O terceiro romance de Vitor Martins, autor de Quinze dias e Um milhão de finais felizes
Ambientado e narrado pela mesma casa em três décadas diferentes, Se a casa 8 falasse é um romance sobre jovens lidando com mudanças drásticas, conflitos familiares e primeiros amores, que mostra que, apesar das gerações mudarem, algumas experiências são capazes de atravessar a barreira do tempo.
Algumas casas guardam histórias especiais. A que fica no número 8 da rua Girassol tem muito para contar.
2000: Ana recebe a notícia de que vai se mudar e será obrigada a deixar para trás tudo o que conheceu até agora, inclusive a parte mais dolorida de todas: sua namorada.
2010: Enquanto os pais de Greg passam por um divórcio complicado, ele é enviado para a casa da tia, que é dona de uma locadora em tempos de internet e odeia companhia – e muitas outras coisas.
2020: Beto sempre quis se mudar e seguir o sonho de ser fotógrafo em São Paulo. Só que uma pandemia aparece para obrigá-lo a ficar trancado em casa com a mãe protetora e a irmã aparentemente perfeita.
Esta é uma história sobre uma casa e seus moradores, incluindo um vira-lata de três patas chamado Keanu Reeves. Sucesso absoluto no universo YA, Vitor Martins é o primeiro autor brasileiro LGBTQIA+ publicado na Rússia. Seu livro de estreia, Quinze dias, já chegou também aos Estados Unidos e ao Reino Unido. Agora, três anos após seu último livro, Um milhão de finais felizes, Vitor presenteia o público com Se a casa 8 falasse.
Vitor Martins is a writer, illustrator and translator. He lives in São Paulo, Brazil. Follow him online at vitormartins.blog and on Twitter and Instagram at @vitormrtns.
Mais uma vez Vitor escreve uma história CHEIA de humor que vai te conquistando rapidamente e quando você percebe, está totalmente envolvido pelos personagens.
Eu sou bem apegado a várias coisas que estão na história então não deu certo deixar o sentimental de lado e tentar segurar as lágrimas em alguns momentos, o que me fez marcar a tabela de "derramei lágrimas em um livro que me fez dar gargalhada uma página antes" de novo.
depois de sete anos desde q li meu último livro do autor, confesso q tava com expectativa altíssima pra ver o tanto q a escrita dele teria evoluído. caras, eu não podia ter ficado mais feliz!
uma coisa q eu sempre comento, eͪ o tanto q ele escreve d um jeito super envolvente e sobre como ele sabe criar personagens reais & relacionáveis (juro, parece q vc pode esbarrar com eles na rua a qualquer momento). em Casa 8 não eͪ diferente: todos os protagonistas são interessantes, vc quer acompanhar cada palavra dita pelos relacionamentos q eles têm e você torce até o último segundo pra q ele esteja mentindo pra, tentando te manipular, quando diz que “esse é um livro sobre despedidas”
termino esse livro de coração apertado, já com saudade das personagens, mas com a certeza d q li uma história sensível, sobre personagens reais com problemas reais. uma única coisa me incomodou e foi mais pro começo do livro: acho q ficar toda hora fazendo referência à cultura pop mais empobrece o texto e demonstra certo desespero pra fazer com q o leitor se relacione/identifique no texto; como já disse, ele escreve mt bem e cria personagens ótimos, então genuinamente acho q ele não precisa fazer uso desse artifício. uma ou outra vez é interessante. passando disso, fica chato e forçado
mal posso esperar pra ler o próximo livro dele! ❤️
“Nossa casa é a gente. E ela pode até ter um azulejo rachado no banheiro ou uma maçaneta que cai toda vez que a gente bate a porta com força. Às vezes a gente fica olhando a casa dos outros e pensando “nossa, se morasse ali ou seria mais feliz”, mas no fim das contas essa sensação de lar não vem de um lugar. Vem de dentro.”
