Desde muito jovem Hannelore Schultz sabia bem o que não queria: o desconforto, a pobreza e os modos rudes do ambiente onde crescera. Mas também sabia o que queria: luxo, riqueza, poder. Nada disso combinava com o vilarejo da sua infância e juventude. Logo que surgisse a oportunidade pretendia sair dalie a porta abriu-¬se com o início da perseguição aos judeus. Berlim parecia-lhe ser a resposta para as suas ambições. Estava certa.
Quanto a armas, usaria as que tinham nascido consigo e aprimorá-las-ia ao longo do tempo: rara beleza, elevada capacidade de sedução, inteligência, foco. Para Hannelore nada mais contava do que a sua vida, os seus planos, a sua ambição. o mundo estava lá para servir o seu objectivo de ascensão social, degrau a degrau. Ambição, sexo, traição tudo isto se revela neste romance que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, a Berlim que se julga dona de tudo, os campos de extermínio nazistas na Polónia.
Com capítulos curtos, a ação é espetacularmente rápida! Não dá para respirar e pensar muito no assunto porque já aconteceu mais alguma coisa nesse entretanto! Sexo, corrupção, espionagem, intriga, suspense e manipulação em grandes doses. Cheio de reviravoltas interessantes, prendeu até ao fim! Espetacular! Fiquei contente por ter lido um livro em que o protagonista não é o típico bonzinho da fita! Vale muito a pena ler, independentemente das datas/acontecimentos estarem factualmente correctos ou não, é uma história muito boa.
Hannelore Schultz é uma mulher fria e calculista. Não gosta de ninguém a não ser dela própria e, por isso, não lhe custa nada fazer tudo o que está ao seu alcance para subir na vida.
Oriunda de uma pequena localidade distante de Berlim, tendo como ascendência uma família humilde, Hannelore tem uma coisa que joga bastante a seu favor: a sua beleza estonteante que deixa todos boquiabertos à sua passagem.
E é a sua beleza que vai ser o ponto de partida para sair da terreola. A perseguição aos judeus e a influência cada vez maior dos nazis fazem com que a jovem mulher ganhe cada vez mais poder em colocar-se sempre presente nas ocasiões mais favoráveis.
Marcio Pitliuk, escritor e cineasta, é um dos maiores especialistas brasileiros no Holocausto, escreve bem, e leva o leitor a caminhar com ele os caminhos horrendos desta história mundial, através de uma personagem asquerosa e de quem é fácil odiar. Hannelore não tem nada de bom, mas é através dela que vamos percorrendo, cronologicamente, o início da ascensão nazi na Alemanha, passando para os horrores dos campos de concentração até ao culminar da guerra com a chegada dos soviéticos, que também não traziam nada de bom. O desfecho para esta vil personagem é o espectável, pelo que gostei imenso de toda a trama e só o posso recomendar.
Marcio Pitliuk é um dos maiores especialistas do Brasil sobre o Holocausto. E esse vasto conhecimento que possui surge em cada página deste romance. Foi, sem dúvida, esse facto o que mais me atraiu nesta leitura.
A personagem é, no mínimo, asquerosa e vil. Não cria qualquer empatia no leitor. O seu desejo de subir a todo o custo, a sua frieza nas relações que estabelece e a sua vontade de enriquecer a todo o custo, a sua dissimulação crescente, faz desta alemã uma pessoa de quem é fácil sentir desprezo.
Por detrás desta história ficcionada, a História cronologicamente muito bem descrita sem o leitor dar conta disso. Questões sobre este tema interpoem-se a quem lê. Quem foi verdadeiramente responsabilizado, após o fim da guerra, pelos seus actos? Quem ficou impune e porquê?
Gostei muito. A escrita é simples, directa mas esta história poderia ter realmente acontecido.
