Estados Unidos, meados dos anos 80. Após a ascensão do thrash metal, outra revolução começou a perturbar a cena pesada: o nascimento do feroz death metal. E bem no coração dessa tempestade, um grupo se moveu ao ponto de praticamente batizar o gênero – DEATH, guiado pela tenacidade e perseverança de um garoto que não abriria mão dos seus sonhos com facilidade.
Seu nome é CHUCK SCHULDINER.
Graças a Chuck, com o passar dos anos o DEATH se tornou uma complexa máquina de guerra. Longe dos estereótipos e clichês da corrente musical que a banda ajudou a criar, a banda elevou a própria ideia de heavy metal a um nível superior que poucos ousaram tocar.
Traçando os eventos mais importantes da vida e carreira de Chuck, extraindo detalhes daqueles que o conheciam de perto e examinando todos os seus álbuns do ponto de vista musical e lírico, este livro celebra a vida e obra de um grande artista, cuja contribuição tem importância seminal na história do heavy metal. Um garoto que sempre gostou de pensar com a própria cabeça e que vivia pela música, mas cujo sonho foi prematuramente interrompido, aos trinta e quatro anos de idade, por uma doença cruel que levou sua vida.
Lançada em maio de 2020, a primeira edição do livro DEATH BY METAL se esgotou em apenas 4 meses, deixando centenas de fãs frustrados por não terem conseguido adquirir a obra. Para celebrar o absoluto sucesso de vendas, a editora Estética Torta traz ao mercado uma nova edição limitada, novamente em capa dura, dessa vez com ilustração de capa desenhada pelo artista colombiano Alejandro Ariza Rosales, que emula a estética das cassetes primitivas de death metal, miolo com corte trilateral preto, além de alguns ajustes internos, acréscimos e melhoramentos em relação à primeira edição.
Livro incrível. Leitura que segue um curso natural e cativante, tanto pela história quanto pela escrita. Eu admiro muito especialmente os dois últimos discos do Death e esse livro me deu a capacidade de olhar com mais carinho ainda para todos os discos da carreira da banda (somado ao Control Denied), capturando todo o contexto temporal e intimista do Chuck na produção de cada disco que torna cada obra única e repleta de significado. O livro também nos desperta para o quanto a individualidade humana é cheia de facetas, para como as situações podem influenciar na nossa percepção das pessoas, para o quanto a indústria fonográfica pode ser cruel (gerando estresses para além do suportável), para como as pessoas podem ser mesquinhas e se ater mais ao mundano do que à arte, a música em essência, e mais ainda: nos chama atenção para como um sistema de saúde privado extremamente caro ceifa a vida daqueles que se encontram dependentes de tratamento. Fica claro no livro como o Death é um projeto pessoal bem elaborado do Chuck que evoluiu em intelecto conforme a sua própria pessoa se tornava aquilo que se é, mas também fica claro que o Death é, acima de tudo, música. Música muito bem construída por todos aqueles que fizeram parte da concepção, composição, execução e produção desse legado que hoje, definitivamente, traçou os rumos do Death Metal robusto, intelectual e sem fronteiras.
Sobre o que Rino Gissi escreveu: não tem como ser fã de Death/Control Denied e não curtir. O livro foi "direto ao ponto" sem ser superficial. Gostei muito da abordagem ter sido feita em ordem cronológica, de acordo com o lançamento dos discos, e a análise das principais músicas de cada disco também foram bem legais. Também gostei de não focar em fofocaiadas e especulações sobre o comportamento "peculiar" do nosso Chuck. Agora, o que me impediu de dar 5 estrelas foi o fato de que nenhuma das citações do Chuck e de outras pessoas tem as respectivas fontes. Claro que muita coisa é fonte oral, mas ainda assim gostaria de mais detalhes sobre cada uma das aspas do que apenas "sobre isso, ele disse:". Ok. Quando? Para quem? Eu, como uma fã mais avançada (perdão rs), reconheci muitas das declarações, mas tudo porque sou curiosa e fico fuçando há anos. Ainda assim encontrei declarações que nunca tinha lido, especialmente dos early years (já que nasci 20 anos depois do Chuck e evidentemente só fui curtir sua arte de forma póstuma) e que devem ser de revistas/fontes locais menores.
Sobre a tradução/revisão: essa é a segunda edição e aparentemente houve "melhoramentos" em relação à primeira, mas ainda há muitos erros de revisão e até mesmo de tradução nas letras das músicas. A nova capa, no entanto, é belíssima e muito mais impactante do que a primeira (ainda que esta tenha uma foto maravilhosa do Chuck).
Devo ammettere che questo biografia scritto dal giovane Rino Gissi è davvero un ottimo lavoro. Sebbene, l'autore non abbia l'età anagrafica per aver vissuto l'epopea del grande musicista americano, è riuscito a ricostruire nei dettagli tutti i retroscena ed approfondire senza fanboysmo di sorta la complicata figura di Chuck. Partendo dagli esordi con i Mantas per finire con la tragica morte e le successive dispute legali tra la famiglia e la Hammerheart per i diritti sul secondo ed incompiuto lavoro dei Control Denied, Gissi affronta i vari eventi con una scrittura fluente e mai banale, addentrandosi anche con intelligenza in rapide interpretazioni dei testi della canzoni. Un libro che ogni amante dei Death dovrebbe leggere.
Curti o livro. Ele é muito mais focado no Death do que particularmente na vida do Chuck. É óbvio que não tem como separar os dois, mas senti falta de mais aprofundamento em sua história fora da banda.
Quanto ao foco na banda o livro é muito completo. Todos as milhares de mudanças em seu lineup e também todos os bastidores de cada álbum são muito bem detalhados.
O livro me fez revistar toda a discografia do Death e redescobrir coisas que não me recordava.