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Contos de Axé: 18 Histórias Inspiradas nos Arquétipos dos Orixás
O livro reúne textos inéditos de 18 escritores brasileiros oriundos de diferentes regiões do país. A partir dos contos criados com base na mitologia das religiões de matriz africana, Marcelo Moutinho, organizador do livro, afirma que "a ideia é tentar iluminar uma cultura de admirável força alegórica que costuma ser ignorada no Brasil, embora seja tão definidora de nossa gênese".
A seleção dos autores varia em amplitude geográfica, além de raça, gênero, idade, estilo. O elenco é composto por novos talentos, como Itamar Vieira Junior e Geovani Martins, e escritores consagrados como o compositor Nei Lopes, que soma mais de 40 títulos publicados. A escolha dos orixás coube aos próprios autores. Jornalista, escritor, sociólogo e pesquisador da afrodescendência no Brasil, Muniz Sodré comenta, na orelha, que o livro parece dar voz a divindades negras. “Não dá para desfiar um a um os contos do volume, como se fossem contas de um rosário. Dá para anunciar o encantamento da leitura. São pequenas joias narrativas, em graus diversos de intensidade literária, que remetem a um universo de crenças e de pertencimento”, diz.
A seleção dos autores varia em amplitude geográfica, além de raça, gênero, idade, estilo. O elenco é composto por novos talentos, como Itamar Vieira Junior e Geovani Martins, e escritores consagrados como o compositor Nei Lopes, que soma mais de 40 títulos publicados. A escolha dos orixás coube aos próprios autores. Jornalista, escritor, sociólogo e pesquisador da afrodescendência no Brasil, Muniz Sodré comenta, na orelha, que o livro parece dar voz a divindades negras. “Não dá para desfiar um a um os contos do volume, como se fossem contas de um rosário. Dá para anunciar o encantamento da leitura. São pequenas joias narrativas, em graus diversos de intensidade literária, que remetem a um universo de crenças e de pertencimento”, diz.
224 pages, Paperback
Published October 1, 2021
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Community Reviews
Displaying 1 - 7 of 7 reviews
May 25, 2022
O livro é alegórico. Denso. Misterioso.
Aqui e ali há a sensação de não entender. Mas a matéria do livro é mesmo algo que não é óbvio e nao se entende, mas, sim, sente-se. O livro é bom, alguns dos contos, geniais.
Vale um elogio à edição simples e linda da Malê.
Aqui e ali há a sensação de não entender. Mas a matéria do livro é mesmo algo que não é óbvio e nao se entende, mas, sim, sente-se. O livro é bom, alguns dos contos, geniais.
Vale um elogio à edição simples e linda da Malê.
November 27, 2021
Quando me deparei com esse livro na livraria sabia que tinha que ler e devo dizer que foi uma leitura muito enriquecedora.
Eu não sou familiarizada com as histórias dos Orixás, mas sempre fui muito curiosa para entender sobre essa crença tão interessante.
O livro em si faz pequenas introdução aos orixás, tendo logo em seguida o conto. Confesso que tive que voltar para reler a página de introdução após o termino de quase todos os contos para entender como "e" autorxs usaram o arquétipo de cada um - e ainda sim tenho certeza que vou ter que revisitar essas histórias novamente quando meu conhecimento aumentar.
Devo dizer que alguns dos contos não me encantei - alguns até achei a leitura difícil, com um ritmo do qual não gostei.
Outros contos achei curtos, que me deixaram com um gostinho de "quero mais".
Meu favorito foi com certeza "Amor é Merthiolate e não band-aid" de Rodrigo Santos.
Agora estou ainda mais curiosa nas histórias dos Orixás e seus lendas e com certeza vou atrás de outras leituras para me aprofundar em cada uma delas.
Um último detalhe que não posso deixar de falar é que o livro é lindo, com um design super bem pensado e com uma qualidade absurda.
Eu não sou familiarizada com as histórias dos Orixás, mas sempre fui muito curiosa para entender sobre essa crença tão interessante.
O livro em si faz pequenas introdução aos orixás, tendo logo em seguida o conto. Confesso que tive que voltar para reler a página de introdução após o termino de quase todos os contos para entender como "e" autorxs usaram o arquétipo de cada um - e ainda sim tenho certeza que vou ter que revisitar essas histórias novamente quando meu conhecimento aumentar.
Devo dizer que alguns dos contos não me encantei - alguns até achei a leitura difícil, com um ritmo do qual não gostei.
Outros contos achei curtos, que me deixaram com um gostinho de "quero mais".
Meu favorito foi com certeza "Amor é Merthiolate e não band-aid" de Rodrigo Santos.
Agora estou ainda mais curiosa nas histórias dos Orixás e seus lendas e com certeza vou atrás de outras leituras para me aprofundar em cada uma delas.
Um último detalhe que não posso deixar de falar é que o livro é lindo, com um design super bem pensado e com uma qualidade absurda.
November 4, 2022
Alguns contos descrevendo a presença dos orixás, outros por analogias e seus significados, cores e saberes. Gostei mais de algumas construções que outras, mas a coletânea como toda foi bem agradável e instigante.
