Paisagens desoladas, bandidos mal-encarados, povoados miseráveis no deserto, tesouros escondidos e trens carregados de dinamite. Bando de Dois, de Danilo Beyruth, leva para o cangaço o clima dos westerns italianos, resgatando a aventura nas histórias em quadrinhos brasileiras.
Dois últimos sobreviventes de um bando de vinte cangaceiros partem em busca das cabeças decepadas de seus companheiros, preparados para enfrentar um exército. Cada um com os seus motivos. Bando de Dois é o bangue-bangue à brasileira.
Upon reading Danilo's "Astronaut" from the MSP collection, I was immediately captivated by his storytelling prowess. It was then that I knew I wanted to devour everything penned by this author.
With that realization, delving into this book, which had been sitting unread for a couple of years, seemed the natural next step.
And it didn't disappoint. I found myself immersed in a delightful western tale, crafted in the very style I relish.
If this is what people refer to as western spaghetti, count me in; I adore it.
Yet, despite thoroughly enjoying the read, I couldn't shake the feeling that something was lacking.
“Bando de Dois” do argumentista e desenhador brasileiro Danilo Beyruth (n. 1973) é mais uma excelente edição da colecção de Banda Desenhada “Novela Gráfica” do jornal Público em parceria com a editora Levoir. “Bando de Dois” é um western brasileiro que tem como temática o “cangaço” (Cangaço: “Um movimento revolucionário do Nordeste Brasileiro, que durou entre o final do Séc. XIX e o início do Séc. XX. Os cangaceiros foram mais tarde considerados os mais perigosos bandidos do sertão.”) e dois cangaceiros – Tinhoso e Cavêra di Boi – dois bandidos sobreviventes do grupo liderado pelo comandante Otônho, massacrado pelo volante (Volante: “Unidades especiais da Polícia para combater os cangaceiros.”) do tenente Honório. O bando do Otônho foi dizimado pelo volante do tenente Honório que decepa as cabeças dos cangaceiros e coloca-as em caixas de madeira para mais tarde as exibir na capital, como troféus e como aviso. O sobrevivente Tinhoso tem uma visão: ”Eu vi o Comandante e acho que ele quê que a gente vá atrás das cabeças do Bando!” Os mortos pedem ajuda para terem “direito” ao descanso eterno… “Bando de Dois” é uma excelente proposta gráfica, a preto e branco, com uma temática ambientada ao sertão nordestino, com um ritmo intenso e cinematográfico, sobre a justiça e a vingança.
O roteirista e ilustrador Danilo Beyruth ganhou notoriedade de vez pelo impactante, mas curto demais, Astronauta Magnetar, na série de graphic novels da Turma da Mônica. Bando de Dois, um trabalho anterior, também é uma HQ curta, porém com um roteiro melhor resolvido. O traço detalhado e a composição dos elementos na página torna cada quadro um show de criatividade. Com inspirações no cangaço e no western italiano, Beyruth conseguiu criar uma trama original. O único ponto que me incomodou foi a predominância de gente branca num cenário historicamente habitado, em sua maioria, por pessoas negras e de pele mais morena.
Bolas, que isto é coisa boa. Imaginem-se no final de uma longa semana, cheia de desafios interessantes mas cansativos, desmoralizados porque perderam algo que vos é muito querido, cansados, muito cansados, mas incapazes de deitar a cabeça na almofada e dormir. Imaginem que pegam neste livro, pensando em folheá-lo de relance para o arrumar na pilha de leituras a curto prazo. E quando dão por vós estão na última página.
Bando de Dois é um daqueles livros que, insuspeito, nos apanha na curva deixando-nos agarrados às suas páginas. Curto, rápido, ritmado, implacável, lê-se esticando os limites cinematográficos da estética da BD. Beyruth faz ao folclore dos cangaceiros brasileiros o que Leone fez aos westerns, e fá-lo muito bem. Este é um livro que se lê com se vê um filme, algo que a narrativa sublinha, mas antes de mais se denota nos enquadramentos a remeter para o wide screen que o desenhador usa e abusa muito bem. Como o descrever? Imaginem um cruzamento dos anti-heróis de The Good, The Bad and The Ugly de Leone com o final apocalíptico de Butch Cassidy And The Sundance Kid de Peckinpah em sotaque nordestino e ficam com uma boa ideia do que é este livro. Encerra com chave de ouro a colecção de novelas gráficas da Levoir.
