Todos sabemos que as formas espaciais são produtos históricos. O espaço produzido é um resultado da ação humana sobre a superfície terrestre que expressa, a cada momento, as relações sociais que lhe deram origem. Nesse sentido, a paisagem manifestaah istoricidade do desenvolvimento humano, associando objetos fixados ao solo e geneticamente datados. Tais objetos exprimem a espacialidade de organizações sócio-políticas específicas e se articulam sempre numa funcionalidade do presente. Aparentemente formas inertes, possuem, contudo, o poder de influir na dinâmica da sociedade.
Possui graduação em Geografia (1977) e em Ciencias Sociais (1979), ambas pela Universidade de São Paulo. Mestrado (1983), doutorado (1991) e livre docência (2000) em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo, desde 2005, onde cooredena o Laboratório de Geografia Política. É presidente da banca de Geografia do concurso de ingresso na carreira de Diplomata do Instituto Rio Branco - Ministérios das Relações Exteriores. Coordenador da área de Geografia Humana da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Trabalha as áreas de Metodologia e História da Geografia, tendo publicado mais de uma dezena de livros sobre o tema. Também atua no campo das políticas territoriais no Brasil e no exterior, sendo consultor do Estado e de orgãos governamentais, com destaque para programas de ordenamento territorial de áreas litorâneas (tendo estabelecido a metodologia dos Programas Nacionais de Gerenciamento Costeiro do Brasil e de Moçambique). Ministrou cursos em várias universidades do Brasil e do exterior, como a Universidade Autônoma do México, Universidade de Cádiz, Universidade de Lisboa, Universidade de Buenos Aires, Universidade Eduardo Mondlane, entre outras.