September 1, 2026
Nem toda história toca a gente do mesmo jeito. Algumas passam despercebidas; outras nos lavam por inteiro, como uma enxurrada. Com "Contos de Axé", descobri que essa variação não é uma fraqueza da obra, e sim sua própria generosidade. Porque enquanto algumas histórias se impregnaram em mim, provocando reflexões que ainda ecoam, todas, sem exceção, me convidaram a um encontro mais profundo: comigo mesmo, com a natureza que me rodeia, com o humano que habita cada uma de nós, e com aquilo que transcende e permanece.
Aprofundar-se nos orixás, nessas entidades que compõem a filosofia e a religiosidade oriundas da África, é permitir-se questionar os paradigmas que carregamos como verdades inquestionáveis. É acessar saberes que nos foram negados, ofuscados ou desvalorizados. É reconhecer que há outras formas de estar no mundo, de compreender o sagrado, de dialogar com o invisível e o palpável simultaneamente.
O livro faz um convite: aceitar, com o peito aberto (vulnerável), com a mente alerta (questionadora) e com a alma receptiva (generosa), tudo aquilo que a vida, as pessoas e as histórias têm a nos ensinar. Porque os orixás não estão apenas nos altares ou nas narrativas de quem os venera. Estão na natureza que nos alimenta, nas forças que nos atravessam, nas pessoas que nos encontram e nos transformam.
Ler essas histórias foi lembrar que o divino não está distante. Está aqui, respirando junto com a gente, em cada escolha que fazemos, em cada momento em que decidimos ser mais ousados como Ogum, mais generosos como Oxum, mais sábios como Orunmilá. As histórias funcionam como espelhos, como convites à autodescoberta, como ferramentas para reconhecer quais forças habitam em cada um de nós.
Para quem busca se reconectar com raízes que talvez nunca tenha tocado, para quem quer expandir seu entendimento sobre espiritualidade além dos paradigmas ocidentais, para quem está cansado de saberes que fragmentam em vez de integrar: este livro traz uma chave para um portal a ser aberto.
Um portal que vai exigir de você curiosidade. E quem se permite estar aberto, verdadeiramente, descobre que há muito mais verdade na vida do que supunha nossa filosofia.
Aprofundar-se nos orixás, nessas entidades que compõem a filosofia e a religiosidade oriundas da África, é permitir-se questionar os paradigmas que carregamos como verdades inquestionáveis. É acessar saberes que nos foram negados, ofuscados ou desvalorizados. É reconhecer que há outras formas de estar no mundo, de compreender o sagrado, de dialogar com o invisível e o palpável simultaneamente.
O livro faz um convite: aceitar, com o peito aberto (vulnerável), com a mente alerta (questionadora) e com a alma receptiva (generosa), tudo aquilo que a vida, as pessoas e as histórias têm a nos ensinar. Porque os orixás não estão apenas nos altares ou nas narrativas de quem os venera. Estão na natureza que nos alimenta, nas forças que nos atravessam, nas pessoas que nos encontram e nos transformam.
Ler essas histórias foi lembrar que o divino não está distante. Está aqui, respirando junto com a gente, em cada escolha que fazemos, em cada momento em que decidimos ser mais ousados como Ogum, mais generosos como Oxum, mais sábios como Orunmilá. As histórias funcionam como espelhos, como convites à autodescoberta, como ferramentas para reconhecer quais forças habitam em cada um de nós.
Para quem busca se reconectar com raízes que talvez nunca tenha tocado, para quem quer expandir seu entendimento sobre espiritualidade além dos paradigmas ocidentais, para quem está cansado de saberes que fragmentam em vez de integrar: este livro traz uma chave para um portal a ser aberto.
Um portal que vai exigir de você curiosidade. E quem se permite estar aberto, verdadeiramente, descobre que há muito mais verdade na vida do que supunha nossa filosofia.
June 20, 2022
Dá para sentir o encantamento em vários dos contos. A energia todinha do Orixá preenchendo e transbordando as páginas. Alguns me comoveram mais do que outros, mas definitivamente a caminhada toda é muito bonita e emocionante para quem é de axé.
April 24, 2023
Essa coletânea é uma boa pedida até mesmo se seu conhecimento sobre orixás for parco (meu caso). Meu conto favorito é o que abre o livro, Crisálida, um fluxo de consciência de primeira, que tira o fôlego e me fez rir.
As pequenas biografias no início de cada conto são uma mão na roda para os leigos, mas nem sempre fica evidente a relação das histórias com seus orixás. Eles se apresentam nas entrelinhas, nos detalhes. E não tem problema algum. Viva a diversidade religiosa!
As pequenas biografias no início de cada conto são uma mão na roda para os leigos, mas nem sempre fica evidente a relação das histórias com seus orixás. Eles se apresentam nas entrelinhas, nos detalhes. E não tem problema algum. Viva a diversidade religiosa!
January 8, 2024
Boa experiência, porém o livro possui o que já é esperado de qualquer coletânea de contos de autores diferentes, alguns são bem mais interessantes do que outros, será pela temática ou pelo estilo de escrita.
Chamo atenção especial para os três últimos, que, para mim, foram os melhores.
Chamo atenção especial para os três últimos, que, para mim, foram os melhores.
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