Portekizli çizer Paulo Monteiro’nun hikayelerini resimleme ya da desenlerini hikayeleme tarzında geniş ilgi alanlarının sağlam temellerinin yanı sıra, karanlık bir şey de var. Aşk, aile tarihi, savaş, yalnızlık, çocukluk ve yadigarlar sanatçının anlatısında en saf hallerini pek de en güvenli olmayan biçimlerde buluyor. Ortaya ise her bir paneli kendi tarzında tekil bir esere dönüşen bu özel kitap çıkıyor.
En iyi Portekizce Grafik Roman, Amadora BD, Portekiz 2011
En iyi Bağımsız Grafik Roman, Central Comics, Portekiz 2011
Sheriff d’Or Ödülü, Fransa, 2013
En iyi Yayımlanmış Grafik Roman, Generalitat Valenciana, İspanya 2013
Paulo Monteiro nasceu em Vila Nova de Gaia em 1967. A partir dos 13 anos começou a ilustrar fanzines de poesia, cartazes e murais. Em 1987 matriculou-se em Letras, na Universidade de Lisboa. Durante esse período estudou Pintura e Cenografia para Teatro. Quando se licenciou, em 1991, foi viver para Beja, a sua cidade adotiva.
Teve (e tem) interesses e atividades muito diferentes: trabalhou nas vindimas, passou filmes de Buster Keaton e Charlot de terra em terra, escreveu para a rádio e para os jornais como jovem jornalista, trabalhou no Cais Marítimo de Alcântara, compôs músicas, tocou guitarra em lares, foi professor de Geografia e Ciências da Natureza, fez cenários e figurinos para teatro, fez teatro de sombras chinesas e teatro de fantoches, participou em escavações arqueológicas, etc., etc. Também fez a curadoria de dezenas de exposições de azulejaria, banda desenhada, escultura, ilustração, pintura antiga, etc.
Escreveu e publicou 4 livros de poesia: Poemas (1988), Poemas a andar de carro (2003), Poemas Japoneses (2005) e 25 voltas ao Equador para te encontrar (2014).
Também publicou dois livros de banda desenhada: O Amor Infinito que te tenho (2010), e Mariana (2019) [mais recentemente Fialho de Almeida, um homem sem medo (2021)]. O Amor Infinito que te tenho teve uma enorme repercussão em Portugal e no estrangeiro e ganhou vários prémios. Foi distribuído em cerca de 15 países.
Desde 2005 que faz a direção da Bedeteca de Beja e do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, por onde passaram alguns dos mais excitantes autores de banda desenhada da atualidade, como Craig Thompson, David B. ou Mattotti… E também alguns gigantes da 9.ª arte, como Jean-Claude Mézières ou Hermann.
As suas bandas desenhadas foram publicadas em alemão, checo, espanhol, francês, galego, inglês, polaco, português, romeno e sérvio.
Viaja regularmente por Portugal e pelo estrangeiro para expor o seu trabalho ou para falar de banda desenhada.
Acho que nunca me tinha encontrado com um livro que fosse tão ao âmago das coisas que se despisse por completo, deixando a roupagem ao nosso encargo.
É um livro que nos mostra diversos conceitos de amor. O que é, o que já foi e o que nunca chegou a ser. O conceito de cada um desses tipos de amor está lá, mas o quanto cada pequena história nos toca, isso fica ao nosso critério, porque vai depender muito das nossas experiências e vivências.
A alma está na página à nossa frente, mas o corpo que dá vida à ideia, isso fica por nossa conta.
A experiência de leitura será diferente consoante a fase da vida em que nos encontramos. Os bons livros falam sempre connosco, basta para isso ter um coração que funcione, e penso que quanto mais em ferida ele estiver, mais a releitura trará significado.
Mais uma viagem às bibliotecas, mais um livro descoberto ao acaso. Vi-o na seção dos livros editados pela Polvo e não hesitei em pegar nele. Chamem-me "hopeless romantic", não sei, este título chamou logo por mim.
Este é o primeiro livro de banda desenhada de Paulo Monteiro, trabalhado ao longo de 5 anos. Neste pequeno livro contamos com 10 pequenos contos ou singelas histórias sobre o amor. Não só o amor romântico, temo-lo presente nas suas várias formas: o romântico, o sofrido, aquele que acabou, a saudade, etc. Sendo de tão pequena dimensão, uns tocaram-me mais que outros. Realço "O Amor Infinito que te tenho"; "A tua guerra acabou" - que me pôs de lágrimas nos olhos; "O Enforcado" e o "Porque é este o meu ofício".
Zafón tem uma frase num dos seus livros (🤭) onde diz: “Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.” e julgo que este livro será mais um caso disso. Cada um de nós tem uma determinada experiência de vida que nos molda enquanto pessoas e influencia aquilo que conseguimos transpor ou sentir do outro.
