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La vida en el cielo

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Treinta años después del Diluvio, sin superficie terrestre, los sobrevivientes viven en globos en el cielo. Carlos, el protagonista de esta historia, decide buscar a su padre que cayó del zepelín en medio de una tormenta. La búsqueda lo llevará al encuentro de nuevas personas y nuevos misterios. ¿O son solo leyendas de las que se cuentan en el cielo para pasar el tiempo?

144 pages, Paperback

First published June 7, 2013

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346 people want to read

About the author

José Eduardo Agualusa

79 books789 followers
«José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.

Escreveu várias peças de teatro: "Geração W", "Aquela Mulher", "Chovem amores na Rua do Matador" e "A Caixa Preta", estas duas últimas juntamente com Mia Couto.

Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever « Nação crioula », a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu « Um estranho em Goa » e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu « O Ano em que Zumbi Tomou o Rio ». No início de 2009 a convite da Fundação Holandesa para a Literatura, passou dois meses em Amsterdam na Residência para Escritores, onde acabou de escrever o romance, « Barroco tropical ».

Escreve crónicas para o jornal brasileiro O Globo, a revista LER e o portal Rede Angola.

Realiza para a RDP África "A hora das Cigarras", um programa de música e textos africanos.

É membro da União dos Escritores Angolanos.»
http://www.agualusa.pt/cat.php?catid=27


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José Eduardo Agualusa (Alves da Cunha) is an Angolan journalist and writer born to white Portuguese settlers. A native of Huambo, Angola, he currently resides in both Lisbon and Luanda. He writes in Portuguese.

He has previously published collections of short stories, novels, a novella, and - in collaboration with fellow journalist Fernando Semedo and photographer Elza Rocha - a work of investigative reporting on the African community of Lisbon, Lisboa Africana (1993). He has also written Estação das Chuvas, a biographical novel about Lidia do Carmo Ferreira, the Angolan poet and historian who disappeared mysteriously in Luanda in 1992. His novel Nação Crioula (1997) was awarded the Grande Prémio Literário RTP. It tells the story of a secret love between the fictional Portuguese adventurer Carlos Fradique Mendes (a creation of the 19th century novelist Eça de Queiroz) and Ana Olímpia de Caminha, a former slave who became one of the wealthiest people in Angola. Um Estranho em Goa ("A stranger in Goa", 2000) was written on the occasion of a visit to Goa by the author.

Agualusa won the Independent Foreign Fiction Prize in 2007 for the English translation of his novel The Book of Chameleons, translated by Daniel Hahn. He is the first African writer to win the award since its inception in 1990.
(wikipedia)

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11 (1%)
Displaying 1 - 30 of 75 reviews
Profile Image for Luís.
2,385 reviews1,377 followers
August 27, 2025
That was an excellent trip to the land of dreams.
The flood drowned the world. Salvation did not come from the waters like Noah, but from the heavens and airships. For thirty years, humanity has done better than survive, developing a new aerial civilization. They are young and dream of adventure. In search of the father, in search of a mysterious Eldorado, the last terrestrial refuge, in the face of pirates. An epic adventure full of meaning and conducive to dreams.
The author does not provide detailed descriptions of the airship's scientific or technical aspects (apart from a brief but exciting history, which includes futuristic elements). His world also has wireless internet. (4G? Hertzian? - radio? - no more satellites, no more antennas either) But that is not the important thing: we had to link humanity.
I lived a thousand places from post-apocalyptic stories full of fatalism, violence, hatred, and sad reality (which I also love). So instead, I embarked on a resolutely optimistic and light initiatory journey with a happy ending, and I leave this reading with stars in your eyes—Head in the clouds.
Profile Image for Filipe Miguel.
101 reviews12 followers
July 29, 2013
Tenho de confessar que dificilmente não apreciarei um livro escrito pela mão de José Eduardo Agualusa, mas, devo também reconhecer, já aconteceu uma vez. Uma única vez. Não foi esta essa vez.

«A Vida no Céu» é o primeiro romance de José Eduardo Agualusa tornado público pela Quetzal e, coincidência ou não, foge quase na totalidade aos lugares comuns do autor.

