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This World We Must Leave: And Other Essays

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Post-Marxist essays coming out of the spirit of ’68 France, but from a less familiar angle. Neither a Parisian poststructuralist academic nor a situationist, Camatte comes from an ultraleft Franco-Italian communist background, and takes Marx in a more ecological and anarchistic direction.

258 pages, Paperback

First published October 1, 1994

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About the author

Jacques Camatte

17 books25 followers
Jacques Camatte was a French writer, philosopher, Marxist theoretician and member of the International Communist Party, a primarily Italian left communist organisation under the influence of Amadeo Bordiga. After Bordiga's death and the events of May 68, his beliefs began to fall closer to the tendencies of anarcho-primitivism and communization, later influencing accelerationism.

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5 (7%)
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for michal k-c.
904 reviews123 followers
June 10, 2021
I can see why (some of) the accelerationists like this guy... and some of this is really good! I just think telling leftists to learn to grow their own food and farm at this point is as ludicrous as telling coal miners they should learn to code. There's also the issue of desire - yes, sure, everyone no matter economic class is a "slave to capital" - but have you considered that I like my shackles? More than once I was reminded of the infamous "hold tight and spit on me" passage in Lyotard's Libidinal Economy.
Profile Image for Caroline Loftus.
88 reviews10 followers
December 9, 2020
Quite a mixed bag of essays. The most interesting part was Camatte’s analysis of Nouvelle Droite. an interesting look at post-68 French/Italian left pessimism
Profile Image for Tjabo.
29 reviews2 followers
April 13, 2022
Jag gillade bl.a:

"The moment when the productive forces were to reach the level required for the transformation of the mode of production was to be the moment when the crisis of capitalism began. This crisis was to expose the narrowness of this mode of production and its inability to hold new productive forces, and thus make visible the antagonism between the productive forces and the capitalist forms of production. But capital has run away; it has absorbed crises and it has successfully provided a social reserve for the proletarians. Many have nothing left to do but to run on ahead: some say the productive forces are not developed enough, others say they have stopped growing. Both reduce the whole problem either to organizing the vanguard, the party, or resort to activities designed to raise consciousness".[54]

"If we are to successfully abandon the old centres of struggle, it will require a simultaneous movement towards the creation of new modes of life. What's the point of occupying the factories -- like car factories for example -- where production must be stopped anyway ? The cry goes up : "Occupy the factories and manage them ourselves !" So all the prisoners of the system are supposed to take over their prisons and begin the self-management of their own imprisonment. A new social form is not founded on the old, and only rarely in the past do we find civilizations superimposed on one another." [119]

"Likewise, we have said that one must also consider the destruction of work. Put otherwise, we have stated that we must approach the question by means of other presuppositions. The movement, the dynamic of the realization of the human community, must place itself outside." [156]
Profile Image for Dante.
127 reviews13 followers
June 26, 2023
Crude and repetitive; Camatte often reads like a messianic Habermas in his insistence on the revolutionary capacity of 'human community' and renewed communicativity as a means to desert the subsumption of all by capital. His image of emancipation is famously vague - an appeal to a 'wandering abstraction' of a primeval humanity, as Brassier neatly put it - and there's a certain naivety to his critical orientation.

