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Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci

Para Alfredo Bosi, reconstituir a imagem de Leonardo da Vinci é uma tarefa árdua, mas essencial para descobrir os vínculos entre a originalidade de sua arte e a ousadia de seu pensamento científico. Neste ensaio, Bosi reflete sobre o processo criativo do mestre florentino, percorrendo livremente seu trabalho artístico e intelectual e destacando sua singularidade. Esta, de acordo com Lorenzo Mammì, corresponde à “concepção da natureza como uma totalidade orgânica em transformação contínua e, portanto, o interesse em tudo que é instável [...]; a busca de uma nova relação entre experiência, imaginação e fazer, segundo a qual conhecer a natureza é também recriá-la, no pensamento e na obra; finalmente, uma escrita que privilegia, contrariamente aos tratados sistemáticos, a anotação pontual, o aforismo, o provérbio e o ditado popular, em que melhor se manifesta a instabilidade do mundo e do destino”.

88 pages, Hardcover

Published January 1, 2019

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Alfredo Bosi

41 books13 followers
Alfredo Bosi é um professor universitário, crítico e historiador de literatura brasileira, e também imortal da Academia Brasileira de Letras.

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Profile Image for Giovanna Mastena.
18 reviews1 follower
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December 14, 2025
Como uma boa jovem progressista, eu já escutei muito letrux na vida (e letuce também). quando ela cantou que queria estar em todas coincidências do mundo, eu achei isso em si uma coincidência.

Por que? Porque eu também queria muito estar em todas coincidências do mundo.

E quem não quer? é um pouco uma atividade de reconhecimento e de decodificação de dar sentido para a falta de sentido de tudo… e empacotar como sorte, acaso, destino e das coisas que acontecem e apenas são.

Toda vez que uma coincidência acontece me dá um verdadeiro tesao.

Nem toda coincidência é mística. Três semanas atrás a Livia e meu pai me mandaram mensagem com poucos minutos de diferença avisando que estavam indo pro dentista. Nada lindo. Nada sexy. Mas poético em sua corporealidade, na sua banalidade, e sorri igual.

Algumas coincidência um pouco “você precisa parar de pensar em semelhancas”. Como por exemplo a filha do Joyce e o Artaud estarem no mesmo manicômio em Ivry e ninguém falar sobre isso (por que falariam?).

E aí tem essas coincidências que são meio os encadeamentos literários inesperados e que me faz esboçar sorrisos pela intertextualidade em obras que não se citam mas conversam entre si apenas pelo simples fato de eu ter escolhido nessa ordem. Então aqui algumas coincidências:

- amar verbo intransitivo e demien combinam tematicamente de uma forma bastante inusitada. O processo de amadurecimento do sujeito não unitário, a razão e o desejo. O destino e o acaso. Old que o Mário de Andrade seria cainista ou pelo menos iniciado em abaraxas.

- no livro do hesse ele fala sobre as impressões de Leonardo sobre as manchas nas paredes cuspidas. E agora lendo esse do Bosi, as mesmas manchas na parede, ele só não disse que era cuspe. Mas gostei que agora tenho uma memória bem formada sobre Leonardo da Vinci e cuspe na parede: entre movimento e ideia.

Terminei a meta desse ano! Me mimei !!!!!
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