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Shakespeare e os Beatles: o Caminho do Gênio

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O que poderia unir histórias tão díspares quanto as de Shakespeare e dos Beatles? Se a ideia lhe parece estranha e “nada” foi a resposta que lhe veio à cabeça, este livro é para você. Com uma perspicácia impressionante, José Roberto de Castro Neves coloca lado a lado as produções desses dois marcos da cultura e descobre, nelas, um padrão comum ? um padrão de amadurecimento artístico e pessoal que, mais do que revelar as riquezas do maior dramaturgo e do maior grupo musical da história, nos faz pensar nas alturas a que o engenho do homem pode chegar.

240 pages, Paperback

Published August 31, 2021

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About the author

José Roberto de Castro Neves

39 books14 followers

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Milena Machado.
99 reviews12 followers
January 10, 2022
Esse livro me fez ter vontade de finalmente ler Hamlet que tenho aqui comigo há uns bons anos. Também compartilha da ideia que sempre tive: não irão existir artistas tão únicos como os Beatles.
O livro em si apresenta uma comparação da vida e a obra uns dos artistas mais singulares e geniais da humanidade: Shakespeare e os Beatles. E de como estes indivíduos de origens humildes se tornaram artistas que revolucionaram o mundo.
Enfim, um livro que com certeza vai agradar beatlemaníacos e bardomaníacos.
23 reviews
October 24, 2021
Interessante análise comparativa entre as vidas e obras de Shakespeare e os Beatles, mostrando grande semelhança entre ambas, desde a fase inicial da junventude até a fase madura e o encerramento da carreira voluntário de ambos.
December 29, 2023
O autor traça paralelos muito interessantes entre as histórias desses gênios, na maturação e obra de cada um. Fornece também valiosas lições para quem busca alcançar um objetivo, deixando claro que nada vem do acaso, mas sim com muito esforço.
Mesmo quem não conhece as peças, poesias e músicas, compreende a mensagem passada no livro — acho isso a coisa mais interessante, no fim das contas.
Profile Image for Harvey Hênio.
635 reviews2 followers
December 9, 2021
José Roberto de Castro Neves, o autor desse livro, é advogado, doutor em direito pela UERJ, mestre pela Universidade de Cambridge e professor de direito civil da PUC/RJ e da FGV-Rio. Fã dos Beatles e de Shakespeare o autor começou a certa altura de sua Beatlemania e da sua Bardolatria a perceber pontos de contato entre as obras desses dois ícones da cultura mundial. A ideia, a princípio e aparentemente estapafúrdia, começou a ganhar corpo e se transformou nesse belo livro. De forma inteligente, articulada e extremamente embasada e convincente, o livro é construído de forma a estabelecer etapas equivalentes nas carreiras dos Beatles e de Shakespeare. São elas: “Aprendizado”, “Juventude”, “Construindo a identidade”, “Melancolia” e “Despedida”.
O livro é uma ótima, divertida e extremamente informativa pedida cuja leitura é mais do que recomendável para todos aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre a vida e a carreira dos Beatles e de Shakespeare cujas influências e relevâncias transcendem o tempo em que atuaram e são reconhecidas mesmo por aqueles que não são exatamente fãs “de carteirinha”.
Transcrevo, a título de degustação um trecho do belo epílogo dessa bela obra:

“Shakespeare teve perdas em sua infância e juventude. Seu pai faliu financeiramente e foi excluído da vida social. O dramaturgo se viu forçado a casar-se de maneira prematura. Deixou a família em Stratford para buscar seu sonho em Londres. Enfrentou rivais, sofreu críticas, mas aprendeu seu ofício, tomando por base os modelos bem-sucedidos que encontrou no mercado.
Com os Beatles não foi diferente. Todos os quatro integrantes da banda, nascidos na periferia de uma cidade portuária, tiveram que lutar arduamente para alcançar o sucesso. Nenhum deles recebera educação musical formal. Venceram pelo esforço e talento.
Shakespeare e os Beatles não nasceram com privilégios. Não tinham parentes importantes, não pertenciam à aristocracia. Não receberam qualquer vantagem em razão de sua origem. Ao contrário, como gente do povo, para obter o reconhecimento de suas qualidades, seguiram uma vida árdua.
O dramaturgo e a banda de Liverpool aprenderam com o que já existia. No começo, imitavam os padrões de sucesso da época. Depois, como jovens, falaram a língua dos jovens e trataram de temas juvenis: as descobertas e os limites – percebendo o perigo das aparências. Shakespeare fez isso com “Romeu e Julieta” e “Mercador de Veneza”, enquanto os Beatles tiveram “With the Beatles” e “A Hard Day´s Night”.
Como ocorre na vida de todos nós, uma hora se grita “HELP”. Queremos rever nossos valores, somos tomados por dúvidas, temos que reforçar as crenças. Experimentamos momentos de introspecção. Será que não passamos de um “Nowhere Man”? Perguntamos a nós mesmos: ser ou não ser? Shakespeare passou por isso. Os Beatles também. E cada um de nós, da mesma forma.
De repente, sem nos darmos conta de exatamente como, atingimos um equilíbrio voluntarioso, cheio de caprichos, que muitos chamam de maturidade. Refletimos com mais serenidade. Olhamos para a frente sem esquecer o que se passou. Podemos, então, explorar nossas faculdades, aplicar os talentos que desenvolvemos. Mas isso chega com perdas e sofrimento, como se vê em “Otelo”, no “Rei Lear” e no “White Album”. A maturidade, tanto para Shakespeare como para os Beatles, foi um período de grande produção e criatividade.
A vida é finita. O palco não estará sempre disponível. Compreendemos nossa limitação temporal. Aprendemos a perdoar. Perdoamos a nós mesmos, como Leontes de “O Conto de Inverno”. Perdoamos a quem nos desapontou – tal como fez Próspero em “A Tempestade”. Mesmo com relação dos quatro Beatles em frangalhos, eles souberam que “no fim”, “o amor que se obtém é aquele que se dá”.
Saber parar é uma sabedoria. [...]
Legitimamente, queremos nos alargar. [...] Essas experiências proporcionadas pelos gênios, como Shakespeare ou os Beatles, nos permitem esse alargamento. Assim, a solidão será diferente para quem leu “Rei Lear” ou ouviu “For No One”, bem como a paixão ganhará outro matiz depois de “Romeu e Julieta” ou de “Something”. [...]
Colhemos importantes lições desses gênios. Talvez a mais viva delas seja a de que devemos manter nossas cabeças arejadas, despidas de preconceitos, ávidas por conhecer, humildes para sempre começar de novo. Quem se abre encontrará sempre muitos motivos para viver – tais como assistir “Hamlet” e ouvir “Let It Be”.
Profile Image for Gabriela Freire.
138 reviews
December 30, 2025
Minha banda e meu escrito favoritos juntos num livro onde traça comparações da vida obra e vida daqueles que eu e muitos consideram gênios. Eu adentrei profundamente nesse livro, e o mais legal era quando eu vivia dentro da história do Shakespeare e o autor trocava rápido e correntemente para a vida dos meus meninos. Fazia tempo que não dava 5 estrelas pra um livro e esse merecia até mais. Fiquei com mais vontade de ler outras peças que não li, e ouvir músicas que não ouvi, no final é isso, existem músicas bobas de amor nessa estrada sinuosa da vida que nos acompanham nas comédias e tragédia que nós leitores e consumidores vivemos. E isso nos deixa mais feliz. Esse livro me fez lembrar disso. Por isso 5 estrelas.
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