Agualusa lança as bases para aquilo que poderia ser uma obra-prima de ficção ciêntifica, mas claramente, não pretende chegar-lhe. Todo o enredo, cozinhado e condimentado a preceito, serviria certamente para esse propósito, mas Agualusa fica-se, com todo o direito, pela mensagem que pretende passar.

A vida na Terra, tal como a conhecemos, acabou, fruto do aumento da temperatura e consequente subida do nível das águas do mar, e a população que sobreviveu foi obrigada a trocar o solo firme, por uma intrincada teia de dirígiveis, balões e balsas voadoras - o Paris, o Xangai, o Nova Iorque, etc.

Todas as personagens servem um propósito: mostrar as diferenças entre o antes e o depois. Os velhos lembram-se de cheiros que já não existem, os novos não os compreendem. Os filhos da terra vivem em permanente saudosismo, os filhos do céu apenas conhecem o balançar do solo. Há, sem dúvida, pontas soltas que poderiam ter tido desenlace, mas para a mensagem, à partida, seriam irrelevantes.

«A Vida no Céu» é um misto de história de aventuras e alegoria ecológica que apresenta “uma visitação à humanidade entre as nuvens”. É uma critica ao caminho que seguimos, um aviso, mas também uma exaltação daquilo que ainda temos. Não é Agualusa clássico, mas sim contemporâneo. É, talvez, mais inocente, apesar do significado, e mais jovem do que costuma, mas não deixa de ter o cunho pessoal do autor.

O livro tem passagens absolutamente sublimes, criadas com as habituais "desconstruções" de ideias que Agualusa tão bem domina, mas também transpira a sensação de que poderia ser bastante mais do que aquilo em que se tornou. «A Vida no Céu» é um «Bioshock Infinte» light (Irrational Games e 2K Games), mas carregado de significado, lançado por um escritor que sabe o que faz com a sua pena e com a sua tinta.

"Terra: para a maioria dos filhos do céu, a terra é uma fantasia dos velhos; para os velhos é um sonho no qual eles próprios já não acreditam.

Identidade: não tem a ver com o lugar em que nascemos, pois no céu tudo é movimento, e sim com os lugares por onde passamos. Identidade é o que a viagem faz de nós enquanto continua. Só os mortos, os que deixaram de viajar, possuem uma identidade bem definida."


Nota: 3.5/5.0
Profile Image for João Carlos.
670 reviews315 followers
July 16, 2016


O escritor angolano José Eduardo Agualusa (n. 1960) publicou em 2013 o romance ”A Vida no Céu” que tem como sub-título ”Romance para jovens e outros sonhadores” - (no qual se inclui um brevíssimo dicionário filosófico de mundo flutuante para uso de nefelibatas amadores). Nefelibatas: pessoa que anda ou vive nas nuvens.
”DEPOIS QUE O MUNDO ACABOU FOMOS PARA O CÉU.
O grande desastre – o Dilúvio – aconteceu há mais de trinta anos. O mar cresceu e engoliu a terra. A temperatura à superfície tornou-se intolerável. Em poucos meses fabricaram-se centenas de enormes dirigíveis. (…) As famílias mais pobres, sem meios para comprar apartamentos nessas cidades flutuantes, construíram balões, a que chamamos balsas, muitos deles rudimentares. (…)
Apenas um por cento da humanidade conseguiu ascender aos céus, escapando do inferno, lá em baixo. (…) Dez anos depois do Dilúvio já só permaneciam entre as nuvens uns dois milhões de pessoas.”
(Pág. 15)
Entre os sobreviventes está o jovem Carlos Benjamim Tucano, o narrador, com dezasseis anos de idade, que vive em Luanda, a única aldeia-biblioteca que vende e aluga livros; o seu pai, Júlio Tucano, está desaparecido, caiu quando tentava socorrer uma balsa, durante um temporal. Em Luanda todos se convenceram que Júlio Tucano morrera na queda, excepto o seu filho Carlos Benjamim, que resolve empreender uma busca pelo seu pai.
”A Vida no Céu” é um excelente romance distópico de José Eduardo Agualusa com uma escrita inventiva e envolvente, um livro de aventuras, num cenário pós-apocalíptico, em que a temática das alterações climáticas decorrentes do aquecimento global é preponderante – indissociável da sua formação académica, estudou Agronomia e Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa - mas onde as reflexões associadas à inocência do amor, ao desejo de reencontrar o passado, um passado de que apenas os mais velhos se lembram, são deslumbrantes; existindo, igualmente, uma relevante crítica social.
Tal como José Eduardo Agualusa menciona no sub-título de ”A Vida no Céu” este é um ”Romance para jovens e outros sonhadores”, referindo ainda o jovem Carlos Benjamim Tucano que ”OS MEUS OLHOS VIAJAM MAIS do que as minhas pernas. O meu pensamento mais do que os meus olhos.” (Pág. 111)
”O melhor da viagem é o sonho” (Pág. 183)
Definitivamente José Eduardo Agualusa é um dos melhores escritores em língua portuguesa.