No sertão pobre e sem lei um homem tem duas alternativas na vida: ser padre ou cangaceiro. Tinhoso, sobrevivente mas ferido numa emboscada que dizimou o seu bando, sonha com as cabeças perdidas dos seus companheiros, que o incumbem de as resgatar e enterrar honradamente. Cavêra de Boi junta-se-lhe, com os seus motivos. O western spaghetti à brasileira está a cozer, enquanto os dois companheiros divisam um plano para aniquilar a volante que lhes dizimou os camaradas. Temos um Charles Bronson na pele de Tinhoso e um Henry Fonda na pele de Cavêra de Boi. Lee van Cleef para o tenente Honório. O chefe da estação onde o comboio nunca pára. O ex-cangaceiro obrigado a colaborar com os protagonistas. A aldeia pobre onde o padre mantém as almas sob o regaço do Senhor. Os planos mudos dum Beyruth inspirado por Sergio Leone sob o ominoso som do sino. O solitário e cómico pragmático da aldeia. A dinamite e as balas infalíveis. O duelo final. O spaghetti ficou al dente.
Como sempre a arte do Danilo está linda, traço marcante e característico. O problema nesse trabalho é o roteiro. Achei a premissa bacana, mas achei o desenvolvimento apressado e os personagens pouco envolventes. Não consegui "torcer" para nenhum...
Sempre achei o tema um saco. Achava. Com traços que lembram do John Romita Jr. (mas bem melhor, heh), a história é, basicamente, um bang bang no Nordeste brasileiro. E que sensacional! Belíssimos desenhos, um tiroteio de primeira e uma história muito bem contada: o negócio é refinado.
Se tenho uma crítica: espero que a história desse bando continue num próximo volume!
HQ nacional remetendo ao faroeste mas ambientado no sertão e com cangaceiros, talvez o que mais me tenha incomodado foram os traços que pouco parecem refletir gente daqui mesmo a história que merecia um desenvolvimento maior e foi comprimida em pouco mais de 40 páginas.
Caraa, eu amei essa HQ! O traço do Danilo tá perfeito, o decorrer da história... Tem muita ação ao mesmo tempo que parece que algo pode dar muito errado. A linguagem característica e os costumes do povo muito bem retratados... Legal ver a cultura brasileira retratada como foi aqui!
Klasyczny western z bandytami, żołnierzami, duchami, napadem na pociąg, małym kościółkiem i mnóstwem piachu. Różnica taka, że niż dzieje się na dzikimi zachodzie, tylko brazylijskiej sawannie. Krótki, konkretny, fajnie narysowany. Niezobowiązująca rozrywka, w sam raz na chwilowe odsapnięcie.
Like stepping into a gritty Brazilian spaghetti western. Stylish, fast-paced, and surprisingly cinematic. You can almost hear the soundtrack and smell the gunpowder. I'd watch this movie in a heartbeat.
El otro día amagamos tímidamente, con esa antología de historieta mexicana que se morfó un Cero Comments, y ahora la cosa va en serio: Se viene una nueva recorrida por la historieta latinoamericana actual y arrancamos en Brasil, con una novela gráfica de 2010 que (parece) se va a editar este año en nuestro país. Bando de Dois es una historieta atípica para el mercado del Coloso de Sudamérica porque, fuera de los trabajos que realiza una creciente legión de dibujantes para las grandes editoriales de EEUU, casi no hay obras que se metan con la temática aventurera. Los autores brazucas que publican sólo en su país suelen ir mucho más para el lado del humor, la sátira, el slice of life, las adaptaciones de clásicos de la literatura o la fumanchereada under, pensada para ser decodificada por el autor y –a lo sumo- cuatro amigos suyos. Sin embargo, con muchísimo más talento que pretensiones, Danilo Beyruth se despachó con estas 92 páginas que reconcilian a la historieta brasilera con lo mejor del comic de aventuras, en una magnífica traslación de las convenciones del western (por ahí del spaghetti western) a la época de los cangaçeiros, aquellos temibles bandoleros que asolaron vastos territorios del noreste de Brasil entre los siglos XIX y XX. La historia que propone Beyruth es simple, concisa, fácil de resumir. En todo caso, la complejidad, los pliegues, los matices, están en los personajes