Told as a story within a story, "Ferdinando Eboli" is set in Naples, Italy. The unnamed narrator describes himself as living in a peaceful era void of all thrilling wars such as the Napoleonic wars. The narrator has a much romanticized outlook on war and fears that the people of his era will soon forget the iconic names of Europe's great conquerors. Of these many tales, the narrator chooses to recite the story of "Ferdinando Eboli" which occurred during Murat's reign. (courtesy of mary-shelley-wikia.com)
Mary Shelley (née Mary Wollstonecraft Godwin, often known as Mary Wollstonecraft Shelley) was an English novelist, short story writer, dramatist, essayist, biographer, travel writer, and editor of the works of her husband, Romantic poet and philosopher Percy Bysshe Shelley. She was the daughter of the political philosopher William Godwin and the writer, philosopher, and feminist Mary Wollstonecraft.
Mary Shelley was taken seriously as a writer in her own lifetime, though reviewers often missed the political edge to her novels. After her death, however, she was chiefly remembered only as the wife of Percy Bysshe Shelley and as the author of Frankenstein. It was not until 1989, when Emily Sunstein published her prizewinning biography Mary Shelley: Romance and Reality, that a full-length scholarly biography analyzing all of Shelley's letters, journals, and works within their historical context was published.
The well-meaning attempts of Mary Shelley's son and daughter-in-law to "Victorianise" her memory through the censoring of letters and biographical material contributed to a perception of Mary Shelley as a more conventional, less reformist figure than her works suggest. Her own timid omissions from Percy Shelley's works and her quiet avoidance of public controversy in the later years of her life added to this impression.
The eclipse of Mary Shelley's reputation as a novelist and biographer meant that, until the last thirty years, most of her works remained out of print, obstructing a larger view of her achievement. She was seen as a one-novel author, if that. In recent decades, however, the republication of almost all her writings has stimulated a new recognition of its value. Her voracious reading habits and intensive study, revealed in her journals and letters and reflected in her works, is now better appreciated. Shelley's recognition of herself as an author has also been recognized; after Percy's death, she wrote about her authorial ambitions: "I think that I can maintain myself, and there is something inspiriting in the idea". Scholars now consider Mary Shelley to be a major Romantic figure, significant for her literary achievement and her political voice as a woman and a liberal.
“Ferdinando Eboli” é um conto com ares góticos que foi publicado originalmente em 1828 no anuário “The Keepsake” na Inglaterra e republicado, depois de quase dois séculos, no Brasil, pelo selo Clepsidra em 2021 como parte da coleção “Raridades do Conto Gótico” editada com capricho pelo pesquisador e editor Cid Vale Ferreira. A autora de “Ferdinando Eboli” é ninguém menos do que Mary Woolstonenecraft Shelley, mais conhecida como “apenas” Mary Shelley (1797/1851) que numa noite tempestuosa do ano de 1816, numa luxuosa casa situada às margens de um lago em Genebra, se reuniu com um seleto grupo de amigos – o anfitrião e consagrado poeta Lorde Byron, o médico e poeta John Polidori e o poeta Percy Bysshe Shelley (de quem Mary era companheira). Influenciados pela noite tempestuosa e pelo clima criado pela leitura de um livro de histórias de fantasmas foram desafiados pelo anfitrião, a escrever, cada um, uma história de terror. Os projetos dos três homens não foram muito adiante mas Mary perseverou e anos depois, em 1831, ao recordar aquela noite, ela afirmou que:
“pensar uma história – uma história que rivalizasse com aquelas que incitaram a tal tarefa. Uma que falasse aos medos misteriosos de nossa natureza e despertasse um horror eletrizante – uma história que fizesse o leitor olhar ao redor apavorado, que fizesse o sangue gelar e acelerasse o pulsar do coração. Caso não conseguisse fazê-lo, minha história de terror não seria digna deste nome”.