José Eduardo Agualusa (n. 1960) - Estudou agronomia e silvicultura no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. - Fotografia Fabio Seixo/Agência O Globo

José Eduardo Agualusa foi um dos 6 finalistas (shortlist) do prémio literário Man Booker International Prize 2016 com o livro "Teoria Geral do Esquecimento/A General Theory Of Oblivion"

https://www.youtube.com/watch?v=Q18-Y...

Book trailer de "A Vida no Céu" - edição brasileira - Editora Melhoramentos.


Profile Image for Fábio Ventura.
Author 14 books166 followers
June 16, 2013
Por alguma razão, nunca tinha lido nada do Agualusa. No entanto, por se mostrar muito diferente dos seus trabalhos, senti-me atraído por este "A Vida no Céu". A sinopse revelava uma história emocionante, um rol de personagens originais e uma certa dose de ficção científica. E realmente valeu a pena arriscar, pois este livro foi um dos melhores que li este ano.

Prós
- conjunto de personagens multi-culturais, cativantes e com backgrounds interessantes;
- a ideia de um mundo pós-apocalíptico em que o Homem vive no céu em grandes cidades e aldeias suportadas por balões é fabulosa e o autor conseguiu dar-lhe alguma solidez sem se perder demasiado em aspectos técnicos;
- é retratada uma aventura emocionante que engloba todo o mundo e várias culturas, muito visual e que é uma verdadeira page-turner;
- não tendo lido nada do Agualusa até agora, confesso que a sua escrita me fascinou. É daqueles autores que usa uma linguagem muito simples, mas com uma abissal profundidade, um pouco à semelhança da escrita mágica de Afonso Cruz;
- Vai agradar tanto a jovens como a adultos. É o tipo de história mágica e simples que nos toca a todos pelas temáticas universais.

Contras
- Senti que o final foi demasiado apressado. Gostava de ter lido algo mais apoteótico;
- gostava de ter visto desenvolvido o mistério da pequena Vera. Quem era ela afinal? Qual o seu propósito na história?
- Agualusa tem ideias geniais durante a história, mas por vezes não as desenvolve. Ideias, personagens e situações muito boas precisavam de maior desenvolvimento para "engrossar" a história.


Este livro é uma metáfora ecológica, mas também uma referência à capacidade do Homem em se adaptar às adversidades e aprender com os seus erros. Não é retratado um mundo negro e destruído como acontece neste género de histórias. A vida no céu, ainda que sem a existência de terra, árvores e animais, é fascinante e carregada de beleza. Toda a história me lembrou a magia de um filme de Hayo Miyazaki, o que é um ponto muito positivo (pelo menos para mim) e algo raro na literatura.

Se gostam de uma história carregada de aventura que vos deixa com um sorriso estúpido depois de fecharem o livro, vão gostar deste "A Vida no Céu". Aconselho!
Profile Image for Ana Paula Nunes.
42 reviews122 followers
November 5, 2023
"Custa crer que a beleza possa ser tão terrível. Preferimos acreditar que o mal é sempre feio." Agualusa
Profile Image for Célia | Estante de Livros.
1,188 reviews276 followers
January 27, 2016
José Eduardo Agualusa despertou-me curiosidade com O Vendedor de Passados. A Vida no Céu foi o senhor que se seguiu porque adorei a premissa. Como seria o mundo se, de repente, deixássemos de ter a possibilidade de viver em terra e vivêssemos em cidades aéreas, dentro de enormes dirigíveis espalhados pelo mundo? Quis saber como iria o autor construir este mundo imaginário e que aventuras e desventuras nos iria narrar.

