O que você faria se pudesse mudar o passado?Adriano não tem uma vida exatamente bem-sucedida. Com 33 anos ele ainda dorme em uma cama de solteiro na casa da mãe, tem um emprego temporário (que já dura três anos) como mágico de festa infantil e o relacionamento mais longo que já teve foi provavelmente com uma garrafa de cerveja importada que ele encontrou em promoção no supermercado. E tudo isso, ele jura, é culpa do que aconteceu vinte anos atrás no dia do seu aniversário.Mas então o que aconteceria se ele tivesse a chance de mudar o passado?Depois de um encontro com uma máquina de fliperama que o faz perder a consciência, Adriano acorda preso em seu corpo de onze anos. É 1997. Não existe celular. O jeito mais moderno de ouvir música é com um discman e as crianças acham que bichinho virtual é o ápice da tecnologia. A camisa do Brasil só tem quatro estrelinhas sobre o brasão, merthiolate arde e televisões de tubo estão espalhadas por toda parte.Agora Adriano tem uma semana para tentar mudar o dia que, de alguma forma, definiu sua vida para sempre.Enquanto tenta reatar laços com antigas amizades, entender o divórcio dos pais e navegar o incrível mundo da sexta série do ensino fundamental, Adriano percebe que fazer as coisas de um jeito diferente pode ser perigoso — e que talvez sua vida não seja a única que ele pode mudar.
Ainda que não vivi 1997 (sou de 1999), esse livro me trouxe tanta nostalgia e tantas memórias boas da infância. A história foi muito bem construída, os personagens são cativantes, a evolução do protagonista é linda. Leiam essa história, valorizem a literatura nacional!
A primeira metade do livro, embora seja meio "eu não sei porque, mas não consigo dar 5 estrelas ainda", tem um aspecto tão impossível de largar a leitura que me peguei tendo que desacelerar quando Adriano vai para sua terceira tentativa e é aí que o livro consolida aquela estrela que faltava. Vou tentar escrever uma resenha melhor no meu blog, se eu conseguir, edito aqui com o link, mas a versão tl;dr é: fácil de ler, cheio de referências ótimas, com um senso de humor característico (que quem conhece a Juliana pessoalmente como eu vai poder encarar como Easter Egg!) e um final bem satisfatório por motivos que não vou explicar porque sou misteriosa assim. Leia.
Adriano tem mais de 30 anos, vive com a mãe, possui um emprego temporário mal remunerado como mágico, não possui um círculo de amigos próximos – e ele crê que a razão disso é o incidente de vinte anos atrás... Em um dia ruim, Adriano entra no fliperama e acaba voltando ao passado. Sim, ele agora tem onze anos, é 1997 e, em poucos dias, o incidente que estragou sua vida irá acontecer. Mas aos poucos, ele percebe que as coisas são mais complexas do que ele lembrava... Pontos positivos: 1 a construção dos personagens é excelente, especialmente o Adriano, que inicialmente é um grande babaca, mas aos poucos se aquece ao leitor, ao ver que ele percebeu seus erros e deseja ardentemente muda-los; 2 as referências a década 90 contextualizam muito bem a mudança de tempo sem que seja apenas um grande saco de referência sendo despejado na história; 3 o que acreditamos que seja a antagonista é aos poucos aprofundado e facilmente compreensível; 4 as dificuldades que as crianças possuem em saber como se comportar e como responder a situações delicadas é compreensível; 5 a amizade entre Hiro, Adriano e Helena é muito adorável; 6 o desenvolvimento da história é bem dividido e em momento algum fica entediante, mesmo quando estamos “presos” na mente de uma criança durante uma aula pela terceira vez rs; 7 a relação do trio com seus familiares é bem construída. Inclusive como a relação de Adriano com seu pai foi afetado, após o divórcio dos pais. Pontos negativos: 1 a relação romântica soa um pouco demais, quando poderia ser apenas amizade.
A autora desse livro tinha me mandado o arquivo dele pra eu ler há tanto tempo que eu real estava morta de vergonha de não ter lido antes, mas independente do quanto eu demorei pra finalmente ler, estamos aqui depois da leitura.
Não sei se tenho palavras pra descrever o quanto amei ler essa história. Pra começar, a identificação com muita coisa do que ela escreveu veio MUITO fácil. Personagens com idade próxima da minha (sou só um pouco mais nova que o protagonista do livro), e o clima de final da década de 1990 em cidade pequena eu achei que ficou representado de um jeito PERFEITO.
A sensação de ler a história de Adriano e seus amigos foi tão agradável, mas tão agradável, que, sério, eu não esperava que a sensação da leitura fosse ser parecida com um abraço de tão gostoso que foi. Tem muito que a Juliana representou que são questões sensíveis pra mim, e a delicadeza e sensibilidade que ela teve foram fantásticas. As referências sobre como era viver na época onde ela colocou a história só ajudam a deixar tudo uma delícia de ler pra quem também tava lá pelo final da infância/início da adolescência na mesma época.
A Juliana escreve bem de um jeito que pouquíssima gente consegue. A estrutura do texto tá excelente, a construção do ambiente e do elenco da história tão lindas, e a construção de tensão também ficou ótima.
Não tem nada que eu possa dizer sobre este livro que não sejam apenas elogios.