Zanimljivi memoari na temu ruskog futurizma i avangarde. Postoje 2 srpska izdanja, pri čemu se po kvalitetu značajno izdvaja izdanje Službenog glasnika iz 2016. koje je doslovno integrisalo tekst i ilustracije: originalne fotografije aktera, umetničke reprodukcije, isečke iz štampe ... Pa ko poželi da nabavi ili pročita, obratite pažnju.
Benedikt Livshits foi um dos participantes do futurismo russo, um dos vários movimentos de vanguarda artística que surgiram na Rússia (e na Europa) no final do século XIX e início do século XX. Nesse livro de memórias, ele reconta como o seu grupo surgiu, as principais richas com outros grupos e artistas, os afrontamentos à sociedade e aos costumes e toda uma linha do tempo dos principais eventos e lançamentos literários. Como documento histórico é um material riquíssimo. Mas pelo fato desses relatos terem sido escritos depois de vinte anos, durante os anos de terror do Stálin e com as vanguardas já tendo sido banidas da linguagem soviética oficial, o autor acaba usando um tom crítico, meio que tentando demonstrar que todos aqueles movimentos seriam uma brincadeira de jovens ingênuos. Infelizmente nem essa autocrítica imposta o salvou do destino de muitos artistas de ser assassinado pelo estado soviético alguns anos depois.
Eu considero esse período da história da arte muito rico e emocionante, tudo estava sendo questionado, revisto, destruído e recriado. Fico imaginando que devia ser empolgante ser jovem e acreditar que era possível criar um novo mundo. Foi interessante entrever uma parte de todo esse processo criativo por uma pessoa que estava no meio do furor. Mas é um pouco difícil se entender na história geral sem ter um conhecimento maior sobre a cena e os participantes, porque o autor joga um monte de nomes diferentes que, mesmo com o índice onosmático no final, nos deixa confuso (são 30 páginas com todas as pessoas que são mencionadas). Por isso acho que esse livro é mais nichado, que interessa quem já estuda sobre esse período.