Nonetheless, there's serious stuff here too. Eclectic in the breadth of his references and sparring partners, Camatte cannot be sidelined when trying to grasp the creative 're-readings' of Marx conducted from the mid-century onward (well traced by Michele Garau), while his critique of the party as 'racket', however brief, and the weakness of 'traditional' Marxism are always worth returning to.
Profile Image for Bernardo Moreira.
103 reviews19 followers
August 30, 2021
Primeiro contato que tenho com Camatte, marcado por altos e baixos.
A análise de Camatte por vezes é precisa, por vezes extremamente equivocada. Acho curioso como a proposta do livro, de quebra com o marxismo e crítica dos equívocos de correntes marxistas, por vezes se torna tão geral que não consegue sustentar a própria posição. A virada primitivista de Camatte, me parece, é sintoma de um diagnóstico mal calculado e uma previsão errada sobre o desenvolvimento do capitalismo. No momento onde o neoliberalismo surgia, Camatte cometia equívocos enormes ao analisar a conjuntura do processo e ao remanejar os conceitos de Marx. Se posso deixar algum conselho, é ir à análise de Debord, que referenciarei em alguns momentos aqui.
O primeiro ponto que deve ser levantado é como Camatte acerta (em partes) na sua crítica a forma pela qual a organização política tende a interiorizar as próprias hierarquias que ela busca se opor, além de sustentar uma oposição dentro-fora que torna problemática a tarefa de autocrítica (não à toa, como o próprio livro fala, a invariância de Camatte varia por demais - uma variação que, diferente da autocrítica, me parece autoflagelar-se). Camatte está certo sobre essa tendência da organização, mas não apresenta nenhuma alternativa coerente. A insistência no partido histórico em oposição ao partido formal é interessante, assim como seu alinhamento com a teoria das classes de Luxemburgo (contra o vanguardismo e a "auto-educação das massas"), mas sinto falta de um desenvolvimento mais coeso sobre esse "retorno" à posição de Marx - como isso funciona politicamente no capitalismo tardio? Ficamos a imaginar.
O ponto seguinte é mais sensível: Camatte entende mal o processo de desvalorização (dessubstacialização do valor pela redução do trabalho produtivo). Ele propõe que o momento que o capital atravessava na década de 60/70 era já uma superação da lei do valor devido a passagem da dominação formal para a dominação real do capital, o que é um problema por alguns motivos: 1. conceber que os processos de intensificação do capital fictício e incorporação da classe trabalhadora a lógica consumista-espetacular significariam o fim do proletariado, o que é um equívoco enorme; 2. acreditar que seria possível, no modo de produção capitalista, uma autonomização do capital ao ponto em que ele se emanciparia completamente do trabalho (a substância do valor), o que é uma incompreensão do que significa uma lei tendencial - pelo contrário, pouco depois o capital operaria um deslocamento de seu limite relativo com o período neoliberal que se alastra até hoje, o que dá um novo fôlego entorpecido ao capital (algo que Camatte entende como possível, de certo modo, no final do livro ao falar do problema da inflação e a tendência de controle sobre os salários e preços), ou seja, o capital não pode se emancipar completamente, mas apesar operar deslocamentos de seus limites relativos, algo que Camatte não parece entender; 3. apostar que tal momento de declínio do welfare state poderia se sustentar com uma generalização da condição de classe média a toda humanidade, "by achieving domination through the mediation of labor, capital brought about the disappearence of classes" - o que é um absurdo, ainda mais ao propor o fim da sociedade burguesa: a proletarização pela universalização do trabalho assalariado é complementada pelo desenvolvimento do espetáculo e da intensa inclusão na lógica consumista com a expansão do setor de serviços, o que não implica de forma alguma no que Camatte propõe - pelo contrário, tal condição já aponta pra conjuntura neoliberal que se consolida na década seguinte (algo que Debord já indica, mas Camatte alguns anos depois não entende). Alguns pontos específicos, sobre a representação do capital e a fuga do capital são interessantes e por vezes bastante precisos, mas o conjunto geral parece mal articulado, nos diversos momentos que eles aparecem no livro. A insistência nesses três pontos críticos é um problema ao longo do livro, uma insistência em uma argumentação porosa que se entende como já justificada. Outro momento fica inconclusivo: a oposição crítica tanto a glorificação do trabalho quanto a abolição do trabalho é estranha, a argumentação em nota de rodapé não convence; assim como o debate sobre violência, que se opõe a duas posições extremas e se situa num meio termo mal justificado. A crítica a teoria do proletariado é interessante e a mobilização de tal grande identidade deve ser pensada nos processos políticos concretos, mas a conclusão de Camatte acaba sendo infectada pelos equívocos anteriormente citados.
Os momentos de debates internos à obra de Marx são ricos, tornam a leitura bastante estimulante. Já as questões sobre a consciência repressiva e o comunismo como um restabelecer da Gemeinwesen trazem bons pontos mas não compro a proposta de "retorno" que habita o texto de Camatte: o produtivismo deve ser criticado e a lógica da representação capitalista deve ser superada nas propostas revolucionárias, mas a imaginação artificial de um passado que contenha elementos recuperáveis é um problema. Se há algum primitivismo que tem elementos politicamente interessantes (porém, para mim, limitados aparentemente) é o de Viveiros de Castro; o de Camatte falha em me convencer. Por fim, acho que as críticas de Camatte ao humanismo são boas, mas ele insiste em referir-se à humanidade em abstrato a todo momento, o que explicita a sua errância conceitual (por insuficiência, e não por excesso).
Apesar dos grandes problemas de análise, a leitura é cativante. Quando Camatte traça considerações sobre os movimentos da esquerda, sobre a revolução, sobre domesticação, as interações com Bordiga - apesar de alguns equívocos, o texto exige um engajamento ativo que convida o leitor a entrar nos tortuosos caminhos da proposta teórica de Camatte, um entusiasmado convite a "ver até onde isso vai". Por isso gostei do livro. Felizmente, o livro termina em um ponto alto: a análise da New Right e de Alain de Benoist, uma análise em geral bastante precisa de Camatte que acerta em alvos que excedem suas considerações imediatas. O único incômodo (não apenas nesse capítulo, mas que ocorre em outros pontos do livro - por exemplo com os termos "community") é o encaixe sucessivo de um conceito em contextos absolutamente díspares, por pura conveniência do texto: nesse capítulo, nominalista assume esse lugar - boas críticas a de Benoist, mas o ponto sobre Marx como um nominalista (que toma o conceito sem rigor nenhum) é só engraçado mesmo.
Minha conclusão é: Camatte equivocou-se sobre a conjuntura de sua época e revisou conceitos baseado em conclusões mal formuladas. Mas em suas interações locais, e mesmo em seu relacionamento complicado com Marx, Camatte nos faz pensar os problemas do capitalismo tardio num texto extremamente envolvente - ainda que sua posição, para mim, não seja possível de ser assumida atualmente. Enfim, leitura prazerosa.
52 reviews
April 25, 2025
Peculiar book. Camatte's idiosyncratic analysis of what he calls 'runaway capitalism' is underbaked but seems like an intuitive and correct reading of capital's course of development in the 'developed' world since the 60s and 70s: substitution of risky credit methods to stimulate growth in a way that lessens the actual value in circulation. In his view of capital reproduction as a totality which contains within it crisis as a mode of reproducing itself, and which produces the working class as capital, there's a lot I like about Camatte -- probably down to him sharing a growing host of influences with me in the radical communist left.

