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O Segredo de Wuhan

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Uma pandemia tomou conta do planeta. No entanto, o que condicionou a vida de milhares de milhões de pessoas é o resultado de uma ideia antiga, a consubstanciação de um plano megalómano e delirante engendrado por um dos mais conhecidos e implacáveis líderes políticos do século XX.

Ciente do perigo, Yan Weng-Li, uma virologista com ascendência portuguesa que trabalha para o regime de Pequim numas instalações secretas existentes em Wuhan, decide desertar e pedir asilo político. No entanto, terá primeiramente de convencer Washington de que a China está a fazer uso de uma arma biológica para provocar o caos na economia mundial com o intuito de se tornar na sua principal potência.

Recorrendo a António Norte, conceituado jornalista, e a Rebecca Clark, uma vedeta televisiva com sérias pretensões políticas, para denunciar o que há mais de um século terá também estado na origem da gripe espanhola, logrará esta dissidente provar tudo quanto sabe e evitar que a China tome definitivamente conta do mundo, tal como era o sonho de Mao Tsé-Tung? E qual o papel das grandes farmacêuticas no meio de toda esta intriga? Será que a saúde das pessoas é apenas um negócio como outro qualquer? Quanto vale uma vida?

368 pages, Paperback

Published August 19, 2021

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About the author

Luís Corredoura

12 books7 followers
Luís Corredoura é licenciado em Arquitetura e Mestre em Recuperação do Património Arquitetónico e Paisagístico. O autor de vários títulos, entre os quais "Nome de Código Portograal" foi galardoado já com o Grande Prémio Adamastor de Literatura Fantástica do Colectivo Trëma-Fórum Fantástico de Lisboa e do Encouragement Award atribuído pela European Science Fiction Society.

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Profile Image for J TC.
237 reviews25 followers
June 16, 2022
Luís Corredoura - O Segredo de Wuhan

