Uma explosão de barbarismo, feitiçaria e mitologia em uma arte de derrubar o queixo. o bárbaro Vóltar, criado em 1963 por Alfredo Alcala, o lendário artista filipino que teve participação fundamental na famosa revista A Espada Selvagem de Conan, é celebrado nesta compilação que apresenta algumas das mais primorosas artes já feitas no universo dos quadrinhos.
Guerreiro habilidoso e honrado, Vóltar vive em um mundo fantástico e repleto de perigos, habitado por seres mitológicos, monstros e pelos antepassados de variados povos que compuseram a antiga raça humana. Com cada página em preto e branco parecendo uma obra de arte, o autor imprimiu em Vóltar todo o seu estilo detalhado de técnica em gravura desenvolvido em títulos seminais da DC e da Marvel Comics, concedendo aos personagens e cenários uma vivacidade impressionante.
Além das aventuras protagonizadas pelo bárbaro viking, este volume apresenta outras criações de Alcala, como o aventureiro Condor, a saga real do navio de guerra Graf Spee e histórias curtas de vários gêneros, as quais o artista publicou nas Filipinas ao longo de sua prolífica carreira, iniciada no final da década de 1940.
Todos os quadrinhos reunidos aqui passaram por um minucioso processo de restauração, que devolveu o brilho inerente ao trabalho de um dos maiores mestres da nona arte, em uma edição única no mundo, exclusiva dos brasileiros. Com 276 páginas, esta edição de luxo em formato grande e capa dura também traz uma farta sessão de extras com textos exclusivos e galeria de imagens com páginas coloridas.
A arte é fantástica. O Alcala é um artista genial em desenhar bárbaros musculosos, seminus e seus inimigos demoníacos em paisagens improváveis. A edição em papel deve ser primorosa e muito mais detalhada que a digital. Porém é chato. Muito chato. A linguagem é muito formal e o Voltar não tem mais personalidade que uma caixa de papelão molhada num dia de chuva, mas a arte é sensacional. A história também é bem genérica, alguém precisa encontrar o salvador do reino, Voltar quer se aposentar mas precisa voltar a lutar, a uma revelação sobre quem é o inimigo final, parece que há sete sinais apocalípticos, mas só falam dois porque Voltar voltou a chutar bundas demoníacas. Além do Voltar voltando a enfrentar inimigos também temos mais umas histórias menores com o Condor, uma história sobre um navio nazista, umas bobagens com macacos, um história com a Sultana Não-sei-o-quê e mais umas porcarias que demonstram o talento e a versatilidade do artista.
La storia è una, più o meno anonima, storia fantasy medievaleggiante con orchi, umani, un eroe sullo stile di Conan o Kull. Nulla, in se, che meriti particolare attenzione. Sono i disegni di Alcalà che meritano la lettura. Per quanto poco noto al grande pubblico, il filippino ci sapeva senza dubbio fare e il suo tratto preciso, strabordante di tratteggio e dettagli nelle doppie tavole d'apertura dei singoli episodi, è un piacere alla vista. Quindi penso proprio che le 3 stelle, per questa opera perduta di metà degli anni '70, se le meriti.