A análise sociopolítica, direta e objetiva de Clara Ferreira Alves. O mundo atravessa um tempo de cobardia, desunião e falência moral onde prosperam homens-fortes e fantoches com garras de ditadores.
Neste novo livro, Clara Ferreira Alves reflete sobre as pessoas que nos comandam e as políticas e estratégias que ditam o rumo da sociedade. Uma escrita acutilante e um retrato mordaz dos nossos dias.
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Clara Ferreira Alves integrou a redação de A Tarde, do Correio da Manhã e do Jornal de Letras. Foi crítica literária, editora e redatora principal do Expresso. Publicou crónicas na Única, na Máxima, no Diário Digital e colaborou na TSF. Entre 2000 e 2004 foi diretora da Casa Fernando Pessoa, onde voltou a fundar a revista Tabacaria. Na televisão apresentou Figuras de Estil com Vasco Graça Moura e foi autora de Falatório, ambos na RTP2. Apresentou O Caminho Faz-se Caminhando com Mário Soares na RTP1, e participa no programa de opinião política O Eixo do Mal na SIC Notícias. Publicou os livros Pluma Caprichosa, Passageiro Assediado em co-autoria com Fernando Calhau e Mala de Senhora e Outras Histórias. É membro do júri do Prémio Pessoa.
O rating nada diz sobre o livro, por dois motivos: 1) não é uma obra de ficção, e 2) é um conjunto de crónicas e opiniões publicadas já neste século.
Tantas crónicas a merecerem uma segunda e terceira leitura. Tantas ideias e frases a merecerem um destaque intenso.
Clara Ferreira Alves é duma linhagem de jornalistas que estão no local da acção. Tem essa longa experiência e vivência, fazendo dela alguém a escrever por ter visto, ter estado in loco, com toda a complexidade de ver as acções, os comportamentos, as reacções, os sentimentos das pessoas, e por ter uma base cultural profunda, algo conquistou e algo expressa de forma única, permitindo-lhe assim dissertar, de forma simples, mas não simplória, sobre os assuntos da vida. Da nossa vida. Do nosso tempo.
As crónicas sobre o Afeganistão ... está lá tudo ... o ocorrido após Setembro de 2021, bem como o 11 de Setembro de 2001. Só que são textos, alguns, com 20 anos.
O mundo Árabe ... está muito presente, seja o mundo apoiado pelo Ocidente, logo por Nós, como colectivo e país político, seja a forma como vemos o "inimigo", dá-nos outros olhares, outras compreensões dessa realidade e no impacto da mesma nas nossas vidas, na nossa liberdade.
Sobre a miséria humana ... está lá tudo ...
Sobre este nosso mundo ... está lá tudo ...
Merece ser lida, com sentido crítico, como é óbvio, de espírito aberto, para melhor compreender a linguagem, a mensagem, os desafios e o nosso tempo. É uma fonte de apresentação do nosso tempo, uma fonte de referencias bibliográficas a merecer leitura.
Terá elementos narcisistas, mas as pessoas dignas, elevadas na sua cultura (no amplo e belo significado do vocábulo), quem esteve nos locais onde a vida vale pouco ou mesmo nada, acabam por criar uma carapaça um pouco mais narcisista. Destes narcisistas, que roçam uma visão elitista sobre a vida, não propriamente sobre os outros, eu aprecio.
É assim que devemos sempre ler. Depois, podemos ter o nosso sentido crítico, não concordar, não aceitar dada posição opinativa, mas sempre respeitando quem vivenciou; nós, opinamos a partir do sofá da nossa casa.
Um livro interessante com factos do mundo atual, clara faz um relato inteligente e culto de todos os grandes acontecimentos deste século sempre com um toque pessoal e com a perspectiva de quem conhece os assuntos. Este livro é comporto por vários textos pequenos sobre diferentes tópicos escrito ao longo dos anos em modo quase diário/ opinião pessoal.