Caro Luís
Li o seu livro, O Segredo de Wuhan com a máxima atenção, e em abono da verdade devo dizer que fiquei com sentimentos mistos, talvez mais a pender para o lado negativo. Passo a explicar-lhe porque assim foi.
Gostei que um autor português publicasse um romance ficcionado sobre um assunto actual. Gostei que abordasse esse assunto numa perspetiva diferente, remetendo-nos para uma ficção do que poderia ter sido, como indica na capa, uma ficção sobre o SARS-CoV2 e a sua doença, a COVID-19. Uma ficção que sendo confabulada, não deixa de conter algo que intuímos como verdadeiro, ou pelo menos, como plausível. Gostei da ideia de envolver a realidade com a ficção. Envolver tudo numa paleta de tonalidade pastel em que é difícil senão impossível distinguir as cores primordiais. De tudo isso gostei. Em especial gostei da ideia em si, mas há contornos e dados basilares que são inaceitáveis.
Escrever e ficcionar sobre uma realidade, e ainda por maioria de razão, uma realidade tão marcante nos dias que correm, implica que os factos ficcionados, pelo menos os que vêm do conhecimento científico, não possam vir de um imaginário que confunde o irreal com mentira. Têm de ter apego à realidade. Não se pode reescrever, sem fundamento, o conhecimento científico. Escrever por exemplo, que a pandemia de 1917 foi provocada pela disseminação de um vírus que foi fabricado em 1917; que em 1917 esse vírus foi manipulado por alguém à época sabia o que eram vírus; que sabia como podiam ser manipulados; que à época tinha conhecimento sobre tropismo dos vírus para hospedeiros; que haviam portadores assintomáticos; alguém que sabia como potenciar a patogenicidade de um vírus; alguém que era capaz de reconhecer a actividade vírica ao inspecionar um tubo de ensaio; alguém que sabia o que eram anticorpos, esse alguém estava algumas décadas à frente do seu tempo. Assumir que esse alguém era, como se diz hoje, um “entrepreneur”, um detentor de um potencial unicórnio de 1917, que esteve na base de uma das mais importantes indústrias farmacêuticas dos nossos dias, tem, digamos, pouco apego à realidade. Se é para nos mantermos no domínio do fantástico, porque não deixar a suspeita (não precisa de o afirmar) que o causador da pandemia de 1917 era um viajante no tempo, ou uma alienígena de uma qualquer galáxia distante (para não ser sexista). Pessoalmente acharia esse enredo ainda que menos verosímil, não incorria no risco de induzir no leitor a sugestão de que este tipo de ciência era uma realidade no primeiro quartil do Sec. XX.
Mas esta não é a única incongruência que encontrei na área da biologia ou das ciências médicas!
O autor não faz a mais pequena ideia do que é o sistema imunológico, de como este funciona, da diferença entre vacinas e soros com anticorpos neutralizantes, da diferença entre o vírus influenza da gripe e o coronavírus da COVID-19 (um não pode evoluir para o outro como sugere). E para não me alongar muito, a confusão que lança entre a doença COVID-19 e os sintomas provocados pela intoxicação pelo agente neurotóxico Novichok é lamentável e não há ficção que a sustente. Não há confusão possível entre estas e nem na realidade mais ficcionada é possível ou admissível que uma situação possa mascarar a outra!
Claro que o Luís não domina estes assuntos, mas podia ter tido a humildade de consultar algum especialista da área antes de dizer tamanhas barbaridades.
Este apoio é uma prática habitual de quem escreve sobre assuntos em que há especialistas mais habilitados, sendo frequente ver-se um reconhecimento nos agradecimentos (que não tem) a estes especialistas. Uma assessoria deste tipo ter-lhe-ia impedido de afirmar que Bernardo Montélios, o dono do grupo empresarial “Masiper” “apresentava na face as marcas da sua psoríase”. A psoríase não deixa este tipo de marcas, nem as áreas do corpo sujeitas a maior exposição solar são as mais atingidas. Todos sabemos quem foi a entidade em que se inspirou para esta personagem. Nessa pessoa as abundantes lesões que apresenta na face e nos antebraços são queratoses actínicas, as quais são o resultado de uma vida passada com abundante exposição solar (golfe e vela)!
Também outras realidades abordadas, nomeadamente assuntos de engenharia informática, proteção de sistemas, hacking, economia, geopolítica, globalização, redes sociais, gigantes da indústria farmacêutica, são sempre envolvidas e descritas na história de forma demasiado superficial.
Aliás, caro Luís, fico com a impressão que tentou colmatar alguma insegurança no conhecimento destas matérias, atafulhando o texto com factos reais mas com uma abordagem que não vai além da de um vulgar conhecimento de almanaque. E meu caro amigo, “tamanho” não é documento.
Juntar num mesmo texto, numa mesma história, a revolução russa (já agora a designação de Bolcheviques significa “minoria” e não maioria como indica no texto. E isto apesar desta fração ter sido maioritária dentro do partido. Parece confuso mas é assim!); a revolução chinesa; a revolução cultural; o grande salto em frente; a primeira guerra mundial; o fim da primeira guerra mundial com recurso a uma arma biológica; a gripe espanhola; a opção nuclear na segunda guerra mundial; a guerra fria; as sucessões na liderança chinesa; a política de “um regime, dois sistemas”; Stanley Ho e os casinos de Macau; a desindustrialização ocidental; a industrialização chinesa; a perda de controlo da propriedade intelectual no ocidente; o roubo da propriedade intelectual pelos chineses; a autocracia russa; a eliminação da oposição russa com NovichoK; a tríades chinesas; a invasão do mundo por produtos de manufactura chinesa; a compra das dívidas soberanas pelos chineses; o caso Snowden; o caso wikileaks; a interferência de chineses e russos na eleição de Donald Trump. E a nível doméstico, a crise do Espírito Santo (processo príncipe do senado); o grupo de Macau (aquele com ligações ao PS); o caso SIS; o grupo IMPRESA e o seu dono; o homens do Bildelberg em Portugal, enfim, uma panóplia assuntos impossíveis colocar num mesmo texto, com um único fio condutor. Um caleidoscópio alucinado de assuntos em que consegue vencer o leitor sem o convencer da sua erudição. Vence pela exaustão meu caro Luís.
Mas há algo de positivo no seu livro que gostaria de lhe sublinhar.
Por entre a parafernália de acontecimentos que enumera no livro, sugere que o SARS-CoV2 foi um vírus criado como uma arma biológica para acentuar o domínio económico por parte dos chineses. Só que ao contrário do que era desejado pelos seus criadores o vírus evoluiu para estirpes menos agressivas. Aqui devo-lhe indicar que o seu texto é confuso, pois num lado sugere que quem o disseminou, o vai fazendo com estirpes novas cada vez mais agressivas, noutros diz, e bem, que a evolução natural, de um qualquer vírus, e deste em particular, é no sentido das mutações ocorrerem com estirpes cada vez mais contagiosas e de menor morbilidade. Assim sugere no seu texto, dizendo, e mais uma vez bem, que o pânico gerado, no início da pandemia, na altura com fundamento, mas que, ao fim de dois anos de evolução já não têm apego à realidade, e só serve o negócio das multinacionais farmacológicas de vacinas e dos tratamentos antivíricos. A estes grupos de interesse acrescento toda essa classe de especialistas do desconhecido que ganhou palco e aos governos que à boleia do pânico criado, fomentado, e agora sustentado foram angariando alibis para os mais variados insucessos e incompetências.
Não podia estar mais de acordo com o que sugere, e ao que me atrevi a dar corpo em texto. Não deixo é de notar que todos aqueles que entendem o logro para que estão a ser levados, isto é., ter pânico de uma doença que actualmente não têm morbilidade ou mortalidade significativa, terminam sempre a frase em reconhecem o logro dizendo que é preciso investir em vacinas, equipamentos de proteção, testagem, proteção dos mais vulneráveis, enfim, todo um conjunto de medidas que sendo uma doença pouco significativa na sua morbilidade, não apresenta justificação. É um erro em que quase todos incorrem. Uma contradição e uma armadilha a que o Luís não conseguiu fugir. É paranóico, não lhe parece?

Por último, caro Luís, escrevo-lhe para sugerir em próximos livros que a sua editora reveja o texto, porque na forma do mesmo haveria muito (demasiado) a assinalar-lhe.

Sei que este texto vai longo, mas espero que as sugestões que aqui lhe lanço possam de alguma forma ter corpo em novas empreitadas. Livros que sei que o meu amigo gosta de escrever e eu de disfrutar.

Cordialmente
JT Costa
Profile Image for Joana.
371 reviews
February 19, 2023
O livro tem uma escrita fora do comum, com vocabulário muito rico, mas isto parece um livro de não ficção em forma de ficção. Acredito que o autor tenha feito uma pesquisa muito intensiva, mas infelizmente os acontecimentos narrados parecem não ter um fio condutor. Divaga muito e em 100 páginas nada acontece. Não é um livro para mim, definitivamente.
Não fiz uma pesquisa sobre os temas que ele abordou no livro e por isso não posso aferir a sua veracidade. Contudo quero acreditar que estão corretos.
Uma pena! Este livro que tinha tanto potencial mas infelizmente não o atingiu. Penso que também seja por isso que aqui no Goodreads quase não existam reviews sobre o mesmo.
Profile Image for Fernanda T Martins.
Author 1 book
October 25, 2024
A idéia é boa, mas a história principal do livro se torna obscurecida pela miríade de detalhes históricos. Com tanta informação colateral não se cria uma conexão com os personagens.
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

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