Da mesma autora de Enquanto eu respirar, 30.000 livros vendidos.
“Vou seguir falando de vida de segunda a segunda, entre uma quimioterapia e outra. Gargalhando e chorando, às vezes ao mesmo tempo. Estou ‘perdendo’ para o câncer, mas desafiando estatísticas e tabus. Ousando não ser invisível apesar de ter uma doença cujo nome a sociedade nem pronuncia. Estou ‘perdendo’, mas tendo coragem de realizar sonhos.” – Ana Michele Soares
Passados dois anos da publicação de seu primeiro livro, Enquanto eu respirar, a jornalista Ana Michelle Soares segue inteira na vida.
Em 2011, aos 28 anos, ela foi diagnosticada com um câncer de mama. Aos 32, a doença voltou e atingiu outros órgãos, sem possibilidade de cura. Agora, entre tratamentos e remissões, ela busca o que realmente o sentido de estar aqui.
À procura de respostas, AnaMi volta no tempo para resgatar histórias que forjaram seu caráter e fortaleceram sua coragem. Desdobra as etapas da descoberta e do tratamento do câncer com a combinação de humor ácido e olhar compassivo que é sua marca. Narra experiências com médicos e charlatões; místicos e picaretas. Aos poucos as respostas vão se revelando. Basta ter olhos para vê-las.
Nesta obra AnaMi se rende à liberdade de descobrir que um diagnóstico não se resume ao que dita a biologia. Com mais paixão do que nunca, ela fala apenas de vida. A melhor vida possível, ao alcance de todos nós.
ANA MICHELLE SOARES ou AnaMi, como gosta de ser chamada, é jornalista de formação e paliAtivista de coração. Paciente de câncer de mama desde 2011, AnaMi é criadora do perfil @paliativas no Instagram, onde compartilha sua rotina como protagonista do próprio tratamento, desmistificando o conceito de “cuidados paliativos” e transformando a finitude na mais importante ferramenta de autoconhecimento que existe. Entre uma quimioterapia e outra, realiza desejos de sua bucket list e vive intensamente os últimos melhores dias, meses ou anos de sua vida. Pela Sextante, publicou também Enquanto eu respirar (2019).
Falando sobre a autora do livro, AnaMi, ouvi o padre Fábio de Melo dizer: “ela tem câncer mas o câncer nunca a teve”. Uma descrição perfeita para a história dessa mulher que resolveu viver uma vida inteira enquanto ela respirar (trocadilho infame com os títulos dos livros dela, eu sei). Neste segundo livro, AnaMi nos leva junto à sua jornada ruma a uma espiritualidade que faça sentido para ela. Depois de se considerar uma cética incurável, ela descobre que precisa sim acreditar em algo - nem que seja nela mesma. Um livro para quem deseja ver a vida com os olhos de alguém que se apaixona todos os dias por ela e que decide viver um dia de cada vez - como todos nós deveríamos fazer.
"Vivo o tempo todo. E, confesso, amo viver. Amo tanto que não abro mão de momento algum, Amor é assim: não dá pra escolher só os pedaços que a gente gosta. Tem que juntar tudo viver integral.
Vida é inteira. É presente. É simples.
Até que seja eterna."
Talvez mais lindo do que o primeiro livro dela: Enquanto eu Respirar. Diferente do primeiro, mas não tanto ao mesmo tempo, Vida Inteira não é sobre câncer (apesar de provavelmente ser o substantivo mais repetido no livro), é sobre viver plenamente. Mais doque sua relação com a doença, Ana conta sua relação com a vida, amigos, família, seu corpo e sua alma. Ela destrincha todos os aspectos do seu ser e suas crenças. Super recomendo pra qualquer pessoa que tenha relações com a morte (seja doença sua, de familiares ou idealizações suicidas)
Como sempre, a editora sextante entregando excelência na impressão
AnaMi foi uma mulher maravilhosa! Uma mulher corajosa que se descobre inteira no momento mais difícil de sua vida. É gostoso acompanhar a trajetória dela. O primeiro livro foi sobre afeto, cumplicidade, esse segundo é sobre espiritualidade. Dei 3 estrelas porque achei a escrita repetitiva em alguns momentos, mas nada me impedirá de ler seu último livro e aprender com ela. AnaMi vive nas palavras!
Após a leitura do primeiro livro da AnaMi "Enquanto eu respirar", na sequência logo iniciei o "Vida inteira", que diga-se de passagem foi igualmente impactante de forma extremamente positiva pra mim. Neste segundo livro foi abordado temas mais sensíveis e pessoais como espiritualidade, crenças e uma busca genuína de Si, que é capaz de inspirar o mais duro dos corações.
Ana MI é incrível com as palavras, livro sensível, visceral. Te faz mergulhar na cabeça inquieta da musa paliativa, que te ajuda no processo de aceitação de si mesmo, sem rótulos, sem atalhos. Viver uma vida inteira, porque a cura já é!
Todos os livros da AnaMi são necessários para quem dança com o câncer. Entender que a morte não é fracasso é transformador para a maneira com que lidamos com tudo sobre a doença. Necessário e lindo!