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H.P. Lovecraft: Medo Clássico Volume 2

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A DarkSide® Books dá sequência a publicação de um dos autores mais influentes da literatura de terror, em contos apavorantes, que mostram toda a abrangência da força de escrita de H.P. Lovecraft. Stephen King, Neil Gaiman, Caitlín R. Kiernan, Ridley Scott, Sam Raimi, Alan Moore e muitos outros criadores têm as marcas do inventor dos mythos cthulhianos em suas obras.

Hoje em dia é difícil imaginar a cultura pop sem a presença de Howard Phillips Lovecraft. Autor do mesmo quilate dos grandes nomes do horror, Lovecraft passou a vida desenvolvendo seres e universos fantásticos. Assim como Tolkien, ele criou sua própria mitologia com deuses e entidades ancestrais.

Seu terror cósmico, onde o bem e o mal independem de carma ou moralidade, influenciou muitos livros, filmes, bandas e games: de Uma Noite Alucinante a Re-Animator, de Alien aos zumbis de George Romero, das músicas do Metallica às capas do Iron Maiden, das partidas de Alone in the Dark ao Asilo Arkham, de Batman... os exemplos de adaptações e inspirações são incontáveis, a ponto de “lovecraftiano” ser considerado um estilo.

Esta edição da DarkSide® Books traz além dos contos horripilantes em que se encontram as diversas facetas do horror cósmico, o vigoroso ensaio “O Horror Sobrenatural na Literatura”, em que Lovecraft destrincha as origens da escrita de terror.

Os textos vêm acompanhados das espantosas artes do mestre estadunidense Virgil Finlay, um dos grandes ilustradores do universo lovecraftiano e importante artista das revistas pulp dos Estados Unidos, que publicou na época de ouro de publicações como Weird Tales e Amazing Stories. E sabendo que seu leitor é exigente e merece o melhor, abrimos a edição com o texto inédito de W. Scott Poole, especialista em horror e autor da macabra biografia de Lovecraft, In the Mountains of Madness, em que Poole relaciona os contos do livro com a obra lovecraftiana de maneira original e reveladora.

Um escritor tão universal como Lovecraft não caberia numa única edição. Por isso, a DarkSide® Books atendeu ao chamado de Cthulhu e preparou duas opções em capa dura: Miskatonic Edition e Cosmic Edition.

O texto das duas edições de H.P. Lovecraft: Medo Clássico v. 2 é o mesmo, mas cada uma reflete a personalidade de seus peculiares leitores. A Miskatonic Edition é uma obra-prima para sua biblioteca, inspirada na universidade que o escritor criou em seus contos. Já a Cosmic Edition é uma viagem aos recantos mais alucinados da mente de Lovecraft, mesclando loucura e realidade.

400 pages, Hardcover

Published November 10, 2021

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About the author

H.P. Lovecraft

6,483 books19.5k followers
Howard Phillips Lovecraft, of Providence, Rhode Island, was an American author of horror, fantasy and science fiction.

Lovecraft's major inspiration and invention was cosmic horror: life is incomprehensible to human minds and the universe is fundamentally alien. Those who genuinely reason, like his protagonists, gamble with sanity. Lovecraft has developed a cult following for his Cthulhu Mythos, a series of loosely interconnected fictions featuring a pantheon of human-nullifying entities, as well as the Necronomicon, a fictional grimoire of magical rites and forbidden lore. His works were deeply pessimistic and cynical, challenging the values of the Enlightenment, Romanticism and Christianity. Lovecraft's protagonists usually achieve the mirror-opposite of traditional gnosis and mysticism by momentarily glimpsing the horror of ultimate reality.

Although Lovecraft's readership was limited during his life, his reputation has grown over the decades. He is now commonly regarded as one of the most influential horror writers of the 20th Century, exerting widespread and indirect influence, and frequently compared to Edgar Allan Poe.
See also Howard Phillips Lovecraft.

