Jump to ratings and reviews
Rate this book

Orvalho do Oriente

Rate this book
Orvalho do Oriente é um conto mágico, vivido por uma criança, onde transparece delicadamente uma ruptura entre adultos de culturas muito diferentes.

150 pages, Paperback

Published January 1, 1981

Loading...
Loading...

About the author

Altino do Tojal

18 books3 followers
Jornalista, tradutor e ficcionista, consagrado com a colectânea de contos 'Os Putos'. A novelística de Altino do Tojal mistura recursos que se diriam da literatura infantil como a descrição do quotidiano filtrado por uma perspectiva mágica e fabulosa do universo, com um realismo de intenção social e com evocações memorialistas, numa escrita em que o poético não exclui a ironia ou a notação amarga da realidade.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
1 (33%)
4 stars
1 (33%)
3 stars
1 (33%)
2 stars
0 (0%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 of 1 review
Profile Image for Artur Coelho.
2,649 reviews80 followers
August 28, 2021
Um olhar inocente sobre a mitificação do oriente, sob a forma de uma história infantil. Orvalho do Oriente sublima a visão ocidental da vida oriental, através da visão infantil. Acompanhamos as aventuras de Pi, um menino dos juncos, pobre mas feliz, que vive uma vida solta entre os barcos e as ruas de Macau. É sobre ele a primeira história, sobre a sua vida nos barcos, e o seu grilo de combate, um inseto que apesar de não parecer dos mais fortes, demonstrou ser sempre resistente e invencível, mesmo perante adversários mais fortes. Tão imbatível é que atrai a inveja do dono do mais forte grilo de combate macaense, um rapaz da terra, filho de um burguês, daqueles que ao contrário de Pi, usa sapatos. Parte o desafio, a luta será denodada, e apesar da inferioridade, será o grilo de Pi a vencer. Mas todos perdem,  nenhum dos insetos sobreviverá. 


Pi tem um amor, uma rapariguinha da terra chamada Orvalhinho. É sobre eles a segunda história, uma tarde em que o rapaz leva a rapariga a passear nas ruas de Macau. Descobrimos o seu amigo pintor, que só pinta a mesma paisagem, mas Pi convence-o a pintar uma cena em que este, segurando um papagaio e montado num búfalo que puxa um riquexó onde vai Orvalhinho, leva a rapariga a cumprir o seu grande sonho: ir ter com o pai, que vive no grande e misterioso ocidente. Segue daí o terceiro conto, um sonho em que a pequena, acompanhada por Pi, atravessam as muralhas da China e enfrentam dragões, e pérfido deus menor chinês, para tentar que Orvalhinho abrace o seu pai no ocidente. 


Contos simples, encadeados, uma visão romântica e ingénua do oriente. Mas também uma curiosa inversão, para as crianças do livro, o mistério e promessa distante de exotismo é o nosso ocidente, uma terra longínqua da qual ouviam falar (afinal, à altura destes contos, Macau era colónia portuguesa), mas pouco conheciam. Esta inversão mostra a metáfora do livo, o sublimar das visões ocidentais sobre o oriente, das visões portuguesas sobre o seu território na China, através da iconografia da inocência infantil. 
Displaying 1 of 1 review