– Herr comandante Wolfberg, apresento-lhe Frau Schmidt. O oficial levantou a cabeça e quase deixou o cigarro cair da boca ao colocar os olhos em Hannelore, que caminhava em sua direcção como se estivesse nas nuvens. Era exactamente esse o efeito que ela queria causar. O agente ficou sem reacção. Apagou o cigarro fora do cinzeiro. Os seios de Hannelore balançavam de um lado para o outro no decote ousado e justo. Um leve sorriso insinuante pousava em seus lábios entreabertos. O oficial se levantou, ajustou o casaco, deu a volta na mesa e cumprimentou a alemãzinha com um beijo na mão. Sem que ele autorizasse, ela sentou -se e cruzou as pernas, deixando aparecer um pouco mais do que o recomendável. Quando o jovem assistente parou ao seu lado, insinuando a sua participação no encontro, Hannelore lançou-lhe um olhar fulminante. Ele imediatamente entendeu o recado e retirou -se, deixando os dois a sós. O oficial da Gestapo foi até uma mesa repleta de bebidas importadas e ofereceu-lhe uma bebida. – Obrigada, não bebo. O homem, então, pegou uma cigarreira de prata em cima da mesa e ofereceu-lhe um cigarro. – Obrigada, não fumo. – Incomoda- se se eu fumar? – Fique à vontade. O agente sentou-se na cadeira ao lado de Hannelore. Não conseguia desviar o olhar do decote e das pernas da jovem. Ela percebia, mas fingia que não. – No que posso ser útil, Frau Schmidt? – perguntou ele, da maneira mais educada e elegante que conseguiu. Hannelore achou engraçada a delicadeza do agente da Gestapo, conhecido por ser um homem bruto e violento. Vindo dele, aquela gentileza até espantava. Ela levou as mãos ao rosto como se fosse chorar, os olhos já mareados. Respirou fundo antes de começar a falar. O agente a olhava sem saber como agir. A jovem espantava-se com o próprio talento. Não era à toa que Leni Riefenstahl insistia para que ela se tornasse actriz. Tirando um lenço da bolsa, enxugou uma lágrima de crocodilo e mordeu os lábios: – Desculpe, já vou me recompor – disse, ao mesmo tempo em que cruzava e descruzava as pernas, ele acompanhando os seus movimentos com o olhar. Hannelore respirava fundo, inflando os seios como se quisesse estourar o vestido. O efeito que isso causava era mais fatal que uma granada. – Herr comandante Wolfberg… – Pode me chamar de Franz – ele interrompeu, tentando criar intimidade.
3,5* Uma história ficcionada que na realidade pode ter acontecido. De leitura rápida devido aos capítulos curtos. Uma personagem em que só me apeteceu bater-lhe durante todo o enredo, pelo seu egoísmo e calculismo. Uma história de sexo, corrupção, espionagem, intriga e suspense durante a II Guerra
Este livro conta a História de Hannelore uma mulher sem escrúpulos, Asquerosa , que aproveita a sua beleza e o seu corpo escultural para ludibriar homens ricos que são manipulados a fazer tudo o que ela quer . Passado em plena guerra esta mulher não irá olhar a meios para ter todo o tipo de luxos e mordomias . Senti ódio a esta mulher mas também aos homens que só pensado em prazer se deixaram enganar sem nunca perceberem o fingimento descarado de Hannelore . Um livro viciante com uma história muito bem contada . 5 ⭐️
Quem me conhece sabe que eu sempre brinco com a frase “cada um usa as armas que tem”, e lendo a A Alpinista, esta frase não me saiu da cabeça.
Hannelore é uma alemã linda que não se conformava com a vida que tinha. Nascida em uma família pobre de camponeses, ela vivia na pequena vila de Lilienthal. Inconformada com sua situação, desde muito cedo ela queria e sonhava com mais: jóias, roupas, viagens, carros, casa, a vida glamorosa das grandes cidades.
Mesmo sendo uma adolescente, ela tinha ciência de seu poder de sedução, e sabia que ele seria sua arma para sair daquele fim do mundo.
Seus planos começaram com o seu casamento com o professor mais respeitado da cidade. Com ele aproveitou para treinar e aprender a arte do sexo e da sedução. Ele comia nas suas mãos. Mas ainda era pouco.
Quando conheceu um rico e influente advogado em uma de suas visitas a Berlim, ela percebeu que um novo degrau de seu sonho estava disponível. Com muita inteligência e astúcia, ela se mudou para Berlim e começou de fato sua jornada à vida de luxo que tanto almejava.
Em meio a 2° Guerra Mundial, Hannelore usou e abusou do que tinha em mãos, sua inteligência e beleza. Colecionou homens e tirou proveito do crescimento do nazismo. Como um tanque de guerra, frio e calculista, foi descartando quem não tinha mais serventia em sua meta de vida.
