El Sueñero – O Sentinela dos Sonhos, não é somente a mais importante obra de Enrique Breccia, mas também umas das mais importantes das historietas argentinas e – por que não dizer – dos quadrinhos de toda a América Latina.
Em um futuro distante e fantástico, o mercenário Ñato, conhecido como El Sueñero, recebe a missão de navegar pelo espaço-tempo a fim de capturar peculiares figuras de diferentes épocas e lugares.
Uma história marcante, divertida, cínica e polêmica que ganha forma com o traço inconfundível de um dos mais reconhecidos quadrinistas vivos.
O realismo fantástico de Enrique Breccia em uma obra memorável. Ninguém sai ileso à leitura de El Sueñero!
A Trem Fantasma traz este clássico em uma edição inédita mundialmente, compilando pela primeira vez os capítulos originais da década de 80, além dos quatro capítulos, com páginas coloridas, produzidos vinte anos depois, além de extras, informações de bastidores da obra e um prólogo assinado pelo pesquisador e jornalista Paulo Ramos. A capa foi feita por Enrique Breccia especialmente para a edição brasileira.
Pecará de ser un poco propagandístico en la mitad, pero El Sueñero es de los ratos más agradables que pasé leyendo comics. Cada página me hace reír más que la anterior, el timing cómico de Breccia es fantástico, me recuerda mucho a las primeras épocas de Cerebus.
Pensaba comprarme y leer este comic en la edición de la colección Continuará, pero como se comieron cuarentipico de páginas para que quede del mismo largo que los otros tomos de la colección, les digo alguna guarangada y me paso a esta otra, mil veces más cara pero completa. De hecho, es medio afano ¡Cuántos dilemas debemos enfrentar los comiqueros!
En cuanto al cómic en sí: arranca genial, después medio que empieza a desentenderse de la historia a la mitad y recién va recuperando fuerza sobre el final, cuando ya es demasiado tarde. El dibujo es espectacular de principio a fin, así que si no le pongo cuatro estrellitas es simplemente por el desvarío que se come la mitad de la obra. De todos modos, ya mismo me "fanateo" de Enrique Breccia, que ni sé porqué tardé tanto.
Peccato che, come scrive Fugo Feedback, questa edizione non sia completa per limiti di spazio (comprende invece una breve storia dove Breccia jr omaggia il maestro Oski trasformando il suo tratto). Perché questa serie per me è stata una scoperta: conosceva già le sue serie più famose (Robin delle stelle, Alvar Mayor), ma questa, forse perché Breccia fa anche da sceneggiatore, è molto più libera, forse troppo. Il disegno è ancora una volta continua poesia, invenzione a getto continuo; la storia è una divagazione continua, dove come sempre domina il tema della bestialità umana e della crudeltà della storia (con puntate dissacranti verso la mitologia: vedi Teseo e il Minotauro), che solo un po' alla volta prende una forte connotazione anticolonialista, esprimendo odio per gli inglesi (fu scritta poco dopo la sciagurata guerra per le Falkland/Malvinas) e disprezzo per gli USA, pur sempre con una fantastica creatività. È interessante come l'arma finale del neocolonialismo sia individuata in quella cultura di massa anglosassone esportata ovunque (compresi i Queen, oggi assurti a simbolo di liberazione sessuale.. o di definitiva vittoria del consumismo?) ; tant'è che tra i capi ribelli si riconoscono i nomi di famosi cantanti di tango, da Gardel a Hugo del Carril. Sono solo alcune delle mille citazioni dalla cultura argentina, che rischiano di perdersi nella traduzione; così come si perderanno i testi dell'autore, una sognante prosa lirica a volte senza nè capo nè coda, piena di giochi di parole e sempre scritta in una grafia bizzarra, che imita la pronuncia argentina dello spagnolo.
Disegni molto belli non compensano una storia eccessivamente picaresca, frammentata e inconcludente. La struttura è il classico racconto di viaggio a la sudamericana, con un "eroe" cinico e antipatico. Non ci si affeziona a nessuno dei comprimari, e tranne per i primi capitoli che introducono in maniera efficace il contesto, Breccia prende troppo il volo perdendo ogni possibile punto di riferimento, come la barca in cerca di lottatori per il sirko romanho. Si aggiunga una marea di riferimenti alla realtà argentina, che già normalmente appesantirebbero la narrazione, ma per un lettore non informato dei fatti rendono la lettura poco meno che irritante. Dulcis in fundo: l'ironia che l'autore stesso sottolinea, nell'introduzione, come uno degli elementi più presenti e meno "geolocalizzati" dell'opera. Non è semplice ironia, ma una sua sottospecie "fantastica" che sa di troppo semplice o di troppo astruso per reggere.
I picked this up at an Ipercoop when I was visiting my family in Italy last summer, you would never find something like this in an American supermarket. Regardless to say Breccia's art style is unique and endearing, I was drawn by the cover alone and the rest of the comic follows through visually. Art is subjective and some people may see that Breccias art may seem a little rough but for me that is the appeal. It isn't generic, it isn't safe, its human.
The reason I haven't rated this higher is simply because while the art is great, the story is fairly nonsensical. I can read Italian fairly well, that isn't the issue, but I lost track of where the main character was supposed to go, what his final objective was. There are also multiple references to Argentinian culture which were all lost on me (I'm not an expert on the topic). Had the story been more tight and well paced I would have scored this higher. As it stands, much like its namesake, it does read like something of a collection of dreams.
Um uso desbocado da fantasia pra falar de política, imperialismo, ditadura e repressão. Dá pra enxergar o barulho que Breccia deve ter feito no período de sua publicação original! Só é um pouco cansativo no miolo, mas tem muita sacada boa e um final ótimo.
Eis um livro que difere bastante em tom entre os primeiros e os últimos episódios. Talvez porque, como explica o próprio autor, no início, o intuito e a publicação dos primeiros diferente bastante dos últimos. Enquanto o início se destinava a um editor catalão, com espaço e tempo imprecisos, e explorando várias figuras mitológicas, com o corte por parte deste, a obra passa a ser lançada na argentina, com possibilidade para explorar uma componente mais política.
A história começa num futuro em que a humanidade atinge, finalmente a paz. Mas com a paz vem a inércia e os humanos deixam de ter objectivos concretos. Contrata-se, então, um antigo guerreiro para procurar, no espaço e no tempo, outros guerreiros que possam construir uma espécie de circo, um espectáculo de gladiadores, que forneça novo propósito de vida aos cidadãos.
Num barco destinado a todos os portos existentes e por existir, o guerreiro começa com o Minotauro, besta conhecida pela sua ferocidade, que convence a acompanhá-lo. Entre lobisomens e outras figuras da mitologia catalã, assistimos a fantásticas deambulações pelos caminhos dos contos e crenças rurais.
O conjunto de personagens que se reúne no barco é caricato e logo há-de ir parar às guerras civis argentinas onde se exploram as motivações e as personagens históricas da Argentina. Não faltam, também, os toques das crenças populares, com personagens míticas e sonhadoras, monstros reais e surreais.
De aspecto caricato, por vezes sonhador, este El Sueñero é, apesar das oscilações de tom e conteúdo, um conjunto engraçado com bons momentos que entrelaçam o futurismo com o fantástico ou com a história da humanidade.
Versión sin recortar de este clásico peronista de todos los tiempos. Historieta impecable que aúna lo mejor de la tradición visual del clan Breccia, el mundo onírico y el espíritu justicialista.