centrales. Los protagonistas de Bando de Dois, Tinhoso y Cavêra, no son héroes ni mucho menos. Son bandidos, asesinos, sin el menor resquemor a la hora de cometer delitos escabrosos. Y son, además, sobrevivientes. Toda su banda fue exterminada por la milicia a la órdenes del Teniente Honôrio y ahora su misión es evitar que este milico exhiba públicamente las cabezas cortadas de sus compañeros a modo de festejo, de constatación de su triunfo sobre los cangaçeiros. Los bandoleros, entonces, buscarán escupirle el asado al Teniente y preservar –de algún modo- la dignidad de sus camaradas muertos y decapitados. Son sólo dos contra toda una cuadrilla de hombres armados, pero como está en juego el honor de la banda, no les importa un carajo. Con este elenco (integrado sólo por personajes masculinos) y este conflicto, que va in crescendo hasta resolverse en una encrucijada a todo o nada en el pueblito de Nova Nazaré, Beyruth nos sumerge en un territorio agreste y una historia... también, bastante agreste, enchastrada de violencia y grim ´n gritty. La narrativa está perfectamente pensada para manipular nuestras sensaciones y hacernos sentir el calor, el cansancio, todas y casa una de las cosas que les toca vivir (y hasta alucinar) a Tinhoso y Cavêra. Para eso, Beyruth pela desde splash pages dobles hasta páginas de 8 y 9 cuadros, secuencias mudas alucinantes, páginas enteras de “widescreen” (viñetas horizontales), una devastadora variedad de enfoques y unas angulaciones zarpadísimas. El dibujo es impresionante: una mezcla perfecta entre Will Eisner y el Pasqual Ferry de la mejor época, de cuando hacía sus propias historias para el mercado español. Las escenas de acción van un poquito más para el lado de los dibujantes clásicos del mainstream yanki (alguna pizca de John Buscema, ponele) y el trabajo con las tramas mecánicas es soberbio, hay poquísimos dibujantes que pueden hacer lo que hace Beyruth con las tramas mecánicas. También hay que destacar la reconstrucción gráfica de estos de tiempos violentos y (no tan) remotos, plasmada en infinidad de detalles cuidadísimos en vestimentas, armas, arquitectura y vehículos. Acá hay tanto Siglo XIX, tanto desierto, tanto plomo y tanto protagonista jodido, que quiero ver YA una historieta de Jonah Hex dibujada por esta bestia. Desde que este libro se editó en 2010, no paró de cosechar excelentes críticas y premios prestigiosos. O sea que no lo compré a ciegas, ni aguzando el olfato. Sabía –por comentarios de amigos y colegas- que se trataba de un material posta-posta. Lo que no me imaginaba es que fuera TAN bueno. Espero ansioso nuevas obras de Danilo Beyruth, y ojalá se concrete la edición argenta de Bando de Dois, así mucha más gente puede disfrutar de este canto (visceral y desafinado) a la dignidad de los forajidos, a la valentía de estas fieras indomables. A la hora de los corchazos, si el que lidera la banda es Beyruth, somos mucho más que dois.
Livro de um grafismo excepcional. Um western nordestino ao estilo Sergio Leone. Os detalhes nas expressões, as explosões e tiros, tudo com um experiência no traço. Um livro para apreciar cena a cena, o timing, os diálogos secos e curtos. Ponto fraco - ser uma história curta. Queria saber mais da história do bando que é massacrado, mais boas cenas. Uma novela gráfica brasileira que vale mesmo a pena ler, ver e absorver.
Narrativa muito bem estruturada, arte competente. Talvez porque eu esperava alguma Zombie action, o final foi um pouco decepcionante. Uma obra admirável e recomendada.
Buena historia, mejor dibujo, e insuperables diseños y ambientación. Aunque el cómic cierra bastante bien de por sí, si algún día le hacen una secuela o precuela, que cuenten conmigo.
Edición argentina del cómic de Brasil Banda de dois. Proyecto que forma parte de la iniciativa Más Brasil en Rosario, editado en el marco de la convención Crack Bang Boom 2013.
Gostei muito do traço e do roteiro. Cangaço é um tema que me pega fácil. Poderia ser um pouco maior, parece que encerrou de uma forma meio brusca. Cabia mais!