Carlos, um jovem angolano, é quem nos narra a história; perdeu o pai há algum tempo, quando este caiu do dirigível Luanda, mas sempre manteve a esperança de o reencontrar e é por isso que decide partir, parando em primeiro lugar em Paris, onde tem uma amiga com a qual se corresponde. Este é o início de várias aventuras, num livro em que se destaca, em primeiro lugar, a ideia-base. Penso que o autor conseguiu construir um mundo verosímil, ainda que por vezes tenha sentido necessidade de um maior desenvolvimento nos aspetos que o caracterizavam. Explica-se o básico, mas falta o detalhe.

Também às personagens achei que deveria ter sido dado mais desenvolvimento, porque temos pouco tempo para simpatizar com as suas demandas e dilemas. Mas gostei da multiculturalidade que as marca e à história, dando-lhes uma dimensão bastante interessante. É impossível não referir igualmente aquilo que me pareceu uma chamada de atenção de cariz ecológico, mostrando o que poderia acontecer à humanidade se a natureza decidisse impôr-se perante a neglicência dos homens. A escrita é agradável, de certo modo sonhadora, adequando-se na perfeição ao mundo das nuvens.

Gostei deste livro, mas não adorei. Partindo desta ideia brilhante, esperava mais, esperava uma história arrebatadora e cativante, mas infelizmente, pela falta de desenvolvimento de personagens e caracterização do mundo, acabou por não alcançar aquilo que dela esperava.

O tempo, aliás, não faz senão correr. Por vezes, em certas tardes soalheiras, quando no céu nada se move, acreditamos que adormeceu, mas é uma ilusão. Nós, sim, adormecemos. O tempo nunca se cansa.
Profile Image for Lysda Smythe.
788 reviews22 followers
November 23, 2019
Carlos est un adolescent né dans le ciel : l’humanité habite dans des dirigeables-villes depuis qu’un Déluge a submergé tous les continents. La brume recouvre sans cesse la Mer, devenue chaude suite à la catastrophe. Le père de Carlos chute de leur dirigeable-village un soir d’orage. Persuadé qu’il est toujours vivant, Carlos part à sa recherche, aidé par son amie Aimée, qu’il a retrouvé sur le Paris. Mais des pirates pourchassent également son père, dernier descendant d’une tribu qui vivrait sur la seule île du monde à avoir survécu au Déluge, détentrice d’un trésor qui permettrait de survivre aux brumes étouffantes …
Dans un univers onirique à la Miyazaki, l’auteur est parvenu à relater une quête familiale haletante, narré à la premlière personne par Carlos. Ce très beau roman post-apocalyptique touchera les lecteurs par sa poésie et par son dynamisme : chaque chapitre revient brièvement sur les conditions de vie de l’humanité après le Déluge, tout en déroulant les multiples péripéties de Carlos et Aimée. Un livre de science-fiction orignal, servi par un style d’écriture riche et agréable, qui donne vraiment envie de partir en voyage sur un dirigeable avec le peuple des brumes !
Profile Image for Ivan.
111 reviews
August 6, 2025
3.5*

Agualusa leva-nos, eternos sonhadores, numa pequena odisseia pelo céu. Um mundo distópico em que a terra é banhada pelo grande Dilúvio, levando os sobreviventes a refugiarem-se em grandes plataformas voadoras, construídas para suportar um novo estilo de vida.

A premissa gera em torno de Carlos, um rapaz que procura o seu pai, após este ter caído borda fora num temporal. A eles juntam-se outras personagens com vários mistérios por desvendar. A principal questão que se pressupõe é a de se haverá ainda terra?

É uma escrita cuidada, reflexiva e cativante, especialmente para um público mais jovem.
Creio que houve apenas um ponto que tenha ficado por desvendar: o que aconteceu à família da pequena Vera Regina?

Ao longo da história, a sucessão de acontecimentos foi determinada por um ritmo muito rápido e, na minha opinião, merecia ter sido mais ponderado e aprofundado. Porém, como se trata de uma obra para jovens, torna-se compreensível.
Profile Image for Olinda Gil.
Author 20 books36 followers
Read
October 26, 2017
Para mim uma leitura de prazer, sem dúvida. Devorei o livro. Tem uma certa poesia de sonho que nos deixa embarcar na aventura das personagens do livro.

