PNL - Recomendado para 5.º e 6.º ano. Coleção: Educação Literária "O Planeta Branco convida os leitores a embarcarem numa nave espacial rumo ao futuro. Numa fase em que o ciclo de vida natural está alterado, é preciso pôr em marcha uma missão de salvamento do planeta Terra. Por isso a Ítaca-3000 parte do deserto do Sahara com um único objetivo: descobrir água no planeta Orizon S-3. Juntamente com os leitores seguem Lydia, Lucas e Baltazar, os tripulantes da nave."
Miguel Sousa Tavares is a portuguese journalist and was born in Porto, on the 25th June 1952. His mother, Sophia de Mello Breyner, was a poetess and his father, Francisco de Sousa Tavares, a lawyer and a journalist. After taking the Law course, he carried advocacy during twelve years, but left it permanently to become a full time journalist. He first appeared at television in 1978, by entering the Radiotelevisão Portuguesa channel (Portuguese Radiotelevision). In 1989, he was one of the creators of Grande Reportagem magazine (Big Report) and he became director of it in 1990, place where he settled during ten years. He also published some chronics and wrote to the journal Público (Public) from 1990 until 2002. At the same time, he also wrote chronics in other publications such as A Bola (The Ball, a sport journal), Máxima (Maximum, a female magazine) and in the online journal Diário Digital (Digital Diary). He worked at SIC, a private TV channel, where he hosted information programmes such as "Crossfire". He left SIC and refused the invitation to be general director of RTP but, in 1999, he returned to the television. He entered TVI in 1999 where he hosted the programme Legítima Defesa (Self Defense) and in 2000 he started to work as a fixed commentator at the Jornal Nacional (Nacional Journal, in TVI). He also released various books, and almost all of them are chronics. The first one, Sahara, a República da Areia (Sahara, the Sand Republic), was edited in 1985 and was part of a report. Ten years later he wrote a collection of political texts called Um Nómada no Oásis (A Nomadic in the Oasis) and O Segredo do Rio (The Secret of the River, a children story). In 1998, the book called Sul (South) came out and in 2001 the book called Não te Deixarei Morrrer, David Crockett (I won't let you die, David Crockett). In this last year, was also edited Anos Perdidos (Lost Years), a colection of chronics dedicated to the govern of António Guterres. His first novel was Equador (Equator), first edited in 2003 and which sold more than 370 thousand copies. This novel was so sucessful that posteriorly was released in Brazil, Germany, Spain, Latin America, Czech Republic and the Netherlands, and also won the 25th edition of the Grinzane Cavour prize for the best foreign novel of the year, in Italy. In October of 2007, Miguel Sousa Tavares released Rio das Flores (River of Flowers), also a success.
Não sou particularmente a admiradora mais acérrima de Miguel Sousa Tavares. Recordo-me de ter lido e devorado há muitos anos a sua obra mais conhecida – Equador – e de ter lido também Rio das flores. Deixei de lê-lo por causa de uma antipatia que foi crescendo à medida que me enfurecia com as suas opiniões parciais e pouco ou nada abonatórias sobre determinados assuntos. A partir de uma certo ponto, recusei-me a ouvi-lo e a lê-lo e só concordei em fazer um parênteses nessa recusa quando abri um dos saborosos envios da Clube do Autor, dentro do qual vinham duas obras – uma de ficção adulta e O planeta branco, obra juvenil do filho de Sophia de Mello Breyner. Ao ter o livro nas mãos, reparei de imediato na sua capa de lombada dura. Folheei-o e fiquei agradada com as ilustrações que acompanham a narrativa. Fiquei ainda curiosa com o seu título – qual seria o planeta branco? Referir-se-ia a algum planeta do nosso sistema solar ou a algum planeta inventado, desconhecido? Com apenas 92 páginas e um número considerável de ilustrações de tamanho também ele considerável, a história de O planeta branco lê-se de uma assentada. Reporta-nos a viagem de três jovens astronautas a bordo da nava Ítaca 3000 e que partiram em busca do planeta Orizon S-3 para comprovar se o mesmo teria as condições necessárias para armazenamento de água. A viagem correu sem sobressaltos até que, ultrapassado o segundo sistema solar, a nave começou a ser desviada da rota sem que nem os astronautas nem os responsáveis da iniciativa em Terra pudessem fazer alguma coisa para evitar o desfecho que se supunha trágico. E mais não conto. Como leitora adulta, digo que gostei bastante desta obra. Gostei da abordagem ecológica que alerta para o quanto o Homem está a destruir o planeta que habita e a dizimar os seus recursos naturais. Gostei das diferenças de personalidade dos três astronautas que comandam a missão espacial. Gostei da descrição da viagem pelo nosso sistema solar e gostei muito da visão e da simbologia que associam as estrelas, o infinito e o planeta que dá título à obra a um lado mais transcendental e portador de possíveis respostas para questões que nos inquietam como seres humanos. Como mãe de um leitor pré-adolescente, recomendo O planeta branco. É uma leitura fácil, rápida, com uma linguagem acessível e uma trama bem conseguida que alia ação, algum mistério, humor ao conhecimento dos astros e de outros possíveis sistemas solares, às preocupações ecológicas e ao quanto o infinito que espreitamos quando observamos o céu pode explicar algumas das inquietações dos Homens. Por fim, como mulher que detesta injustiças, tenho que admitir que esta leitura me fez dar uns dedos da minha mão à palmatória, separar um bocadinho o homem do autor e diminuir um pouco a minha intransigência face ao que Miguel Sousa Tavares já publicou e possa vir a publicar. Resta-me agradecer, mais uma vez, à editora Clube do Autor o envio surpresa da obra. Aqui está a correspondente opinião sincera.