Wikipedia

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Profile Image for Harvey Hênio.
670 reviews3 followers
July 16, 2023
O estadunidense Howard Phillips Lovecraft (1890/1937) teve uma vida sofrida e atribulada. Orfão desde tenra idade, leitor voraz, discípulo de Edgar Allan Poe e pessoa solitária e amargurada, lutou em vão para afirmar-se como escritor. Faleceu jovem em função de um câncer e não chegou a ver nenhuma de suas histórias publicada em livros. No entanto, graças ao desvelo de alguns amigos e admiradores suas obras foram ganhando visibilidade e hoje Lovecraft é um ícone do “terror cósmico” com suas histórias adaptadas para várias mídias e com uma legião de fãs que só aumenta a despeito de seu “cancelamento” ocorrido pelas menções realmente desairosas e preconceituosas a povos de origem africana, asiática e oceânica que, amiúde aparecem em seus escritos.
Esta coletânea, elaborada com esmero e ilustrada com capricho pela editora DARKSIDE (conferir os fantásticos desenhos de autoria do artista estadunidense Virgil Warden Finlay (1914/1971) que engrandecem a obra), traz 12 contos do “rei do terror cósmico” além de um longo ensaio intitulado “O horror sobrenatural na literatura” onde podemos conhecer um pouco do lado “não ficção” do escritor e uma oportunidade para constatar toda a erudição e a excelente memória do “Príncipe Negro de Providence” e em cuja clássica introdução o autor afirmou de forma peremptória:

“A mais antiga e poderosa emoção humana é o medo, e o mais antigo e poderoso tipo de medo é o do desconhecido”

Entre os contos presentes nesta coletânea todos merecem destaque mas destaco especialmente o medonho “Horror em Dunwich” que traz como ameaça mor ETs que querem não apenas conquistar a Terra mas acabar com a humanidade, os lúgubres e realmente góticos “A música de Erick Zann”, “A cor que caiu do espaço”, “Do além”, “O que assombra nas trevas” e “O modelo de Pickman” e o “clássico dos clássicos” “A sombra sobre Innsmouth” que além de abordar os temas caros a Lovecraft, a saber a mitologia por ele criada sobre seres arcanos e terríveis que viveram neste planeta antes da humanidade e a ameaçam com o seu possível retorno, traz uma cena de ação que envolve fuga e perseguição com excelentes resultados o que apenas nos faz lamentar acerca do que o autor ainda poderia ter produzido caso não tivesse morrido tão jovem. Esse conto traz algumas das citações racistas que tantos atualmente usam para “cancelar’ Lovecraft. Acerca do racismo do autor o tradutor Ramon Mapa escreveu o seguinte numa nota de pé de página:

“Esse conto, como outros da mesma época, ainda carrega noções racistas que Lovecraft empregou por muitos anos. Reproduz-se aqui do conto “Herbert West: Reanimator” em Lovecraft: Medo Clássico V.1, publicado pela DarkSide Books em 2017: Lovecraft apresenta algumas ideias claramente racistas. Para ele, qualquer um que não tivesse a “pele clara dos nórdicos” (carta a Lillian D. Clark em 1926) era inferior. Seus sentimentos excludentes eram direcionados não apenas a negros, mas a poloneses, mexicanos, portugueses e judeus. Ainda na adolescência, Lovecraft escreveu em poema chamado “On the creation of niggers) repleto de versos profundamente ofensivos. Contos como “Horror em Red Hook”, “A sombra vinda do tempo” e “O chamado de Cthulhu” também trazem elementos racistas. Para alguns autores como China Miéville, o ódio racista e xenófobo é fundamental na prosa lovecraftiana, pois, seus monstros e aberrações são a representação de seus temores e fobias preconceituosos. Em “Providence”, série em quadrinhos de Alan Moore e Jacen Burrows que se passa no universo lovecraftiano, gays, judeus, negros e imigrantes são mostrados como inspiração para as aberrações criadas pelo escritor. S. T. Joshi, biógrafo de Lovecraft e grande especialista em sua obra, discorda da centralidade do racismo na obra do autor. Segundo ele, as posturas mais radicalmente racistas do escritor estão em seu trabalho de juventude e não eram centrais nas histórias em si, além de que, ainda segundo ele, o racismo de Lovecraft reduziu-se com o passar do tempo. Seu casamento com uma mulher de ascendência judaica, ainda que malsucedido, e a convivência com ascendências diversas teriam feito Lovecraft repensar. Em 2014, após pressão de autores do mundo todo, o World Fantasy Awards, um dos maiores prêmios para autores de ficção científica e fantasia, mudou o troféu, que antes era um busto de Lovecraft, por conta do racismo”.