As ilustrações são bizarras, sombrias, a preto e branco e nelas notamos a diferença no traço de Paulo Monteiro ao longo dos anos.
Penso que este será um daqueles livros que envelhecerá bem com uma releitura 🤍
10 contos ou micro-narrativas sobre diferentes formas de amor... Amor não concretizado ou retribuído, amor que aconteceu mas acabou, amor sofrido, saudade. São pequenas histórias marcadas pela estranheza, sensibilidade e melancolia, que não me arrebataram, mas onde reconheço uma total entrega do autor.
Tive muita dificuldade em atribuir uma classificação... Por um lado, sei da importância que esta obra teve na banda desenhada portuguesa, tendo ganho vários prémios e reconhecimento estrangeiro (sendo mesmo o livro de BD português mais traduzido), mas por outro, tirando um outro conto, as histórias não me chegaram ao coração (ou às entranhas) e tive pena. Mas provavelmente não tem nada a ver com o valor do livro, mas com a minha falta de experiência de vida e vivências passadas que compreendam alguns dos sentimentos mais pesados, intensos e negros envolvidos em algumas das histórias. Algumas delas pareceram-me demasiado pequenas, com divagações difíceis de compreender. O 1° conto parece um poema ilustrado.
O meu conto preferido é o 9° conto "Porque é Este o Meu Ofício", dedicado ao pai do autor, e que nos fala sobre o estar presente apesar do silêncio, sobre o envelhecimento, sobre o amor não falado mas demonstrado por exemplo num desenho que considero muito bonito, onde vemos o filho a embalar o pai velhinho.
Bu kitap da öyle. Hayat gibi, rüya gibi, yer yer karanlık, yer yer sıcak ve kısa. Kişisel bir eser, yazımıyla, çizimiyle, anlatımıyla. Zihinsel kesitler gibi.
Çok sevdiğim halde niye sevdiğimi anlatamadığım, neye dokunduğunu değil de niye dokunduğunu bildiğim bir çizgi roman. Gerçi bu kitap için çizgi roman demek ne derece doğru olur bilmiyorum. Panellerin her biri, tekil bir sanat eseri olarak sergilense kimse durumu garipsemez. Ya da ne bileyim resimleri çıkarıp Portekizli şair desek, yine olur gibi. Sanki Paulo Monteiro, yazdığı şiirlerin her bir dizesini, çizdiği resimlerden biri ile eşlemiş ve bize "gelin size derdimden kederimden bahsedeyim." demiş, ortaya bu kitap çıkmış.
Kitapla ilgili özellikle değinmek istediğim bi kaç konu daha var. -Kitabın çevirmeni Bengi PAIXAO özel bir tebriği hak ediyor. Hem Türkçe hem de Portekizce hakimiyetinden olsa gerek, nefis iş çıkarmış. Kitabı okurken bir çeviri okuduğunuzu hissetmiyorsunuz. -Elbette bu kitabı basma cesaretini gösteren, Türkiye için basması ve satması zor bir kitabı bu kadar kaliteli olarak (ciltli-kuşe) okuyucuya sunan ve Bengi PAIXAO'yu bulan Flaneur'ü de tebrik gerekli.
-Son olarak kitabın sonunda yazar, nazarımda büyük bir özgüven şovu yaparak, kitabı yazıp-çizerken tuttuğu notları bizimle paylaşıyor. Hali hazırda aşırı kişisel kısa hikayelerden oluşan bu kitap, bu notlar sayesinde bizi yapıcısının kendisiyle kavgalarına bile maruz bırakarak bambaşka bir kişisellik seviyesine çıkıyor.
"Bu hikayelerde ortak bir fikir varsa eğer o da çeşitli kisveler altındaki sevgidir. Ama bu her şeye tutarlılık kazandırmak için yeterli olacak mı?
I need to start by saying this is not my type of graphic novel. I prefer something with a more complex narrative. At first glance, this feels almost like a book for kids.
That said, this is definitely not a book for kids. This is a book for adults that have experienced a lot in life, and the more you have, the more you will enjoy these stories.
This is a book about feelings of the heart. Anyone sensible enough knows very well that feelings can lead to a physical manifestation. You can feel actual physical pain when you are sad or disappointed and feel immortal when happy.
I'm very aware of the worst of humankind but the best can be as powerful, if not more.
I'll end with a suggestion someone very dear to me said: "Read a single story per day. You'll understand why."
Aviso à navegação: este livro pode amachucar o coração do leitor incauto! Obrigada Olga pelo comodato! Foi um livro que me fez chorar e fiquei com vontade de o voltar a ler assim que o terminei...