Ítaca parte da Terra para alcançar um planeta com água, pois a água da Terra está a esgotar-se. Mas, a tripulação tem uma aventura diferente pelo caminho e chegam a um local diferente do planeado...gostei, estava à espera de algo mais direcionado aos problemas ambientais e à proteção da Terra. Foi no entanto interessante! https://magic70wolf.blogspot.com/2022...
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Como todas as leituras ou filmes para crianças/ jovens, vem carregado de mensagens sobre o “bem”, recheado de ideais sobre qual deve ser a nossa participação para um mundo melhor. Mas, na “vida real”, não as colocamos em prática, não lhes damos o exemplo daquilo que eles leem/vêm nestas histórias, e por isso acabam por ser apenas isso mesmo, “histórias”.
Este livro não podia ser mais atual, fala do buraco do ozono, da poluição, da falta de água, do calor extremo. Não dá soluções, afinal “São os homens que vivem hoje na Terra que têm o dever de a salvar. Se não forem capazes de o fazer por si, não merecem salvação. Amem a Terra, honrem a vida que receberam!”
Fala também sobre viver o hoje pois “….o homem não deve saber o que existe depois da vida. Deve viver a vida como uma coisa única e preciosa.”
Li este livro, de facto, de uma assentada, mas achei a história má... Mesmo muito má! Não são só as imprecisões científicas (conceitos como "norte-sul" ou "cima-baixo" no espaço não fazem absolutamente sentido nenhum, só para dar o exemplo mais gritante dessas imprecisões), mas todo o conceito narrativo é fraco, as personagens são planas e absurdamente caricaturadas... Enfim, não é por ser filho de Sophia de Mello Breyner Andresen que Miguel Sousa Tavares ganhou o direito de escrever livros infanto-juvenis. Aliás, quem edita estas histórias deveria mesmo repensar o que está a permitir. Fazem-no, claro, pelo interesse mercantilista, afinal o nome Miguel Sousa Tavares venderá sempre muito bem. Agora, cabe a quem compra ter critério e, se quiser uma história realmente boa, então por favor, mantenham-se afastados deste livro!
Esta pequena história fala-nos da vida dos astronautas no espaço, mas vai muito além disso, abordando a questão da vida e da morte. Leva-nos a refletir sobre o facto de a morte ser o fim de tudo ou o princípio de algo mais.
"O homem nunca deve saber o que existe depois da vida. Deve viver a vida como uma coisa única e preciosa. Um presente dos deuses."
É meio triste (re)ler este livro depois de tantos anos e ver que muita coisa continua atual e os ensinamentos que passa continuam a precisar de ser lembrados constantemente.
Demasiado simples. Poderia ter um pouco mais de enredo, assim como uma narrativa mais original e surpreendente. No entanto, tem pormenores de interesse e ideias que não devem ser desvalorizadas. Não é de leitura obrigatória, mas pela rapidez com que se consome a história, recomendo a leitura deste livro.
This book was really good... I really enjoyed it... It was entertaining, the characters were interesting, the mithology of the world was amazing... But it was not definitely THE best thing ever, or ONE OF THE best things ever, hence the 3 STAR rating...
The drawings are beautiful, the colors are really striking...