Dentro do alto escalão do Terceiro Reich, Hannelore tinha em mãos tudo o que havia desejado para si. Sempre um passo à frente de tudo e de todos, e com certa dose de sorte.
O autor Marcio Pitliuk, especialista em holocausto, mostra todo o crescimento da protagonista em meio ao caos que o nazismo estava causando. Usando de forma clara, o papel que muitas mulheres nazistas deram como desculpas para não serem incriminadas pelas atrocidades de seus maridos: "kinder, küche, kirche" (crianças, cozinha, igreja).
Baseado em alguns fatos reais, o leitor viaja para uma época não tão distante, e acompanha a ascenção e queda do regime nazista, assim como toda a destuição por ele causada. Com um final surpreendente e até poético, conseguimos ver, o que talvez seja o único gesto de humanidade desta mulher que usou com maestria seu corpo e mente para chegar onde queria. Uma leitura mais do que recomendada.
Este livro foi claramente escrito por um homem. O autor descreve fisicamente as mulheres, principalmente a personagem principal, de uma forma tão sexista, que até me custa a descrever.
Nesta narrativa, só existem duas opções: ou se é uma mulher egoísta e sem sentimentos (a má) ou se é uma mulher ingénua, enganada por tudo e por todos (a boa), não existindo um meio termo.
Para além disso, a história é muito descompassada, dando a impressão que as coisas acontecem ao acaso e sem explicação.
Os únicos pontos que gostei do livro foram alguns relatos de acontecimentos da segunda guerra mundial e da Alemanha nazi e o final do livro
Este é dos poucos livros em que consegui manter para com a protagonista uma aversão intensa do início ao fim do livro. Como é que uma mulher com uma aparência exterior tão cativante consegue ser tão frívola, tão vazia, tão displicente, malévola, maquiavélica e narcisista? Hannelore Schultz é uma verdadeira psicopata, oriunda de uma família humilde e pobre, de Lilienthal, uma pequena aldeia, de que ela ambiciona libertar-se para se tornar numa alpinista social. Nem que para isso tenha de magoar as pessoas, nunca mais voltar à terra ou querer saber dos pais, denunciar, abandonar… Para ela, não há limites. E a sua arma é a beleza com que nasceu e que vai aprimorando com toda a sensualidade que lhe proporcionará Berlim, para onde viaja com o marido, o professor Hans Schmidt. Para ela não há limites nem têm lugar sentimentalismos, tudo o que faz é sem olhar a meios ou ficar com remorsos. Não tem tempo para pensar no que a pode perturbar, preocupada que está em subir sempre mais um degrau na ascensão social. Tudo o que faz (não o que sente, pois não creio que sinta nada) é premeditado e ditado por uma ambição desmedida e imparável. Durante o Holocausto, acaba por se aproveitar da guerra para continuar a subir na vida, mostra uma indiferença perante os homicídios nos campos de concentração, preocupada que está consigo própria. Acredito que tenham existido muitas Hannelores e muitas mulheres que colaboraram ou compactuaram com os maridos e com os crimes por estes cometidos durante a Segunda Guerra. A última parte deste livro foi a que mais gostei, pois é o momento em que se aborda mais a temática da guerra. O final é também surpreendente em relação à personagem Hannelore, ainda que, em momento algum, ela tenha perdido o seu mau caráter, a sua arrogância e maldade.
Marcio Pitliuk traz-nos neste A Alpinista a história de Hannelore Schultz, uma jovem que sonhava com uma vida longe da aldeia, repleta de luxos e opulência.
Hannelore é uma jovem muito bela, com uma ambição desmedida e uma enorme capacidade de sedução, tendo esta história como cenária a Alemanha durante a ascensão de Hitler e a Segunda Guerra Mundial, os campos de concentração. Ao longo desta história vamos conhecendo uma mulher frívola, que não olha a meios para atingir os seus fins, uma personagem completamente repugnante, que usa o seu corpo e a sua beleza para levar os homens ricos com que se cruza a fazerem tudo o que ela quer. Para ela, tudo na sua vida se resume a subir degrau após degrau e a conquistar a maior quantidade possível de objetos valiosos sem ter de se preocupar com a sua proveniência.