E Mary Shelley realmente concluiu a sua narrativa que passou à história da literatura com um nome que hoje movimenta cifras astronômicas – “Frankenstein”. A primeira versão do romance foi publicada em 1818 e em 1831, depois de várias mudanças, aperfeiçoamentos e adequações de linguagem, saiu a versão considerada definitiva. Mary era uma leitora ávida e pessoa extremamente culta e, sem dúvida alguma uma excelente contadora de histórias. Depois de “Frankenstein” Mary exercitou essa habilidade se dedicando basicamente aos contos que frequentemente caíam no gosto do público, inclusive o público feminino, já que ela procurou se afastar do “gótico terrífico” em prol de narrativas consideradas bem elaboradas mas indiscutivelmente “mais leves” do que a sua imortal obra-prima. “Ferdinando Eboli” é um desses contos. A narrativa foi ambientada durante o período das Guerras Napoleônicas que assolaram a Europa na primeira metade do século XIX. Nesse contexto o jovem conde Ferdinando Eboli, como parte das hostes do rei de Nápoles Joaquim Murat Jordy (1767/1815), aliado de Napoleão Bonaparte (1769/1821), recebe a missão de ingressar em território inimigo – no caso a Áustria – para entregar despachos confidenciais. No entanto ele foi interceptado, aprisionado e teve os despachos confiscados assim como suas roupas, armas, dinheiro e documentos. Feito prisioneiro o jovem fidalgo foi libertado por camponeses e vestido como um camponês procurou seus superiores para narrar suas desventuras quando, atônito, ele é aprisionado, chamado de impostor e informado de que o conde Ferdinando Eboli havia retornado e informado do sucesso de sua missão. Dessa forma o jovem fidalgo se vê subitamente despojado de seus bens, desmoralizado, ridicularizado, degredado e afastado de sua vida e de sua noiva – a romântica Adalinda – por um impostor que assume a sua posição e seu status. Começa então a sofrida e solitária luta de Ferdinando Eboli em busca de desmascarar o impostor e recuperar a sua vida. Essa é a premissa básica de “Ferdinando Eboli”, noveleta que começa muito bem e a meu ver revela, pelo menos nos dois terços iniciais, a influência do alemão E. T. A Hoffman (1776/1822), notório autor de histórias góticas e de certa forma antecipava o célebre conto “William Wilson” do estadunidense Edgar Allan Poe (1809/1849) publicado em 1838 e que trabalhava muito bem com a questão do “duplo” (doppelganger). Mas, no terço final, a autora por motivos que não entendi, inseriu em “Ferdinando Eboli” uma série de situações um tanto forçadas e convencionalismos que a aproximaram de uma aventura romântica um tanto convencional e a afastaram do gótico que estruturaram os dois terços iniciais. Portanto, em minha avaliação, essa brusca e um tanto forçada mudança de rota da autora comprometeram a noveleta que se estruturava em torno do gótico e levaram a um final decepcionante. Cid Vale Ferreira, pesquisador, editor e sócio do Sebo Clepsidra na apresentação a “Ferdinando Eboli” escreveu o seguinte:
“O enredo avança com uma abordagem do tema do duplo que diverge daquela de cunho diabólico trabalhada por autores como E.T.A Hoffman no Schauerroman alemão e prossegue num crescente frenético de fugas, envolvimento com salteadores e mesmo de transformismo , como quando Adalinda se disfarça de pajem para livrar-se de seus captores, numa sucessão de cenas que parecem se acomodar ao gosto moderado do público-alvo, com reviravoltas um tanto improváveis e casualidades bastante convenientes, que podem até representar o que há de mais frágil na narrativa, mas que de forma surpreendente e paradoxal, camuflam uma incômoda crítica à sociedade europeia por meio de personagens muitas vezes incapazes de enxergar o óbvio, uma vez que sua identidade constantemente deixa de ser assegurada por seus traços e falas, e passa a ser ancorada meramente em seus trajes e nas insígnias de sua classe social”.
Um final melancolicamente decepcionante para uma história que começou tão bem. Mas, de qualquer forma, vale a pena até para conhecer uma obra de Mary Shelley em sua fase pós Frankenstein Boa pedida!
Desde sus primeras líneas, Ferdinando Eboli sumerge al lector en un viaje sensorial intenso, donde los paisajes italianos cobran vida a través de descripciones vibrantes. Se perciben los aromas frescos de los Apeninos, el murmullo constante del torrente bajo el balcón de Adalinda y el susurro del viento entre las encinas. Es fácil imaginar la calidez de las tardes italianas y la brisa templada que acompaña los pensamientos inquietos de la protagonista.
La historia despierta emociones profundas. El amor puro entre Ferdinando y Adalinda se percibe en gestos delicados, como cuando él corta un mechón de su cabello, sintiendo la suavidad entre sus dedos, o cuando ella le venda la herida con ternura. Pero este ambiente de dulzura se quiebra abruptamente cuando la traición irrumpe: la crudeza de las mazmorras, el peso de las cadenas y la humedad oscura de las celdas transmiten la desesperación de Ferdinando al perderlo todo.
Uno de los momentos más impactantes es el descubrimiento del impostor, quien no es un extraño, sino el propio hermano ilegítimo de Ferdinando. ¿Qué se puede sentir al ver tu identidad robada por tu propia sangre? La historia juega con esta dualidad: la belleza de los escenarios naturales contrasta con la crudeza de la traición y la injusticia.
La narrativa ofrece escenas cargadas de tensión y delicadeza. La soledad de Adalinda, caminando por senderos desconocidos disfrazada de paje, se siente en cada paso fatigado, en el sudor frío que recorre su espalda mientras huye del peligro, y en la sed que la obliga a beber agua de una fuente de montaña. La emoción culmina en la cueva, cuando los amantes se reencuentran, y el lector casi puede oír los latidos acelerados de sus corazones.
¿No resulta sorprendente cómo una historia de amor se transforma en un juego de identidades y traiciones familiares? ¿Y cómo la lealtad y el amor verdadero terminan superando la astucia y la ambición?
Personalmente, Ferdinando Eboli me cautivó mucho más que El inglés reanimado. Mientras que este último ofrece una narrativa más oscura y centrada en la experimentación con la muerte, Ferdinando Eboli logra equilibrar acción, amor y traición en un contexto histórico que amplifica las emociones. La riqueza de sus personajes y la complejidad de sus relaciones hacen que la historia se sienta más viva y cercana.
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