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Retratos da Fundação
Ilhas da Ria
Situadas na parte central da laguna, as ilhas da ria de Aveiro já foram terra que deu de tudo (milho, feijão, batata, melancia, vinho e até sal), e algumas até chegaram a ser habitadas. Com existência registada desde 1407, as ilhas aveirenses são pequenos pedaços de terra hoje votados ao abandono e dos quais pouco reza a história contada nos livros. Restam as memórias daqueles que protagonizaram ou testemunharam esses tempos idos, em que foram pequenas estâncias de veraneio para uns e campos de trabalho árduo para outros. Este retrato faz-lhes justiça antes de, eventualmente, desaparecerem, caso não sejam travadas a tempo a degradação e a erosão a que estão sujeitas.
- GenresPortugal
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Community Reviews
Displaying 1 - 6 of 6 reviews
July 8, 2026
Gosto muito destes ensaios que fazem parte da coleção Retratos da Fundação da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Todos os que li, este incluído, são escritos com linguagem simples, muito envolvente e com grande sensibilidade. Bom equilibrio entre a investigação jornalistica e os relatos pessoais.
Neste Ilhas da Ria, Maria José Santana lança um grito de alerta e assina um ato de justiça histórica, social, ambiental e humana, resgatando a memória dos que viveram e trabalharam nas ilhas da Laguna de Aveiro.
O que mais me seduziu neste ensaio (era a minha expectativa) foi a denúncia da dívida ecológica, da marginalização do território, da invisibilidade territorial. Preservar as ilhas seria proteger a biodiversidade da laguna e a segurança costeira da região. A conservação da natureza requer a integração da história humana. Passado, presente e futuro em 77 páginas. Brilhante.
Alguém se imagina, daqui a uns anos, a explicar às novas gerações como é que se deixou desaparecer, em poucas décadas, algo que resistiu e sobreviveu durante vários séculos?
Neste Ilhas da Ria, Maria José Santana lança um grito de alerta e assina um ato de justiça histórica, social, ambiental e humana, resgatando a memória dos que viveram e trabalharam nas ilhas da Laguna de Aveiro.
O que mais me seduziu neste ensaio (era a minha expectativa) foi a denúncia da dívida ecológica, da marginalização do território, da invisibilidade territorial. Preservar as ilhas seria proteger a biodiversidade da laguna e a segurança costeira da região. A conservação da natureza requer a integração da história humana. Passado, presente e futuro em 77 páginas. Brilhante.
Alguém se imagina, daqui a uns anos, a explicar às novas gerações como é que se deixou desaparecer, em poucas décadas, algo que resistiu e sobreviveu durante vários séculos?
October 27, 2022
This book has an important part of the history of my grandparents.
June 27, 2025
Muito bom para quem quiser saber mais sobre as ilhas existentes na Ria de Aveiro. Bastante informativo, a nível histórico e cultural principalmente.
Ouvi em audiobook, e recomendo, bastante bem narrado.
Ouvi em audiobook, e recomendo, bastante bem narrado.
October 24, 2021
"Com uma certeza: por cada ano que passa, há um bocado de terra que se perde nas ilhas da ria de Aveiro." (p.74)
August 22, 2026
“Alguém se imagina, daqui a uns anos, a explicar as novas gerações como é que se deixou desaparecer, em poucas décadas, algo que resistiu e sobreviveu durante vários séculos?”
September 6, 2026
Gostei de Ilhas da Ria pela forma simples e próxima como nos leva até à Ria de Aveiro.
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