Vitor Martins himself describes this book, in the acknowledgements, as a book where all people do is talk and no one does anything. Lucky for me, though, those happen to be my favourite kinds of books: the books that hold a quiet power, like Adam Sass says in the blurb on the back.
And this book truly does have a strong quiet power. Spanning three decades, we follow three teens: one in 2000, one in 2010, and one in 2020. It's kind of hard to say whether this is historical or contemporary fiction, but it made me nostalgic all the same, because I turn 30 this year, so I consciously experienced all of these decades, making the book's impact all the bigger.
They all go through their own day to day lives and deal with their problems, specific to their personal lives and the time period they're in, and the subtle changes between these decades were very visible. I think that's why it felt like this book essentially spanned my entire lifetime, and that felt really special to read.
This book was written in 2020 and you can really tell the influence covid had on it. I personally love reading books that grapple, at least in part, with covid, because it can feel healing, but I can understand why not everyone might want to.
Because of this, the book has a quiet, but strong, emotion to it, and it's all about the connections between people, which is a theme I absolutely adore, and thought was done really well here. It was amazing to see the stories interconnect at the end.
Most of all, you should read this book for the three amazing main characters, who all contributed something distinct to the book. I could not choose a favourite if I tried, they were all amazing in their own way.
Rep: protagonista lésbica com interesse amoroso negra gorda e bissexual; protagonista gay negro com interesse amoroso gay; protagonista gay e gordo com interesse amoroso aquileano.
Eu tinha prometido para mim que não leria nada mais desse autor por questões pessoais, mas acabou que ganhei o ebook dele de graça na Skeelo e tava entediada um dia e fiquei "ah tenho nada para fazer vou ler" (era mentira tinha mil coisas pra fazer só tava procrastinando) e resolvi ler. A escrita é boa, gosto da narração da Casita (apelidei ela assim por causa de Encanto) super fluida e divertida mesmo que esse livro seja só um grande pessoas vivendo sua vida sem nada de incrível acontecendo pq o interessante é a narração da casa 8 e como a história deles possuem alguma ligação entre si. Deu para compreender os vários pontos de vista por ela e simpatizar por todos os personagens de um jeito muito bom (particularmente adoro a Tia Carmem meu hc é que ela é aroace). Assim, eu como lésbica estava bem receosa com esse autor escrevendo uma personagem lésbica e logo quando eu tava dando meu braço a torcer tipo "ok ele realmente fez uma boa representação tenho nada para reclamar" rolou a cagada. A Ana só se refere a si mesma como lésbica uma vez no livro logo no início, é a única vez que a palavra é usada no livro, o outro sinônimo usado é "sapatão" que ela morria de medo de que o pai dela descobrisse sobre ela e a chamasse assim. Ok, não gosto de não-lésbicas usando sapatão pois nunca tiram o termo da boca, mas no contexto eu aceitei. Mas aí tem a seguinte cena, a Ana resolve se assumir para o pai e na hora em vez dela falar que é lésbica ela fala que é GAY e pior diz que gay é um termo guarda chuva e que significa que ela gosta de mulheres..... O nível de falta de noção é que não tem motivo nenhum para isso exceto o medo de usar LÉSBICA de achar que é algo sujo como se tivesse que amenizar a lesbiananidade da Ana e isso é preconceituoso para caralho. Essa ideia de gay termo guarda chuva é loucura de gringo, esse contexto não existe no Brasil é mais fácil chamarem lésbicas de sapatão do que de gay, esse tipo de coisa em um livro Brasileiro é o cúmulo da estupidez é querer importar merda gringa e agir como se fosse cultural nossa. O pior é quando eu percebi que muito provavelmente o autor fez isso porque o livro vai ser publicado na gringa então ele fez isso pensando em outro público mesmo que não fizesse sentido na história e no contexto brasileiro. "Ah mas você tá problematizando muito Anna pipipi popopo", não tô não na cena a protagonista já ia ter que tirar um tempo para explicar sobre a própria sexualidade para o pai dela então porque não usar a palavra certa igual ocorreu quando a namorada dela se assumiu bissexual? Na hora falou tudo certinho e foi super de boas e a cena se passa nos anos 2000 se pode (e deve) falar abertamente de bissexualidade, porque não sobre lesbiananidade? Qual o motivo para a amenização da cena se não for pura lesbofobia?