Dei por este livro na altura em que foi lançado, pois achei-o adequado para jovens. A minha mãe comprou-o e só agora é que o li. Pensei do livro vir a ser mais falado, afinal, há tantos leitores de "young adult", e, este livro, apesar de se afastar dos conceitos anglo-saxónicos, poderia ser um livro que agradasse a esse público. Mas parece que lhes passou ao lado. Cheguei a pensar que me tivesse enganado sobre o livro. Mas agora que o li digo: leiam-no e passem-no aos jovens.

O livro tem algumas lacunas explicativas, mas creio que isso se enquadra na história, na questão do sonho que disse ali logo de início. Isto, porque por vezes é preciso acreditar, soltarmo-nos das amarradas da realidade e sermos capazes de sonhar.

Apesar de ser ficção expeculativa também me pareceu que passou ao lado desses leitores. Por ser o JEAgualusa? Afinal, tanto se queixam do preconceito contra a ficção expeculativa, quando talvez estes leitores também têm preconceito a respeito de outros autores.
Profile Image for Ana Ramos.
127 reviews15 followers
June 19, 2013
Ao ser protagonizado e narrado por um adolescente de 16 anos, e ao tematizar questões ligadas à identidade, à ecologia, mas também à aventura, à descoberta e ao mistério, este livro pode encontrar no universo juvenil um público interessado. Mas não se esgota nessa leitura. A valorização do sonho, da viagem, da esperança, das memórias, o amor às origens, a valorização das múltiplas heranças com que cada indíviduo cresce são outras das referências que fazem deste romance um livro claramente conotado com o universo "crossover",
Profile Image for Lurdes Carvalho.
1 review1 follower
June 29, 2013
"Depois que o mundo acabou fomos para o céu." Viajei pelo céu, sempre a ligar à terra, com este livro e com a fértil imaginação de JE AguaLusa. Com a mudança de referencial, o paraíso - visto do céu - está na Terra, numa terra simbólica: Amazónia. Gostei muito da viagem!
Profile Image for Susana Pacheco.
34 reviews24 followers
August 30, 2015
Uma leitura leve como uma nuvem e profunda como a infinidade do céu. Especialmente recomendado àqueles que vivem com cabeça no ar, sonham com balões de ar quente e se divertem a decifrar as formas das nuvens. Para todos os nefelibatas, mesmo aqueles que não sabem que o são.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
September 27, 2015

"Magia: chama-se magia à forma como o sonho interfere com a realidade, modificando-a.
O céu foi sempre um território propenso à magia".
Profile Image for Elsa.
65 reviews38 followers
April 27, 2025
Desde que peguei pela primeira vez num livro de Agualusa que a vontade é de ler todos de uma vez só. Depois penso que pena seria ter de esperar por mais um e vou lendo outros autores pelo meio.
Este livro foi uma viagem à fantasia bonita de como seria se afinal de contas não houvesse terra firme. Fico sempre fascinada pela beleza da imaginação do autor e de como sempre dá a volta aos personagens que aparentemente seriam “más” pessoas.
Talvez todos nós devêssemos sonhar mais, fantasiar mais, imaginar como o mundo poderia ser melhor e mais bonito mesmo tendo a possibilidade de o ver bonito como é.
Profile Image for Mª João Monteiro.
961 reviews81 followers
February 20, 2016
Gostei muito deste livro, é engraçado é mirabolante. Estive sempre a pensar que deveria ser ilustrado. Situações fora do comum e personagens a condizer.
Profile Image for São Palma.
82 reviews15 followers
March 16, 2016
Quase, quase que chegava as cinco estrelas... Mas parece que faltou qualquer coisa, não sei muito bem o quê.
55 reviews
August 17, 2025
“Depois que o mundo acabou, fomos para o céu” é o início desta história, tão diferente do que já li de José Eduardo Agualusa, embora mantendo a própria identidade que convoca a relação entre uma lusofonia rica e a magia cultural africana e brasileira.

