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Memórias de um Craque

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O futebol não tem muitos mistérios: uns toques de joelhos, umas fintas, a alegria de um golo. Já o mistério da infância não tem fim, e sobre ele escreveu como ninguém Fernando Assis Pacheco, o craque que era «o maior da Rua Guerra Junqueiro», nestas 30 crónicas publicadas ao sábado pelo jornal Record em 1972, entretanto tornadas icónicas.

«Se a obra lírica de um poeta é uma longa ficção interior com uma única e solitária personagem, talvez estas crónicas devam ser incluídas na obra poética de Fernando Assis Pacheco. Com essa obra partilham, aliás, como qualquer recenseador de serviço facilmente reparará, o tom conversado e factual, a auto‑ironia, a abundância de vocabulário e alusões de tipo sumido ou familiar. É justamente o excesso de realidade que confere a aura de ficção a toda a literatura de tipo memorialístico, e as memórias do problemático craque da bola de borracha e da fisga Fernando Assis Pacheco, rei dos toques de joelhos, dos picanços, dos passes de calcanhar, dos chutos em moinho e muito mais, tal como melancolicamente as conta, muitos anos depois, um outro Fernando Assis Pacheco, não escapam à regra.» – Manuel António Pina, Posfácio

133 pages, Paperback

First published January 1, 1972

39 people want to read

About the author

Fernando Assis Pacheco

25 books15 followers
FERNANDO ASSIS PACHECO nasceu em Coimbra, a 1 de Fevereiro de 1937.
Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi poeta, ficcionista, jornalista e crítico. O avô paterno foi redactor da revista Vértice, circunstância que lhe permitiu privar de perto com Joaquim Namorado e outros poetas da sua geração como Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos.
Publicou o primeiro livro de poesia em Coimbra, em 1963: “Cuidar dos Vivos”, poesia de intervenção política, de luta contra a guerra colonial. O seu segundo livro de poesia “Câu Kiên: Um Resumo” (título vietnamita para escapar à censura fascista), foi publicado em 1972, mas conheceria a sua versão definitiva em “Katalabanza, Kiolo e Volta”, em 1976. No mesmo ano publicou “Siquer este refúgio”, também de poesia.
Em 1978 publicou o livro de novelas “Walt ou o frio e o quente” e em 1980 “Memórias do Contencioso e outros poemas” que reuniu poemas publicados entre 1972 e 1980.
Em 1987, mais um livro de poesia: “Variações em Sousa”. E outro em 1991: “A Musa Irregular”, onde reuniu toda a sua produção de poeta até esta data.
Estreou-se no romance com “Trabalhos e paixões de Benito Prada: galego da província de Ourense, que veio a Portugal ganhar a vida” em 1993.
Morreu em Lisboa, com 58 anos, à porta da Livraria Bucholz em 1995.

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Profile Image for Simão Pedro.
103 reviews1 follower
October 12, 2023
A infância volta sempre. Na corrente do tempo, sob a forma de uma memória que sangra saudade. E voltará, sempre que procurarmos a felicidade.
(Instância de conclusão: aula de refrigeração e bombas de calor :p)
Profile Image for Ricardo Cardoso.
28 reviews
April 10, 2019
De quando o futebol mais importante do mundo se jogava na rua entre crianças com pensamentos de marialvas. De como se escrevia com um sentido de humor tão rico que damos por nós a ler sempre a sorrir, quer das graçolas do escritor, quer da nostalgia de tempos passados cuja escrita nos faz recordar.Já não me divertia tanto a ler um livro português desta maneira desde o "Crônica dos bons malandros" de Mário Zambujal. Eram 4,5 estrelas na certa, mas ficam 4 com a garantia de que o escritor era tão craque com uma caneta como com uma bola.Lê-se num fôlego a suspirar por mais.
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