Enfim né...... Se não fosse por isso teria sido uma leitura perfeita.
janeiro/2024: releitura importante para lembrar que nossa casa é a gente!!
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os livros do vitor nunca falham em permitir que eu me sinta menos sozinha 💛🏠 essas três histórias foram tão especiais (cada uma de sua própria maneira), que chega a ser difícil destacar alguma e dizer qual foi minha favorita – mas eu tenho uma, e é segredo!!
Eu sou 100% parcial na hora de fazer resenhas de livros do Vitor porque sim.
Que delícia de história. E que reflete muito o momento que passamos (e estamos passando).
Eu também fiquei pensando muito na minha casa. Eu não sei quem morou nela antes, mas ela é da minha família já tem mais de 25 anos. Outras pessoas moraram nela quando a gente alugou (inclusive eu e um crush da adolescência, que morou na casa, tínhamos essa piada interna de que a gente dormiu no mesmo quarto), e agora a casa está pra vender. Se a casa 67 falasse, que histórias ela contaria? Ela já foi mercadinho, escritório de contabilidade, já abrigou gente, gato, cachorro... mas a verdade é que ela só é lar porque tem gente nela. E essa foi a coisa que mais me emocionou lendo esse livro (embora seja uma coisa simples, é dessas que a gente esquece)
Obrigada, Vitor, por mais uma história que preencheu meu coração!
e mais uma vez o vitor martins deu uma aula sobre o que é escrever histórias lindas e que emocionam da maneira mais simples possível
não é nenhuma surpresa que esse seria mais um livro maravilhoso dele, mas fiquei tão apaixonada pela ana, pelo greg e pelo beto que em TODOS os momentos que acontecia a mais simples menção de quem tinha morado anteriormente na casa meus olhos enchiam de lágrimas
um outro ponto incrível do livro pra mim foram as diferentes formas de expressar amor que o vitor trouxe pra narrativa, sem contar que lembrei MUITO de the house in the cerulean sea com "nossa casa é a gente" <3
Mesmo achando esse o livro mais fraco do VM, ainda assim foi uma leitura leve e divertida (como é comum acontecer com as histórias do autor). Eu senti falta de alguns aprofundamentos nos personagens e conflitos, e confesso que a linha do tempo da pandemia ficou um pouco off pra mim. Mas de forma alguma esse é um livro ruim, os protagonistas são uma gracinha e dá vontade de abraçá-los e protegê-los de todo o mal, só achei que no geral é um livro um pouco desconexo e não muito emocionante. Mas Vitor Martins segue sendo um dos meus autores nacionais favoritos e eu sempre vou ler tudo o que ele publicar :)
Told from the perspective of the house, we learn about three teens navigating being queer. This concept was AWESOME and I loved the time separation. I felt old when a 2000s movie store was the setting of one of the time periods and it was thought of as “old”.
I listened to this and really loved hearing the story from the same house’s voice. That was a lot stronger of a book than I was expecting. It took me maybe 3 weeks to read it and I never lost the excitement or interest in the time apart from the book.
LOVED THIS highly recommend for a really really unique structure of a queer YA.
Vitor Martins é especialista em deixar o coração da gente quentinho.
O Vitor diz nos agradecimentos (e também falou uma vez no twitter) que ficou com medo dos leitores acharem que no livro os personagens só conversam e nada acontece. Mas, olha, assim como ele escreve que a casa na verdade somos nós, as melhores histórias para mim são aquelas em que os personagens movem a trama. E minha deusa, eu simplesmente me APAIXONEI por cada um dos personagens. A começar pela narradora da história, A CASA, que tem as melhores piadas que eu já vi uma casa contar. A história se passa em três anos diferentes: em 2000, em 2010 e em 2020; e a casa faz um recorte da vida de quem está morando lá naquele ano. É uma narrativa deliciosa e muito inventiva. Eu simplesmente amei a ideia de trazer o olhar de um imóvel e fiquei pensando o que minha casa diria de mim haha.