Uma pequena desilusão... esperava muito mais devido a tudo o que ouvi. No entanto a minha edição tinha um diário no final que me fez ver o livro de outra forma, senão nem tinha chegado às 3 estrelas...que pena...
Livro pequeno, que se lê em menos de 1 hora, com histórias curtas e ilustrações que te fazem refletir sobre o texto/poema escrito. Não é muito o meu gênero, mas por ser de fácil leitura ajuda a quebrar um bocado a ressaca literária
Chorei, por um amor que não queria sentir, por a minha avó, que vou perder, por os meus pais, que não sempre consigo agradecer, e por mim, que não sempre me consigo encontrar.
Hum... O livro tem 60 páginas e contém 10 contos. Obviamente, estamos na presença dum autor que usa um estilo bem lacónico. As histórias são esquisitas, escuras, perturbantes - mais parecidas com os contos de Franz Kafka do que um BD tradicional. Na verdade, apenas dois contos têm a marca duma BD: balões de texto. Os outros são, propriamente, pequenas peças de ficção, alguns pouco maiores do que um tweet, ilustrados com desenhos escuros ou arrepiantes. Fico contente por ter lido mas não tenho a certeza se apreciei. Vou colocá-lo numa prateleira longe da minha cama para não ter pesadelos.
---segunda leitura----
Ah ah, a opinião do eu de há 5 anos não é assim tão longe da verdade, apesar do seu fraco domínio do idioma, mas aquele rapaz com 48 anos não tinha noção da paixão que fundamenta a maior parte do livro. No primeiro conto, o narrador tem um amor escondido. Está esboçado na forma dum monstro ou um demónio que brama fora do apartamento da amada. Noutros, encontramos outras formas de amor: amor de filhos para os seus pais, netos para os avós, e uma barata gigante ao dono da casa onde vive. Coisas quotidianas, estás a ver? Cada história tem o seu próprio estilo artístico, mas há uma sensação arrepiante que se difunde pelo livro todo. Trata-se de um amor assombrado por angústia existencial.
Um modo diferente de ler micro-narrativas: em banda desenhada. O que faz deste livro uma obra ímpar, que nos permite uma versão-desenhada sobre a realidade, sobre as vivências autobiográficas do autor. As minhas preferidas foram "A tua geração acabou", que para mim serviu de explicação para a origem da sovinice dos velhos e a sua obsessão pelas memórias de tempos ruins, numa perspectiva de muito afecto por aparte do autor; "Para lá dos Montes", que me tocou em especial pelo chamamento do mundo, que, quem sabe, nos agarre ao mar de seara e não nos deixe sair daqui. Ou a culpa será do horizonte infinito?
Precisava deste livro e não sabia. Mas talvez tenha vindo no momento certo, apesar de eu o querer há uns anos (sem saber que existia).
Que retrato belo do que o amor é, não deixa de ser e obriga-nos a ser, poemas em forma de BD que aconchegam e perturbam quem os lê. Cada vez mais me orgulho e dependo da literatura portuguesa.
Paulo Monteiro, escreveu e desenhou estas histórias entre 2005 e 2010, tendo recebido vários prémios. Já há bastante tempo que este livro estava no meu radar. São dez pequenas histórias, ilustradas a preto e branco, sem aparente relação entre elas, a não ser o facto de quase todas serem sobre o amor nas suas diversas formas. Gostei muito do traço, que vai sendo diferente de conto para conto, e também destas histórias. Destaco as que mais me tocaram: "A tua guerra acabou", "O enforcado", "Para lá dos montes" e "Porque é este o meu ofício".
Uma banda desenhada que nos faz valorizar as pequenas alegrias da vida e apreciar a companhia daqueles por quem mais estima temos. Um verdadeiro aconchego para a alma e para o corpo. Como um transpirar de uma paz e tranquilidade do próprio autor desta banda desenhada, transfere para as suas ilustrações e para as suas pequenas tiras, sempre muito bem pensadas e escritas com espontâneo rigor, dando sentido aos seus lutos e dando sentido à morte dos seus amores desta vida e um sentido à própria vida. Vale mesmo a pena ler esta banda desenhada!
Muito bonito. Aconselharia sem dúvida. Histórias (poemas ilustrados?) de poucas pranchas mas profundas e reais. No fim do livro os excertos do seu diário considero de valor inestimável para contexto e ajudam muito a preencher a sensação de livro. Biografia interessante. Fiquei fã de Paulo Monteiro
Li há alguns anos. Reli hoje. Uma coletânea de histórias aparentemente pessoais, intimistas, sinceras, cruas/despidas, honestas, algumas inquietantes. Família, guerra, solidão, amor, envelhecimento, esquecimento, morte. Um pequeno livro que não nos deixa indiferentes.