A despeito de todas as polêmicas “Medo Clássico: Volume II – Lovecraft” trata-se de mais uma excelente oportunidade para conhecer o que Lovecraft fez de melhor em sua controversa obra: o crescendo de suspense e terror aliado ao detalhamento das situações e a um ótimo desenvolvimento dos personagens nos propiciando uma leitura fluida de histórias muito bem estruturadas, características que avalizam aqueles que postulam que, mesmo com todas as polêmicas e “exotismos” que o cercam, Lovecraft era um grande escritor que merece uma posição tão icônica como seu mestre, Edgar Allan Poe e que merece ser contextualizado, discutido, contestado é claro, mas nunca “cancelado”.

Leia com atenção o que disseram W. Scott Poole professor e escritor e, mais uma vez, o tradutor e professor Ramon Mapa, ambos especialistas em Lovecraft:

“Se você nunca leu Lovecraft, ou só o conhece pelos filmes e jogos, eu te invejo. Sua densa proliferação de adjetivos e necessidade de criar ambientação desde o início vão ser um pouco frustrantes aqui ou ali. Mas, por trás da espessa mata da prosa, você ouvirá uma melodia estranha e dissonante. Se desbastar o emaranhado, vai descortinar paisagens bizarras, caminhar em campos de fantasia ancestral, encontrar aldeias encantadoras onde poderá respirar ares de outro mundo e contemplar fossos de trevas”.

“É por explorar nossa pequenez que o horror de Lovecraft se mostra efetivo. Esse horror pode passar despercebido aos leitores que preferem sustos e o puro gore de tripas e sangue; todo o drama de assassinatos em série ou mesmo monstros, por mais teratológicos que pareçam, não são mais que humanos, demasiadamente humanos, e não encontram eco no frio cósmico. Para o cosmos, eles tem o mesmo valor que o encontro entre duas formigas em suas vidas breves e repetitivas.
Por isso Lovecraft dá medo”.

Portanto, para o bem e para o mal, LOVECRAFT VIVE!!!
Profile Image for manu.
87 reviews5 followers
July 4, 2022
"É tênue a linha que separa o esclarecimento da insanidade."

A especialidade de Lovecraft é, sem dúvidas, sua habilidade em criar atmosfera tensas. Mesmo em contos nos quais não me interessei muito pelo enredo, o tom de mistério e catástrofe estava presente.

Entendo que é da natureza dos contos serem curtos, mas ao mesmo tempo aqueles de 5, 10 páginas deixaram grande sensação de que faltava espaço para desenvolver a ideia. Sem sombra de dúvidas, aqueles nos quais ele se permitiu se estender mais foram os mais envolventes e cativantes.

No geral, houveram contos que me fascinaram completamente, e outros que faziam 10 páginas parecerem 100. Além disso, o ensaio no final sobre a literatura Weird, apesar de bem argumentado, me pareceu um tanto presunçoso.

Meus sentimentos sobre Lovecraft após dois volumes de contos é, em resumo, que ele seria um incrível diretor de cinema, mas patinaria um bocado para fazer o roteiro sozinho.
Profile Image for Diego Fernandes.
2 reviews
March 8, 2026
Lovecraft é um racistinha de merda, mas ele escreve horror como ninguém. Não é atoa que ele é considerado o pai do horror cósmico.

O plot twist de A Sombra Sobre Innsmouth é muito foda. Não é à toa que é o conto mais famoso do Lovecraft.
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