Em 2000 conhecemos Ana e seu pai, Celso. Celso trabalha com TI e é muito divertido ler sobre uma pessoa que apostava no futuro da computação quando a maioria olhava com uma visão cética. Ele é pai solo, pois sua esposa faleceu no parto da filha deles, Ana. Ana carrega a culpa pelo que aconteceu com a mãe e também alguns segredos: não devolveu um CD do Blink-182 que foi emprestado a ela, meio que canta Backstreet Boys no banho e tem uma namorada. Eu adorei o relacionamento da Ana com o Celso. Eles sempre tiveram um grande afeto um pelo outro, mas mantinham muitas palavras não ditas, o que acabava os afastando. Ao começar o livro, achei que a trama da Ana seria mais sobre o “armário” e tal e felizmente fui surpreendido. É muito sobre aproximações e partidas. Tudo o que Leticia fala para Ana é maravilhoso e me deixou bem reflexivo, já que eu sempre fui alguém que sempre deu mais peso para o “perder” do que para o “já ter tido”.
Em 2010 acompanhamos Greg, que foi passar uns dias na casa 8 porque seus pais não queriam que ele presenciasse a bagunça do divórcio deles. Greg não sabe muito bem o que esperar, pois não tem tanto contato com a tia, mas acaba encontrando um lugar que o faz se sentir acolhido. O romance nessa parte também é bem fofo, mas o que eu mais gostei foi a construção de uma noção de lar e a descoberta de um afeto acolhedor por parte do Greg
Além disso, se tem uma coisa que o Vitor Martins consegue fazer muito bem é colocar referências na trama. Elas são tão pontuais que nos aproximam ainda mais dos personagens sabe? Não é difícil, por exemplo, se apegar à Catarina, uma mulher que apoia os amigos, luta para manter viva uma locadora em 2010 e é amada pela vizinhança. Mas é ainda mais fácil amar essa personagem quando o nome do cachorro dela é Keanu Reeves! O livro todo tem ótimas referências e sacadas, mas as de 2010 em especial são fantásticas.
De todos os personagens, o que eu mais me identifiquei foi com o Beto, o protagonista da trama de 2020. Ele mal pode esperar para se mudar para São Paulo, pois sente que finalmente sua vida vai COMEÇAR (eu sempre lembro de Enrolados quando penso isso, e “I keep wondering and wondering when will my life begin” começa a tocar na minha mente). Só que a pandemia aconteceu, então ele ficou preso na casa 8 com sua mãe e sua irmã, que volta de São Paulo para passar a pandemia com a família. Mais uma vez, o desenvolvimento dos relacionamentos é maravilhoso. Eu adorei o propósito do Beto e da Lara de fazer uma coisa nova por dia (e é algo que estou pensando em aplicar na minha vida. Inclusive se eu aparecer de cabelo azul ou roxo culpem o Vitor Martins).
Eu gostei bastante também do desenrolar do relacionamento do Beto com o cursh virtual, Nicolas (algo que é bem 2020). Eu tenho bastantes amigos (e também um crush) que moram longe e acho que é muito bem possível manter esses relacionamentos sem a presença física da pessoa. Continua sendo real e intenso. Mas eu entendo todos os conflitos do Beto e a conduta do Nicolas. Na real, achei que ao longo do livro, todos os personagens tiveram atitudes muito maduras.
Já devem ter percebido que para mim, desta vez o forte do livro não são exatamente os romances, mas os relacionamentos como um todo e a construção dos personagens. Fiquei tão apegado a todos que acho que vai demorar até eles saírem do meu imaginário! Queria real ter um grupo no whatsapp com todos para continuar recebendo update da vida deles. E queria mais histórias dos moradores da casa 8!
