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Orvalho do Oriente

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Orvalho do Oriente é um conto mágico, vivido por uma criança, onde transparece delicadamente uma ruptura entre adultos de culturas muito diferentes.

150 pages, Paperback

Published January 1, 1981

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Altino do Tojal

18 books3 followers
Jornalista, tradutor e ficcionista, consagrado com a colectânea de contos 'Os Putos'. A novelística de Altino do Tojal mistura recursos que se diriam da literatura infantil como a descrição do quotidiano filtrado por uma perspectiva mágica e fabulosa do universo, com um realismo de intenção social e com evocações memorialistas, numa escrita em que o poético não exclui a ironia ou a notação amarga da realidade.

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Profile Image for Artur Coelho.
2,607 reviews75 followers
August 28, 2021
Um olhar inocente sobre a mitificação do oriente, sob a forma de uma história infantil. Orvalho do Oriente sublima a visão ocidental da vida oriental, através da visão infantil. Acompanhamos as aventuras de Pi, um menino dos juncos, pobre mas feliz, que vive uma vida solta entre os barcos e as ruas de Macau. É sobre ele a primeira história, sobre a sua vida nos barcos, e o seu grilo de combate, um inseto que apesar de não parecer dos mais fortes, demonstrou ser sempre resistente e invencível, mesmo perante adversários mais fortes. Tão imbatível é que atrai a inveja do dono do mais forte grilo de combate macaense, um rapaz da terra, filho de um burguês, daqueles que ao contrário de Pi, usa sapatos. Parte o desafio, a luta será denodada, e apesar da inferioridade, será o grilo de Pi a vencer. Mas todos perdem,  nenhum dos insetos sobreviverá. 


Pi tem um amor, uma rapariguinha da terra chamada Orvalhinho. É sobre eles a segunda história, uma tarde em que o rapaz leva a rapariga a passear nas ruas de Macau. Descobrimos o seu amigo pintor, que só pinta a mesma paisagem, mas Pi convence-o a pintar uma cena em que este, segurando um papagaio e montado num búfalo que puxa um riquexó onde vai Orvalhinho, leva a rapariga a cumprir o seu grande sonho: ir ter com o pai, que vive no grande e misterioso ocidente. Segue daí o terceiro conto, um sonho em que a pequena, acompanhada por Pi, atravessam as muralhas da China e enfrentam dragões, e pérfido deus menor chinês, para tentar que Orvalhinho abrace o seu pai no ocidente. 


Contos simples, encadeados, uma visão romântica e ingénua do oriente. Mas também uma curiosa inversão, para as crianças do livro, o mistério e promessa distante de exotismo é o nosso ocidente, uma terra longínqua da qual ouviam falar (afinal, à altura destes contos, Macau era colónia portuguesa), mas pouco conheciam. Esta inversão mostra a metáfora do livo, o sublimar das visões ocidentais sobre o oriente, das visões portuguesas sobre o seu território na China, através da iconografia da inocência infantil. 
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