O surto de aftosa que acometeu uma pequena cidade gaúcha na segunda metade do ano 2000 serve de moldura a Vinhas da Peste, uma obra que mistura realidade e ficção, numa linguagem escrachada e cheia de surpresas. Mais do que descrever as agruras dos produtores da imaginária Cerritus, que de uma hora para outra se viram forçados a entregar seus animais ao abate sanitário, a obra recupera as disputas políticas em torno do episódio. E extrapola para o viés policial, na figura de um serial killer que barbariza a vida da pequena comunidade. Na esteira de um misterioso vinho produzido secretamente na vinícola da localidade, a estória ganha ares de realismo fantástico, confundindo a natureza humana com a natureza dos animais, que aqui ganham alma.
Original, sorprendente, irreverente... Me quedo sin calificativos para esta novela habla de la crisis de la fiebre aftosa que afectó a la cabaña bovina del sur de Brasil hace 20 años (y que por algunos detalles parece que se refiere a la actual crisis del coronavirus) de una forma totalmente inusitada, centrándose en un pequeño pueblo y sus personajes. No falta nadie: el alcalde, el cura, el cacique, el policía... Su traducción a español iba a causar furor.