Jump to ratings and reviews
Rate this book

Jamais serei seu filho e você sempre será meu pai

Rate this book
Um menino sem nome perde o pai aos três anos, vítima de uma fatalidade, e precisa encarar mais um dia dos pais na escola. Como se faz para participar da celebração de uma existência que lhe foi negada? Ele decide escrever uma carta para o pai morto a fim de contar como está se sentindo. A partir daí, o que se desenrola é uma correspondência maníaca em que aparecem as tantas elaborações possíveis de um luto, as dores do crescimento, a errática construção das masculinidades, a convivência com a ausência. Apresentando uma narradora inusitada, este é um romance sobre precisarmos da imaginação para viver e sobre a lenta despedida que é a vida.

193 pages, Paperback

Published September 1, 2021

1 person is currently reading
202 people want to read

About the author

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
9 (36%)
4 stars
11 (44%)
3 stars
3 (12%)
2 stars
2 (8%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Antônio Xerxenesky.
Author 40 books496 followers
Read
August 31, 2022
Excelente (não dou notas pela minha política de não dar notas em lit br e assim semear o apocalipse)
Profile Image for Bia Assad.
131 reviews80 followers
June 13, 2025
você já escreveu cartas ao seu pai?

um menino na véspera de uma apresentação do dia dos pais não sabe como dizer que não tem pai e começa escrever cartas para ele, já morto.

uma escrita que fluí, principalmente quando chegamos na dipirona como protagonista: o remédio que foi administrado incorretamente no hospital ao pai do menino. trazendo a situação à tona, o filho busca elaborar o seu luto de uma paternidade que não aconteceu, já que era pequeno demais para ter tido um pai, mas filho o bastante pra sentir falta dele.

por isso, jamais ele vai ser o filho, por não ter vivido, mas sempre esse homem será seu pai. todos os caminhos percorridos ao conhecermos esse luto chegam nelas: a morte e a certeza de que nada do que fizer, vai fazer voltar a vida do pai.

Thiago arrasa em trazer um jogo de vozes único e surpreendente: temos cartas, pensamentos, reflexões e o fato de termos a dipirona como narradora foi o que me prendeu na história, assim como aprender aceitar o passado e o luto a partir das breves lembranças e sobreposições de situações que a vida levou ao filho.

os deslocamentos narrativos, divisões de narrativas e trocas de escrita em cada formato fazem a leitura ser única e criar libertação do que comumente lemos como um romance linear. mesmo sendo uma leitura triste, me deixou com um sentimento agridoce pelas reflexões realistas que encontrei na história. um ótimo livro!
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.