Com o Dilúvio, algumas poucas pessoas do mundo constroem dirigíveis e vivem no céu. O tempo passa e as novas gerações já nasceram no ar, ao passo que os mais velhos ainda têm memória da terra. No que parece ensaiado de ficção científica, encontramos a realidade dos nossos dias: O que é “tirarem-nos o chão”? Como podem dialogar as gerações com referências (incluindo culturais) diferentes? O que é a identidade? O que é o sonho? E a liberdade? O que é o cheiro a terra?

Encontramos, também, pitadas próprias da história que se vive e com momentos muito interessantes que convocam a nossa reflexão neste universo fantástico: a liberdade em quatro paredes, por oposição à extensão do solo; o salvamento de apenas um punhado de gente, sobretudo rica, com algum dom ou perícia; o constante balançar dos dirigíveis; as escolhas em nomear “barcas-cidades” e não barcas países (quiçá, numa alusão ao facto de tantas cidades serem mais antigas que os países aos quais pertencem); as opções das diferentes cidades em ora se deslocarem, evitando tempestades, ora teimosamente pairarem sobre o local terrestre onde se encontravam, invictamente mantendo uma conexão com a sua latitude e longitude terrestre; as opções de certas barcas permanecerem sempre juntas (“em arquipélago”) e outras fazerem o seu percurso de forma isolada; as opções de fuga em barcas solitárias e a comunicação entre barcas; entre tantas outras…

Numa história que nos parece afastada, temos, afinal, metaforicamente, tanto de próximo e de humano, incluindo o sonho de deixar de viver a vida no céu ou nas nuvens e passar a vivê-la na terra. Desse ponto de vista, o final é particularmente otimista (em especial para os nossos dias de 2025, num contexto apesar de tudo diferente do de 2013, quando o livro foi redigido).

No entanto, e sendo certo que o livro não é propriamente um policial em que no final tenhamos de compreender o desfecho de todas as histórias, sinto que houve várias interrogações que o protagonista Carlos foi lançando ao longo da ação e que, infelizmente, permaneceram por responder no final. Teria sido interessante perceber melhor algumas respostas a certas interrogações. Em todo o caso, é um ótimo livro!

…………
Uma pequena passagem que apreciei bastante pelo simbolismo, pela descrição e até pelo certo traço de humor foi esta:

“Sibongile tinha quinze anos quando uma senhora de muita idade, curvada como um ponto de interrogação, se deteve diante dela. A velha olhou-a longamente, estudou-lhe o rosto e as mãos, fez-lhe duas ou três perguntas e em seguida pediu-lhe que fosse chamar a mãe. As duas – a mãe de Sibongile e o ponto de interrogação – confabularam um bom tempo, em voz baixa” (p. 99).
Profile Image for Ricardo Trindade |.
453 reviews39 followers
January 9, 2023
José Eduardo Agualusa não é um dos novos autores que aparece e passado um tempo já poucos sabem quem é! Este homem veio para ficar na literatura e através de A Vida no Céu percebi isso mesmo... A grandeza do poder de escrita que nos leva a voar através de um mundo real que acontece pelos ares, numa história que poderia ser imaginada por qualquer um mas que só quem sabe a conseguiu contar de forma a conquistar os seus leitores.
Através de um contador que fala na primeira pessoa para quem segue a sua narrativa, em A Vida no Céu somos levados de Paris ao Rio de Janeiro num ápice e através do mundo real que é criado pelos ares, em balões de ar quente que se transformam em cidades, vilas e aldeias quando o dilúvio bíblico da atualidade acontece. Carlos, o grande anfitrião deste romance conta a sua busca, de balão em balão, que é como quem diz, de cidade em cidade, pel' O Voador, o seu pai. Uma procura pelo progenitor que serve de mote para se contarem vidas onde se consegue perceber que é bem fácil sonhar porque sem o sonho não existe futuro e sem futuro não existe realidade. A Ilha Verde é um caso bem real desse sonho de que todos falam mas só os mais destemidos e perspicazes conseguem encontrar.
Um mundo real mas passado em outro nível da terra, os ares! Agualusa conseguiu encaixar neste romance a atualidade na perfeição com as guerras de conflitos a não ficarem para trás, tal como não ficaram as redes sociais, os campeonatos de futebol e os locais mais emblemáticas do planeta que também marcam a sua presença nos balões mais luxuosos e requintados onde os pobres podem não ter lugar. Na terra como no céu, existem as diferenças culturais e raciais e isso nunca mudará porque quando se dá um passo em frente para um lado, depressa aparece alguém a dar dois passos de recuo.
Felizmente existem os sonhos que comandam a vida e é com essa mensagem que o autor nos brinda neste fantástico romance que me conquistou do início ao fim e que me levou pelos céus deste nosso pequeno e grande mundo que tem muito por descobrir pelas suas várias vertentes naturais e sociais.
Profile Image for Leonardo Gedraite.
79 reviews4 followers
November 25, 2020
Uma ideia fenomenal - lendo esse livro descobri que pertenço a dinastia dos Nefilibatas e, com certeza estaria a procura da famigerada Ilha Verde.

