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Sexualidades, Media e Revolução dos Cravos

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Que temas da intimidade afetiva e sexual entram na agenda mediática com a chegada da Revolução dos Cravos? Amor livre, feminismo, homossexualidade, pornografia, educação sexual, contraceção, aborto e terapia sexual são alguns dos assuntos identificados numa amostra de 1 500 artigos rastreados entre 1968 e 1978, em quatro publicações: Diário de Lisboa, Expresso, Crónica Feminina e Modas & Bordados. Para além desta análise quantitativa que reflete sobre a evolução dos discursos acerca da sexualidade na transição para a democracia, analisa-se qualitativamente a polémica gerada por uma carta enviada à Modas & Bordados, no pós-revolução. Gisela, uma jovem de 14 anos, inicia-se sexualmente na noite de 25 de Abril de 1974, «contagiada» pela celebração da liberdade nas ruas de Lisboa. As leitoras da revista não ficam indiferentes. Ao longo de ano e meio discutem o direito à sexualidade feminina e a sua importância para a construção democrática. O estudo da agenda mediática das sexualidades neste momento de mudança política e social é um contributo para a reflexão sobre a cidadania da intimidade em Portugal, em (re)equação permanente até aos nossos dias.

294 pages, Paperback

Published January 1, 2020

27 people want to read

About the author

Ana Isabel Freire

3 books1 follower
ANA ISABEL FREIRE nasceu em Évora, em 1971. É licenciada em Filosofia – Variante de História das Ideias, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e doutorada em Sociologia, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com a tese A Intimidade afetiva e sexual na imprensa em Portugal (1968-1978). Fez o curso de formação geral no Centro de Formação Profissional para Jornalistas e começou a trabalhar para a imprensa, em 2000, investigando preferencialmente a sexualidade e o género (Expresso, Público, Diário de Notícias, Grande Reportagem e Visão). Entre 2016 e 2019 foi redatora e editora de conteúdos do site da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. Publicou Sexualidades, Media e Revolução dos Cravos (Imprensa de Ciências Sociais, 2020), Amor e Sexo no Tempo de Salazar (Esfera dos Livros, 2010) e Fantasias Eróticas – Segredos das Mulheres Portuguesas (Esfera dos Livros, 2007). É co-autora e jornalista do documentário Enxoval (Prémio Melhor Filme Português sobre Arte 2013, Festival Temps d’Images). É, actualmente, investigadora auxiliar no projeto Mulheres e Associativismo em Portugal 1914-1974, coordenado por Anne Cova no ICS-ULisboa, e faz parte do conselho editorial da Imprensa de Ciências Sociais.

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for mariasabeler.
155 reviews1 follower
May 18, 2025
uau. genuinamente, uau. Isabel Freire junta 2 temas: saúde sexual e o 25 de abril. 2 temas que são do meu particular interesse, que me são tão queridos e pessoais; tal como o feminismo, que é representado como elo de ligação e protagonista nestes 2 temas.

divide-se em 4 partes: começa por uma introdução teórica à área da sexualidade, contextualiza estes temas no Estado Novo Português, analisa quantitativamente artigos do pré-, pós- e pós-pós-revolução (1968-1978) de 4 jornais e, finalmente (uma vez que, por mais poderosos que sejam os números, carecem a humanidade de uma história contada), debruça-se sobre o brilhantemente selecionado caso Gisela. fá-lo com uma escrita não demasiado simplista, mas nada convoluta de todo. thought-provoking o suficiente para me emocionar em autocarros às 8 da manhã

sou independente. sou decidida e opinada. sou ativa, contesto e desafio e rompo as morais. sou segura e realizada. sou livre, sou Gisela.

um livro muito muito muito especial para mim (mesmo! parece que foi escrito especificamente a pensar em mim), que me deu a certeza do doutoramento que quero seguir <3

cenas interessantes/marcantes neste livro:
- teoria essencialista vs construtivista da sexualidade
- quero ler Foucault
- scripts sexuais
- momento transgressivo vs da cidadania sexual
- “entre médico e doente não era bonito falar de sexo” 💔💔💔💔💔
- revolução sexual É revolução política, porque na sociedade capitalista não há libertação sexual da juventude. a procura do prazer sexual é um meio de resistir à dominação capitalista que canaliza toda a vida libidinal para o trabalho
- Marcelo Caetano chamar à barba o “derradeiro refúgio da dignidade máscula” é das cenas mais hilariantes que já ouvi
- a PIDE em 1968 invadiu e encerrou a AE do IST porque tavam a lutar por casas de banho mistas ✨ e agora se em 2025 falarmos disso continua a ser um drama
- modelo tradicional vs de vanguarda sexual
- quero ler Modas & Bordados
- Natália Correia era anti-feminista 😵‍💫
- quote das Novas Cartas Portuguesas: “a mulher *já* sabe o que querem dizer certas palavras, tais como: orgasmo, pénis, vagina, esperma, testículos, erecção, frigidez, clitoris, masturbação, vulva”. não páro de pensar nesse “já”
Profile Image for Maísa.
81 reviews
December 25, 2025
então...se calhar ainda não evoluímos assim tanto...

(o livro é incrível)
Displaying 1 - 2 of 2 reviews

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