Mais uma vez Vitor Martins nos trás um livro aconchegante, apaixonante, emocionante e muito divertido. Mal posso esperar pelo próximo! O Vitor disse no twitter que o plano dele é que as lombadas de seus livros formem um arco-íris e eu MAL POSSO ESPERAR PARA TER TODOS ELES NA MINHA ESTANTE.
Vitor Martins, se você ler isso, quero deixar bem claro o fato de você ser meu autor brasileiro PREFERIDO. Sem onda. É incrível como sua escrita tem a capacidade de me deixar feliz, confortável, e que em algum lugar, especificamente no vitorverso, eu me encaixo. Obrigada por isso. Você é nota 10.
Agora, sobre o livro, o que posso declarar é que é cativante. De verdade. O autor insere 3 personagens em linhas do tempo diferentes, e isso consegue ser bem coerente e 0 confuso. E ah, nosso narrador (ou narradora?) é a casa. Isso mesmo. O que arrisco dizer que na verdade a casa é o Vitor Martins, porque se você acompanha ele, vai ver TODAS as marcas de expressão dele nos "pensamentos" da casa - inclusive o humor. Não vou procurar dar muitos detalhes da história, só dizer como todo mundo deveria ler esse aqui. De verdade. Principalmente por ser uma leitura leve, fofa, e com pitadas de romance e cultura pop. Fiquei muito feliz com o fato da Ana, uma das personages principais, estar vivendo um dilema amoroso bem no ano em que nasci, vulgo 1999, puxando um pouco dos anos 2000. Eu estava fazendo meu debut no mundo, e ela já tava sofrendo por mulher. Stonks.
Por fim, porque eu poderia ficar horas aqui dizendo como adorei esse livro, e entre tantas coisas, queria fechar dizendo como me senti abraçada com essa leitura. Passei a pré-véspera do meu aniversário de 22 anos com a cara enfiada nesse livro, pensando como eu tava feliz. É isso. Eu só queria que tivesse mais páginas, e queria saber sobre alguns pontos do final da história, mas no geral, foi incrível. Sério. Agora, só ficaria tudo massa se o Vitor já emendasse Casa 8 e anunciasse Fred e Fred. É isso.
Sinceramente? Começar 2022 com esse livro foi uma das melhores escolhas que eu fiz. Agora eu tô chorando na praia e minhas amigas estão achando a coisa mais fofa, mas não tem como não ficar emotiva com os livros do Vitor. Esse em especial significa muito pra mim, porque eu nunca consegui parar em uma casa só. É um absurdo você ter 20 anos e já ter se mudado 13 vezes. Mas são 13 casas, 13 histórias malucas. E ler Se a Casa 8 falasse me deixou tão feliz. Obrigada, Vitor! 💜💛
Vitor Martins faz tudo. Dessa vez fazendo uma história com vários personagens principais, o livro discute sobre despedidas, amores de verão, solidão e família, e faz tudo isso de maneira balanceada e perfeita. Todos os personagens são muito bem trabalhados e muito bem desenvolvidos, com seus próprios arcos, problemas, ambições e frustrações.
Se você gosta de um livro muito brasileiro, aconchegante e que te prende a cada nova página lida, esse livro é pra você.
