1897) * L. Frank Baum . O autor de O Mágico de Oz, quem diria, também se envolveu com histórias de crimes. Para ele, às vezes o crime compensa e não deixa pistas. O MISTÉRIO DE DOOMDORF (1914) * Melville Davisson Post . Muitos se dizem culpados, mas nenhum deles cometeu o crime. Isso só é possível na narrativa em que Tio Abner investiga os acontecimentos. A MORTE NA PRAIA (1922) * Maurice Leblanc . Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca, enfrenta duas mulheres e suas fortes paixões. O PROBLEMA DA CELA 13 (1905) * Jacques Futrelle . Esse clássico das narrativas de "ambiente fechado" não poderia a história de um duelo entre a engenhosidade individual e um sistema de vigilância coletivo. A AVENTURA DA FAIXA MALHADA (1892) * Conan Doyle . Essa é considerada uma das melhores aventuras de Sherlock Holmes. E só mesmo ele para proteger a aterrorizada Srta. Helen Stoner. UMA PASSAGEM NA HISTÓRIA SECRETA DE UMA CONDESSA NA IRLANDA (1838) * Sheridan Le Fanu . Uma jovem orfã em perigo e que conta apenas com a sorte para não ser morta. Você vai precisar de nervos de aço para acompanhar esse relato. OS ASSASSINATOS NA RUA MORGUE (1841) * Edgar Allan Poe . Clássico dos clássicos, um dos mais enigmáticos crimes de quarto fechado não poderia faltar nesta antologia. A MALDIÇÃO DO LIVRO (1933)*G. K. Chesterton . Não confie em tudo o que vê e preste atenção em todos que o cercam. Só poderia ser coisa do Padre Brown.
The name Poe brings to mind images of murderers and madmen, premature burials, and mysterious women who return from the dead. His works have been in print since 1827 and include such literary classics as The Tell-Tale Heart, The Raven, and The Fall of the House of Usher. This versatile writer’s oeuvre includes short stories, poetry, a novel, a textbook, a book of scientific theory, and hundreds of essays and book reviews. He is widely acknowledged as the inventor of the modern detective story and an innovator in the science fiction genre, but he made his living as America’s first great literary critic and theoretician. Poe’s reputation today rests primarily on his tales of terror as well as on his haunting lyric poetry.
Just as the bizarre characters in Poe’s stories have captured the public imagination so too has Poe himself. He is seen as a morbid, mysterious figure lurking in the shadows of moonlit cemeteries or crumbling castles. This is the Poe of legend. But much of what we know about Poe is wrong, the product of a biography written by one of his enemies in an attempt to defame the author’s name.
The real Poe was born to traveling actors in Boston on January 19, 1809. Edgar was the second of three children. His other brother William Henry Leonard Poe would also become a poet before his early death, and Poe’s sister Rosalie Poe would grow up to teach penmanship at a Richmond girls’ school. Within three years of Poe’s birth both of his parents had died, and he was taken in by the wealthy tobacco merchant John Allan and his wife Frances Valentine Allan in Richmond, Virginia while Poe’s siblings went to live with other families. Mr. Allan would rear Poe to be a businessman and a Virginia gentleman, but Poe had dreams of being a writer in emulation of his childhood hero the British poet Lord Byron. Early poetic verses found written in a young Poe’s handwriting on the backs of Allan’s ledger sheets reveal how little interest Poe had in the tobacco business.
Bráulio Tavares, o apresentador e organizador desse ótimo livro, nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 1950 e mora no Rio de Janeiro desde 1982. É escritor, poeta, compositor e tradutor. Tem mais de 30 livros publicados, entre romances, contos, poesias, ensaios, crônicas, livros infantis e antologias. Tem mais de 80 músicas gravadas. Durante o confinamento forçado provocado pela pandemia da covid-19 ele teve uma ideia; reunir num único volume histórias de mistério que teriam como “espinha dorsal” um tema desafiador – crimes cometidos num quarto fechado por dentro. O resultado é essa ótima coletânea – “Crimes impossíveis: Crimes de quarto fechado” -, feita a partir do privilegiado acervo literário do autor e focada no período 1838/1933, considerado por muitos como a “era de ouro” dos romances de mistério. Alguns dos autores são “velhos conhecidos” como Maurice Leblanc, autor do ótimo “A morte na praia” em que seu mais famoso personagem, Arsène Lupin, depara-se com um crime e um mistério envolvendo duas mulheres; Arthur Conan Doyle, autor do instigante “A aventura da faixa malhada”, uma das melhores aventuras de Sherlock Holmes que já li; Sheridan Le Fanu que nos brinda com o ótimo conto “Uma passagem na história secreta de uma condessa na Irlanda”, narrado em ritmo de thriller e que tem como protagonista uma órfã a mercê de um inescrupuloso tutor; Edgar Allan Poe, que dispensa apresentações, representado nessa coletânea pelo obrigatório clássico “Os assassinatos na Rua Morgue” em que o astuto e brilhante detetive Charles Dupin tem que deslindar um duplo e brutal assassinato cometido num quarto com as portas e janelas fechadas por dentro; G.K. Chesterton com “A maldição do livro”, divertida história de mistério que tem como personagem-chave o brilhante Padre Brown, icônico personagem criado pelo autor. Outros são agradáveis surpresas: Edgar Wallace com o ótimo “O Romney Roubado”; R. Austin Freeman, autor de uma das melhores histórias do livro – “A adaga de alumínio” que apresentou, pelo menos para mim, o brilhante detetive Dr. Thorndyke; L. Frank Baum, ele mesmo, autor do clássico “O mágico de Oz”, presente na coletânea com o surpreendente “O suicídio de Kiaros” e mostrando competência na elaboração de histórias de mistério; e o estadunidense Jacques Futrelle, autor do sensacional “O problema da cela 13”. Vale a pena ressaltar que Futrelle faleceu em 1912 no naufrágio do Titanic, com apenas 37 anos e no auge da carreira de jornalista e escritor. Diversão de alto nível.