O livro é maravilhoso, poético e simples: Em uma distopia onde o aquecimento global tornou inabitável a litosfera, a humanidade teve que se adaptar a uma vida no Céu, com cidades balsa, balões e zepelins.

Ao mesmo tempo que somos apresentado a esse novo mundo, partimos em uma aventura exploratória, com Carlos da aldeia de Luanda, o protagonista, que está sempre buscando algo ou alguém.

O enredo é rápido e empolgante, digno de uma série blockbuster, tornando a leitura fluída.
Só achei que o enredo está indo rápido demais, deixando a resolução de alguns conflitos muito rasa e fácil.

Recomendo para adolescentes e para a biblioteca de escolas, é um ótimo ponto de partida para discutir problemas do aquecimento global e das mudanças climáticas de uma maneira leve e divertida.

Além disso tem a prosa poética do Agualusa, que nunca mais vai deixar você olhar para o céu da mesma maneira, após ler esse livro. Abaixo deixo algumas epígrafes dos capítulos, para dar um gostinho da prosa onírico-poética do escritor (Dica vejam as fotos que o autor divulga no instagram dele)



CÉU: todo o território onde a vida é mais leve do que o ar. Para os mais velhos, um lugar desprovido de passado, como existir o canto de uma ave sem que exista a ave. O lugar para onde ascendem os sonhos, inclusive os maus.

TERRA: para a maioria dos filhos do céu, a terra é uma fantasia dos velhos. Para os velhos, é um sonho no qual eles próprios já não acreditam.

NUVENS: água em estado onírico. O alfabeto do céu.

Profile Image for Ana Rita Ramos.
276 reviews5 followers
Read
November 11, 2019
Amei! A escrita é fabulosa como é característica deste autor e a história é de uma imaginação enorme. Devorei este livro que nos faz pensar nas questões ambientais e nos alerta para a degradação do planeta.
Profile Image for Flor Fossati.
78 reviews40 followers
August 18, 2022
Muy linda novela, una brisa utópica entre tanta ciencia ficción derrotista...
Profile Image for Margarida Bernardo.
14 reviews1 follower
August 8, 2025
“Júlio não desanimou. Deixou-se guiar pela intuição. Ri-me. Deixar-se guiar pela intuição é algo que o meu pai faz muitíssimo bem. (…) Acredito que terá herdado tal habilidade do meu avô (…). Talvez eu próprio a possua, escondida ou atrofiada, e precise apenas de a exercitar.”
Profile Image for Maria Carmo.
2,060 reviews51 followers
July 22, 2013
Absolutely astounding! A book that helps you BREATHE! An adventure of the spirit as a modern day fable: After a new deluge, what remains of Humanity has to star living in the sky, using all sorts of aerial means... Some of the older generations talk still about Earth and its infinite odors: the perfume of earth just after rain, in spring, the smell of roasted walnuts, the breeze that brings in it the smell of Roses and Jasmin... Younger generations, born in the sky, cannot really believe any of it, until a group starts looking for the mythical green island...
Characters larger than life, the whole story brims with imagination and creativity! Life in the Sky is a wonder.

This book has another wonderful trait - even though it is not what one would usually define as "magic realism" it does have some traits of that wonderful literary current especially alive in Portuguese speaking countries - José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Ondjaki, plus several authors of Latin America (including Luis Sepúlveda) have given voice to this very special Magic that brings us close to earth and to heaven at the same time, all wrapped smoothly in perfume of wet earth and bright stars.