Nossa casa é a gente. Após terminar essa história não consigo deixar de olhar para as casas aqui da minha rua com outros olhos e, principalmente, me perguntar: Quantas pessoas já moraram ali? Quantas histórias aquelas casas me contariam? Quantos segredos dos moradores aquelas casas guardam? Quais dos filhos pularam a janela para encontrar com os amigos? E quais dos pais acordou de madrugada para atacar a geladeira e comer um pedaço do pudim e colocar a culpa em alguém depois? Casa 8 é sobre encontrar essas respostas! Vitor nos dá todas elas através da narração de uma casa, e isso é maravilhoso de alguma forma bem estranha e extraordinária ao mesmo tempo. Vitor segue sendo meu autor favorito e grande inspiração, e acho que a coisa mais incrível na narrativa dele, e que ainda continua me surpreendendo, é como ela não apenas gera identificação, mas principalmente, tem o poder de nos teletransportar para qualquer que seja o lugar, inclusive, para uma cidade pequena e uma casa menor ainda, que parecem gigantes. Antes do lançamento de e a casa 8 falasse, Vitor tinha nos dito que essa não seria uma história de amor, mas, veja bem, não diria que ele está errado, mas é uma questão de percepção, pois para mim, essa é sim, uma história de amor, e em sua melhor essência; o primeiro amor, amor pela família, o amor pelos filmes, amor pelo lar, o amor pelo simples fato de amar alguém, alguma coisa ou algum lugar. Mais um favoritado. E ah, eu leria um livro inteiro sobre as histórias do Greg. Ele é maravilhoso!
E o Vitor fez de NOVO! Ele conseguiu fazer eu me apegar a uma CASA, um CACHORRO e a TODOS os outros personagens do livro. Não queria que acabasse e quando acabou queria mais e mais.
Mais uma história do meu autor nacional preferido concluída. E que história, meus amores!!!!!!
Aqui nesse livro a gente vai acompanhar três personagens, um de cada época diferente. Ana, de 2000. Greg, de 2010. Beto, de 2020. O mais inusitado desse livro é que a história não narrada pelos personagens, mas sim pela casa 8, que é o cenário para todo o livro, pois nessas épocas os personagens estavam morando nessa casa.
O Vitor conseguiu me surpreender com essa premissa da casa narrando o livro. Ficou muito divertido, fora que a casa é uma grande fofoqueira (amo), então ela sabia de tudo a todo momento e gostava de ficar comentando sobre isso. E, mano, a casa conta piada!
Os personagens são simplesmente perfeitos. Acompanhar esse breve momento da vida da Ana, do Greg e do Beto, foi muito especial. Eles tem características fortes, cada um passa uma mensagem de como enfrentar os problemas da vida.
Eu amei essa divisão por décadas. É muito interessante ver como cada parte dessa história tem suas dificuldades, mas, de certo modo, todas elas são parecidas.
Eu fiquei muito interessado na história de 2000. Apaixonado pela história de 2010. Mas a de 2020 foi bem conflitante para mim. Por ser algo que ainda estamos vivendo, eu não me sentia tão animado para ler os capítulos do Beto. Não que tenha sido ruim a história desse personagem, mas é que depois de 1 ano e 7 meses convivendo com essa nova realidade, ler sobre isso não faz muito sentido.
Queira destacar como eu amei a história de 2010, do Greg. Foi a que mais fiquei animado para ler, aqui a gente é apresentado para personagens maravilhosos como o Greg, Catarina e o Keanu Reeves (o cachorro de três patas, não o ator). Em 2000, a personagem que mais gostei foi a Leticia. O jeito dela é muito divertido, dava várias risadas. Em 2020, eu gostei da irmã do Beto, a Lara. Acho que me identifiquei com ela um pouco, por ela ser da área da comunicação, achei que tivemos algumas coisas em comum.
A escrita do Vitor é uma delicia também, flui demais e voce não consegue parar de ler. Esse livro impediu que eu entrasse em uma fase ~odeio ler~. Estava com saudades da escrita dele! ❤🥺
Apesar dos pontos que abordei, não tinha como não dar 5 estrelas e favoritar esse livro. Foi uma leitura muito especial para mim, ele passa uma mensagem linda de cada personagem e tem vários ensinamentos. Inclusive, Vitor Martins, não adianta eu beber três livros de água por dia se eu for chorar isso tudo com o livro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
demorei um pouco pra ler por pura preguiça mesmo e no começo as histórias são meio hmmmm ta, que mais? mas depois que vc se introsa vc não quer sair mais e fica um misto de “quero saber o que vai acontecer!!!” com “não queria que acabasse ☹️” eu amei demais, muito fofo!