(4,5)
Comecei o ano um tanto desanimada comigo mesma. No dia 3 de janeiro, fui no Sesc Belenzinho fazer minha credencial e depois fui olhar a biblioteca, sempre maravilhosa. Quando quase já estava indo embora, bati o olho em uma capa que me chamou atenção (obrigada, Fósforo) e quando eu vi o título, me interessei mais ainda. Trouxe pra casa, ainda sem muita pretensão de ler, porque achei que ia focar só na vida dos políticos. Mas, decidi, na mesma noite dar uma folheada. Nossa! Logo as primeiras páginas me prenderam absurdamente, fazia muito tempo que eu não sentia uma vontade de ler um livro por horas, sem me preocupar com nada, só porque a leitura é muito gostosa e fluida! Diogo Bercito, ao meu ver, fez um trabalho muito lindo com esse livro. Conta dos imigrantes, das histórias, da política, não se esquece das mulheres e muçulmanos, de uma forma tão acessível e tão rica de informações! Ano passado mergulhei nas minhas raizes paternas, bolivianas, indígenas aymaras, mas tinha dificuldade em me interessar pelas minhas raizes maternas, que foram as que me criaram aqui no Brasil, devido a algumas diferenças com meus familiares. Mas esse livro me trouxe pra perto do Líbano, das imigrações que desembocaram até aqui, e sinto que até impulsionou minha relação com minha vó. Uma leitura querida! Vários causos interessantes e curiosidades. Ainda muito a pensar sobre a cultura árabe, o Líbano e como tudo isso me atravessa, mas esse livro foi uma linda porta de entrada pra essa nova jornada :)