But then there's loads I just loathe here. The whole we are trapped within seems total, so how do we find an escape hatch? Camatte pretty much points at hippie communalism. I'm not really familiar with hippies, so maybe read from some sort of eco-anarchist or anarcho-primitivist perspective Camatte is intervening in some debate in a way that's opaque to me. But, I'm just not sympathetic of being like: the root of all our unhappiness is our sedentary lifestyle and bad diet. I think our neurotic scratching of a privatized health risk -- is gatorade good for me or is it too sugary, why do they put that recoloring agent everywhere, mysterious cancers proliferate, how do I dent my risk margins, I need to know how an MRNA vaccine works before I'll take one, etc. etc. -- is just a symptom of a deeper political malaise. Our way of sublimating and individualizing a collective guilt, sense of loss, whatever.

Don't need to read the far left version of that. And beyond the worry that this is just symptomatic, the reliance on some putatively 'natural' subject falls victim to all the good arguments poststructuralism had to make. I can't recommend this book.
Profile Image for melancholinary.
454 reviews37 followers
March 29, 2024
Against Domestication and This World We Must Leave are the two best discoveries of Marxist (or even critical to Marxian perspective) texts I've read so far this year. Capital is time, capital is human, capital is institution, capital is the working class, and capital is the proletariat (this one particularly owed to Bodega's). Bonkers theory of panentheistic capitalism, which at a certain level is valid and proven. I can see how his work is the impetus for the anti-civ (though it is very clear through his texts that Camatte is not an egoist Stirnerian, which he called nominalist - or lifestyle anarchism). Also, I can see how his theory and concept of 'leaving' could generate a more transcendental understanding of Marxism.
Profile Image for A. VHX.
10 reviews
May 18, 2021
He's a weirdo, but he's underrated. I didn't realize until recently how much he'd influenced some of my favorite writers. I think the element that's most rewarding is his willingness to re-examine and invert) questions we may have assumed were answered long ago, but still persist.
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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