Até mesmo o mais o mais perfeito dos paraísos pode se converter num inferno. Tudo depende de quem ele abriga.
Quando as coisas ficam difíceis, é comum desejar sossego. O que pode ser resolvido numa viagem, um passeio, ou até mesmo com uma visita em outro universo paralelo, onde seus problemas magicamente desaparecem. É uma pena que a última opção não seja tão comum quanto as outras, exceto para Teresa.
Embarcando acidentalmente num ônibus clandestino que a leva até a maravilhosa cidade de Florinda, a garota marcada por comparações exacerbadas e leves traços de amargura se vê impedida de voltar para casa até o equinócio de primavera, isso se conseguir resolver seus dilemas internos primeiro.
À primeira vista, tudo naquele lugar parece ser absolutamente perfeito, exceto ela.
Com uma mentora excêntrica e um ofício intimamente conectado com os conflitos pessoais dos moradores de Florinda, Teresa é apresentada a uma nova perspectiva do que há por trás da fachada de pureza e felicidade que a cerca e, quando menos percebe, acaba se deixando levar longe demais pelos encantos da cidade e dos demônios em sua cabeça. As coisas pioram quando uma paixão antiga se reacende em seu coração e a escolha de voltar para sua realidade começa a ficar cada vez mais difícil.
Talvez aquela seja uma passagem só de ida para a cidade onde todos os sonhos são reais.
Esse livro teve um estilo diferente de tudo que eu já li (que eu me lembre). Fiquei com medo de que seria algo meio Midsommar (porque tenho medo de terror/suspense), mas na verdade foi um livro muito levinho e alto astral que trata de assuntos importantes e muito em alta sobre como lidamos com as redes sociais atualmente, por meio de metáforas. No início senti que era como se fosse um joguinho: você caiu em um mundo estranho e diferente e agora famílias felizes te passam missões pra completar e a cada tarefa atendida, algo sobre o jogo lhe é revelado. E eu gostei do estilo. O melhor personagem pra mim foi o Lautario. Queria uma sequência 🥺