Nova obra do premiado autor Fabrício Carpinejar, Depois é nunca retrata a despedida e o luto em forma de crônicas sensíveis e emocionantes.
Depois de focar na relação entre amigos, entre pais e filhos, entre marido e mulher, é chegada a hora de falar sobre aquela que é a única certeza que temos nessa a morte. Em seu novo livro, Depois é nunca, Carpinejar tece envolventes e delicadas narrativas sobre o luto.
Em crônicas que falam sobre o quanto não sabemos reagir ao luto, Carpinejar encontra palavras que possibilitam o fluxo nítido de pensamentos junto dos sentimentos, com a sabedoria de quem sabe mexer com a magia das palavras. Ele escreve como quem te escuta. As dores de amores perdidos, reparados, disfarçados, contidos, escondidos.
Em Depois é nunca sua escrita é norteada pelo luto, pela saudade e pela esperança. Carpinejar trata dos sentimentos e das angústias de uma maneira tão única e leve que até assuntos considerados tabu, como a morte, ganham um significado especial em linguagem simples.
Seus textos ponderam sobre a intuição de que a morte vai chegar, e sobre o esforço feito para evitar as a intuição e a morte. As memórias guardadas do derradeiro momento em que chega a notícia da morte de alguém. A incredulidade daquilo que já aconteceu e se demora a aceitar. A gratidão pela companhia dos momentos em vida, da memória boa que resta em quem fica.
Depois é nunca é uma leitura emocionante e leve que acompanha a saudade de quem perdeu alguém querido. É uma reflexão sobre a importância de não adiar afetos, afinal, depois é nunca.
Carpinejar, Fabricio Carpi Nejar, poet and journalist, master degree in Brazilian Literature for UFRGS.
Nasceu em 1972, na cidade de Caxias do Sul (RS), Fabrício Carpi Nejar, Carpinejar, poeta, cronista, jornalista e professor, autor de vinte livros, oito de poesia, cinco de crônicas e sete infantojuvenis. É apresentador da TV Gazeta, colunista do jornal Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha. Seus poemas aparecem como questão de grande parte dos vestibulares do Brasil, como UFRJ, UFRGS e Universidade Católica de Goiás. Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. Seu blog já recebeu mais de dois milhões de visitantes e o twitter ultrapassou cento e cinquenta mil seguidores.
Então foi assim , numa noite em que a insônia ameaçava apanhar em suas garras , eu escolhi um livro improvável que havia na minha imensa galeria de livros que eu quero ler . Nesta noite o eleito foi o livro de Fabrício Carpinejar -”Depois e Nunca” - peguei-o como muitos outros , sem ler nada a respeito , e deixei-me levar pela surpresa da Leitura . Gostaria que você também leitor fosse surpreendido como eu fui , pois o tema deste livro interessa a todos nós , ainda mais depois de dois anos de pandemia , quem é que não chora por alguém que se foi . Então nesta noite eu me vi nas páginas deste pequeno livro , chorei ao ler outras partes . Carpinejar pegou a essência do sofrimento da perda , não de forma sentimentalista , nem irracional , mas de uma forma muito humana e sensata . Eu vou agradecer ao autor por este livro que me ajudou no meu processo de Luto , e me fez dar boas risadas também , sobre a comédia que é nossa vida .
Segundo livro que leio de Carpinejar com a temática do luto (o primeiro foi o manual do luto.), mas ele não foi tão bom quanto o primeiro.
Depois é nunca ainda traz a mensagem de que devemos aproveitar a vida enquanto a temos nas nossas mãos. A brevidade dela é algo que devemos apreciar, segundo a segundo. Vivendo no presente, com as pessoas que amamos e fazendo o que nos dá propósito e senso de pertencimento ao mundo.
Mas o autor divaga demais. Chega a escrever coisas tão abstratas voltadas a um “poetismo” que não cabe no tema, não pra mim, pelo menos.
Trechos como: “a audição abraça o que estiver pela frente, apertando o nó entre os cadarços e o chão. É como andar de ouvidos descalços, reconhecendo um botão se descolar da camisa, um estalo de caroço na árvore, um deslocamento de mínima pedra, uma explosão de flor, com acentuada nitidez”.
“Os poros vulcânicos se dilatam numa erupção da nossa sensibilidade. Ninguém pode mentir que não se encontra arrepiado. É uma comoção visível aos olhos, que se espalha pela pele, que corre por todo o corpo pela bicicleta do sangue”.
Quero dizer que eu (que acredito ter uma sensibilidade até “a flor da pele” demais) achei a forma do autor escrever algumas partes do livro como se quisesse fazer poesia dele. O que não aconteceu, apenas deixou o livro confuso de ler e até mesmo “viajado” demais.
Cada dor por uma perda é individual, intrasmissível. Está lá para ser percorrida, esgotada, por si só. Mas ela pode ser compreendida por outra pessoa, reconhecida por um semelhante que atravessou esse mesmo caminho em algum momento de sua vida. Em silêncio. E pode ser comunicada apenas quando encontra um intérprete à altura do seu vazio. Quando li ‘Depois é nunca’, de F. Carpinejar, chorei Niagaras. Reencontrei nele os meus lutos, os desamparos, os abismos. Reencontrei as palavras que não me acompanharam então, que nem sabia que existiam. Agora estão aqui. ‘Depois é nunca’, de F. Carpinejar, é um triunfo da compaixão e da capacidade de expressão.
Meu primeiro do carpinejar e eu fui completamente sem expectativas. sabia que era um livro que falava sobre luto e só. confiei.
o livro é curtinho e a escrita bem tranquila. parece que ele tá conversando com o leitor, então da pra ler bem rapidinho.
tive que ler com uma cartela de post-it do lado porque toda hora tinha uma coisa relevante (pelo menos pra mim) pra marcar e levar pra terapia depois kkk.
acho que pra quem vive o luto e busca alguma forma de entendimento da situação e dos próprios sentimentos, pode ser um bom começo.
Primeiro livro que leio desse autor. O tema desse livro é sobre o luto. Acredito que só podemos viver plenamente se pudermos falar sobre a finitude da vida. Certamente, foi uma leitura que provocou certos desconfortos ao imaginar e/ou lembrar a perda de entes queridos e também a própria finitude. Fiquei interessada em ler outros títulos do Carpinejar, pois o autor deixa transparecer na escrita a delicadeza das emoções.
"Depois é nunca" é um pequeno livro sobre o luto que de pequeno tem apenas o número de páginas. Meu Deus. A arte de conseguir captar os sentimentos com a morte de alguém e transformá-los tão bem em palavras é indescritível. Sinto-me albaroada e remexida. Parece que saí de uma sessão de purga emocional.
Nunca tinha lido livros desse autor e conheci por acaso. O livro é pequeno mas eu li aos poucos porque as vezes precisava parar para pensar. Me trouxe boas reflexões e acho que valeu a pena a leitura.