Maria Carmo,

Lisbon, 22nd. July 2013.
Profile Image for Marisa Martins.
329 reviews9 followers
April 11, 2014
"- É bonito, o céu? - Sim, o céu é bonito.
- Mais bonito do que a terra?
Não respondi logo. Pensei um momento:
- Há coisas que só começo a compreender agora. Por exemplo, que o céu é mais bonito havendo o mar e havendo a terra. Que uma terra sem céu também não seria bonita."
(extracto retirado da pág. 180)

(LIKES) A originalidade do enredo. A criação de um mundo credível o suficiente para levar o leitor a imaginar a possibilidade de viver-se, literalmente, no céu. A existência das cidades "espelhos" das terrenas, como por exemplo: Luanda, São Paulo, Paris, Xangai, etc. A utilização de conceitos actuais como o facebook ou o Skypedia (motor de pesquisa de dirigíveis, balsas ou outros objectos voadores). As diferentes formas de pensar, as opiniões e os gostos das pessoas que nasceram na terra, e agora são obrigadas a viverem no céu, daquelas que só conheceram o céu como morada. As questões ecológicas.

(DISLIKES)O livro ter mesmo poucas páginas (186, para ser mais precisa). No fim, fica-se com a ideia que existia espaço para desenvolver mais os personagens e suas histórias e, quem sabe, criar mais aventuras à volta deste mundo "suspenso" que o Agualusa imaginou e deu vida. Ter ficado por explicar a história da pequena Vera e dos papagaios encontrados na balsa a vaguear.
Profile Image for Ana Camarinha.
19 reviews1 follower
January 16, 2016
Este foi mais um dos livros que requisitei na biblioteca da minha escola, o tal com que agora me posso inscrever, finalmente, no concurso.
Devo dizer que estava à espera de mais. Esperava um assunto mais desenvolvido e principalmente gostava que as personagens tivessem sido melhor desenvolvidas, mas como o autor diz na bibliografia, foi uma experiência que surgiu e até ficou bonitinha. Sim, bonitinho o livro é, mas espetacular, isso já não posso afirmar.
No fundo, gostei muito da escrita de José Eduardo Agualusa, é muito simples e limpa, por isso, deu-me prazer ler o livro, não foi nada maçador. É uma leitura bastante rápida, em que o escritor nos dá a conhecer um futuro pós-apocalíptico no Céu e a procura pela tão desejada "Ilha Verde", aqui deparámo-nos com os mesmos problemas da Humanidade e os seus contrastes: pessoas amáveis e pessoas ciumentas e rudes. O autor aconselha vivamente este livro aos amantes do Céu, tal como ele, e aqui eu deixo o mesmo conselho. Portanto, para as pessoas que nunca querem deixar de olhar para a Terra e talvez ver o Céu com outros olhos, aqui fica este livro que gostei.
Profile Image for António Ganhão.
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January 13, 2014
“DEPOIS QUE O MUNDO ACABOU FOMOS PARA O CÉU.” Assim começa este romance. Uma frase em maiúsculas lançando a ambiguidade: céu ou Céu?

Quando a água cobre todo o planeta e a temperatura sobe, o homem é expulso da terra. Para onde vai o homem quando perde o chão? Vai para o céu. Aí, constrói cidades e aldeias que flutuam e são nomeadas segundo os seus locais de origem.

O mundo tem agora de uma toponímia em movimento, porque tudo no céu se move. E o que sonham os homens do céu? Buscam um pouco de chão, sonham descender à terra perdida.

Ler mais em Acrítico - leituras dispersas
Profile Image for Cristina.
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October 16, 2014
Comprei este livro na minha última visita à Fyodor, pensando estar a comprar mais um romance africano de Agualusa. Bastou a primeira página para perceber que o livro descrevia algo mais, não que a sinopse esconda a verdadeira natureza da história, mas para comprar um livro do Agualusa normalmente não preciso de ler a sinopse. A Vida no Céu é uma história pós-apocalíptica, em que a terra terá sido engolida pelas águas. Restam os ares, para os quais os homens se dirigem, ascendendo aos céus, em balões e grandes dirigíveis.
(...) restante em http://acrisalves.wordpress.com/2014/...
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