Todos, do Bono à UNESCO, estão procurando por uma bala de prata para levar a escolarização às crianças mais pobres da Terra. James Tooley talvez tenha encontrado uma. Enquanto pesquisava escolas privadas indianas para o Banco Mundial, e preocupado por fazer pouco pelos pobres, o professor Tooley se maravilhou nas favelas da Cidade Velha de Hyderabad. Chocado em encontrá-las cheias de pequenas escolas, procurou descobrir se elas poderiam ajudar a alcançar a educação universal. Comece, então, a aventura lírica contada em A Árvore Bela — a história das viagens de Tooley da maior favela africana até as montanhas de Gansu, China, e de crianças, pais, professores e empreendedores que o ensinaram que os pobres não estão esperando por esmolas. Eles estão construindo suas próprias escolas e aprendendo a cuidar de si mesmos. Nomeado a partir da frase de Mahatma Gandhi em referência às escolas pré-coloniais indianas, A Árvore Bela não é outro livro lamentando o que tem dado errado no Terceiro Mundo. É um livro sobre o que dá certo e oferece uma simples liçã o espírito empreendedor e o amor que os pais têm pelos seus filhos podem ser encontrados por todo o globo.
Sou professora, interesso- me muito por estudar sobre a educação em outros lugares do mundo. Este livro, por focar em países paupérrimos, chamou muito minha atenção. Qual não foi a minha surpresa, ao começar a lê-lo, que mais uma vez temos algum pesquisador tratando a escola pública como um mal desnecessário, ansiando pela privatização da educação para que possamos ter ensino de qualidade. Nossa, pensei que estava lendo um livro escrito pelos nossos atuais vereadores mequetrefes que estão loucos para acabar com nossa educação pública. Veja bem, sei que o livro não é sobre o Brasil, mas sim países pobres com zona rural e urbana miseráveis, no entanto, o discurso do autor é em defesa da privatização do ensino como saída para a defasagem educacional que encontramos em países pobres. Para defender seu ponto de vista, ele bate sempre na mesma tecla: "os professores de escolas públicas são faltosos, a qualidade do ensino em escola pública é ruim". Uau, não me diga! Rs Que tal chegar a raiz desses problemas , desses fatos e então realmente investir no que faz a diferença em uma escola: seus professores? São verbas milionárias destinadas à educação que não são usadas no principal: professores - desde sua formação até remuneração. Não adianta tecnologia, prédio bem estruturado se não há investimento nos professores. Um tanto óbvio, não? Embora aqui no Brasil não tenhamos nem uma coisa e nem outra rs Portanto, a leitura deste livro me irritou profundamente em sua defesa à educação privada em vez de lutar por reais melhorias necessárias à educação pública. Países de primeiro mundo têm educação pública de qualidade, por que países pobres e miseráveis precisam ter educação privada???? Por que não é possível resolver os problemas Educacionais das escolas públicas em países pobres? Finlândia está aí para provar que é possível sim, já que já foi um país rural paupérrimo e deu a volta por cima em sua educação. Ah, mas lembrando, não é só a educação que precisa mudar!!!! Precisamos que os índices sociais e econômicos também se elevem, caminhando de mãos dadas com a educação. Eu não consigo vislumbrar um país melhorando seus níveis Educacionais com índices sociais e econômicos baixos. A supracitada Finlândia fez suas mudanças em conjunto- não foi a educação que melhorou per se, ela melhorou juntamente dos níveis sociais e econômicos. Certo, e o que gostei do livro? Simplesmente de saber como vai a educação nessas regiões miseráveis do mundo, as soluções que suas populações põem em prática para minimizar o desleixo governamental que vivem. Agora querer tomar como exemplo essas situações lamentáveis e torná- las modelos a serem seguidos por outros países miseráveis, isso é um despropério!