Não sendo para mim possível simpatizar com esta personagem, este foi um dos fatores de que gostei muito: o facto de o protagonista principal não ser o bom da história! Apesar de ser um livro de ficção, vai-nos contando gradualmente a ascensão de Hitler, os desenvolvimentos da Segunda Guerra Mundial, vistas do lado alemão.
Gostei muito deste livro. Não sendo um livro que ficará para sempre na minha memória, daquele que conseguem arrebatar qualquer leitor, é um livro muito interessante. Fico com a questão, já abordada noutros livros sobre esta temática: Será que os oficiais alemãos foram todos condenados pelos seus crimes? Será que alguns passaram impunes? Infelizmente acredito que apenas uma pequena parte foi condenada.
Marcio Pitliuk é considerado um dos maiores especialistas brasileiros sobre o Holocausto e o seu vasto conhecimento aliado a uma escrita simples, direta e ritmada, sempre com algo a acontecer, capítulos curtos, personagens que nos levam a querer percorrer a história, fazem deste livro uma obra muito interessante e que se lê num ápice (também muito devido ao tamanho de letra e espaçamento da impressão).
Este livro foi lido em conjunto com a Patrícia Rodrigues do Blog O Prazer das Coisas e, apesar de não conseguir acompanhar o ritmo dela, foi uma leitura com uma troca de ideias muito interessante. Obrigado Patricia.
O enredo é bom, mas pouco original. É um livro bastante sexista, claramente escrito por um homem hétero: cenas de sexo do ponto de vista exclusivamente masculino, objetificação e sexismo. Escrita e personagens bastante rasos, porém boa ambientação e os fatos históricos são muito bem abordados. A leitura é rápida, pois os capítulos são bem curtos (até demais). Mudei dr ideia sobre ler mais livros do Márcio ao dar uma olhada no Instagram dele. Enfim. Se quer um bom livro de romance de guerra leia Sob um Céu Escarlate.
Não é uma boa ficção. As personagens não passam fidelidade; parecendo criadas no éter. As histórias do livro estão cheias de pontas soltas, muitas vezes desafiando a lógica e o bom senso. Eu tinha a sensação de estar lendo um panfleto ideológico inflamado de um diretório acadêmico. Contudo, a protagonista é "cativante". Você lê aguardando o momento em que ela vai pagar caro pelas suas ações e então mais uma vez o texto frustra
A minha avaliação é suspeita, pois gosto muito de livros sobre a segunda guerra... E esse não é diferente. Possui uma escrita fluida e de fácil compreensão, não deixando de lado fatos históricos perfeitamente colocados de modo que casa muito bem com a ficção proposta. Acho que tudo e todos foram retratados com uma certa distância, quase beirando a superficialidade. Mas ainda sim, foi uma história bem proveitosa.
Foge do clássico chato personagem principal boazinha. Hannelore sabe é que má, e não tem problemas com isso. Traz um panorama ótimo da segunda guerra e suas barbáries, leitura fácil mesmo em um tópico tão denso como o nazismo com direito a plot twist no final. Sem dúvidas uma boa leitura!
Literatura erótica. Descrições exageradas ds mulher que fazem dela uma deusa. Diálogos de um livro young adult. Lado positivo, alguns factos históricos.
O romance do escritor Márcio Pitiliuk, maior especialista em Holocausto do Brasil, traz um cenário real com personagens fictícios. Como o próprio título e subtítulo entrega, a personagem principal, Hannelore, é uma alpinista social e não tem escrúpulos para conseguir o que quer. Articulista e fria, ela usa a beleza como um artifício para conseguir o que quer dos homens. Como mulher, isso me incomodou, mas entendi o contexto e proposta do autor.
Achei curioso termos uma história que foca no papel de uma figura feminina nazista (cúmplice de tudo o que o marido faz). Por ser uma ficção que tem como pano de fundo a época do Nazismo, encontramos muitas verdades na história. São citadas as câmaras de gás, campos de concentração, o sofrimento dos judeus, e tudo o que eles perderam em prol do enriquecimento de famílias nazistas, até a queda de Hitler e de (quase) todos os seus seguidores.
3,5* Uma história ficcionada que na realidade pode ter acontecido. De leitura rápida devido aos capítulos curtos. Uma personagem em que só me apeteceu bater-lhe durante todo o enredo, pelo seu egoísmo e calculismo. Uma história de sexo, corrupção, espionagem, intriga e suspense durante a II Guerra