O título “Monstro” irá parecer-vos motivado por esta era que vivemos, mas a escolha deste tema ocorreu antes de qualquer um de nós saber o que era um coronavírus, muito menos a Covid-19. Atingido pelo confinamento, este volume tornou-se num bebé de parto adiado. P.S.: pelo sim, pelo não, vamos ter cuidado com as escolhas do tema para futuros volumes…
Filipe Homem Fonseca nasceu em Lisboa, em 1974. É argumentista, dramaturgo, escritor, humorista, músico e realizador. Autor e coautor de contos, séries de televisão, peças de teatro, rubricas de rádio, documentários e filmes, como Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Conversa da Treta, Paraíso Filmes, Bocage, Azul a Cores, Submersos, Aqui Tão Longe e 1986. Tem dois livros de poesia, conta gotas e e enquanto espero que me arranjem o esquentador penso em como será a vida depois do sol explodir. É autor dos romances Se Não Podes Juntar-te a Eles, Vence-os e Há Sempre Tempo para Mais Nada. A Imortal da Graça é o segundo que publica na Quetzal.
Projeto de solidez e maturidade, a Apocryphus nunca desilude. A edição é cuidada, num projeto que se tem mostrado sustentável e de continuidade. Com Monstros como tema, as histórias desta edição desafiam e intrigam-nos, jogando com mitos e iconografias, mas também com o horror dos momentos contemporâneos. Resenha completa em H-alt: Apocryphus - Monstro.
Penso que este seja o melhor dos "volumes" da série antológica apocryphus, ou pelo menos aquele de que terei gostado mais. A história que achei mais bem conseguida foi "Visão". E a arte de "Pós-Parto" está magnífica.