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O estigma da cor : Como o racismo fere os dois grandes mandamentos

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Nesta obra preparada com esmero, Jacira Monteiro apresenta um conjunto de reflexões sobre como o racismo fere os dois grandes mandamentos de Cristo. O texto é incisivo e atravessa temas como escravidão, colonialismo, violência contra a mulher, ressentimento e desigualdade social, mas apresenta caminhos propositivos fundamentados no arcabouço bíblico e em testemunhos eclesiais. Se muitos falsos cristãos – e falsos cristos – simplesmente ignoraram os preceitos do amor e da justiça existe, por outro lado, um legado sólido de combate às injustiças na história cristã. Estes exemplos não nos deixam desanimar. Como afirmou Coretta King, “ se tudo for ‘olho por olho’, acabaremos todos cegos ”.

170 pages, Kindle Edition

Published October 25, 2021

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Jacira Pontinta Vaz Monteiro

3 books3 followers

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Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Jadna Rocha.
31 reviews
March 5, 2022
"A filosofia africana 'Ubuntu', que quer dizer algo como 'eu sou porque nós somos', converge com o princípio cristão da unidade do Corpo. Ele morreu para convergir em si povos de todas as tribos, povos, língua e nação. Se nos empenharmos, a começar de nós mesmos – avalie e mude suas próprias atitudes primeiro antes de exigir de outros – poderemos vencer as barreiras que nos dividem e lutar por uma unidade verdadeira e duradoura. Ubuntu, Eu sou porque nós somos. Nós somos porque Ele é".

Esse livro explora muito bem o tema de racismo como pecado, levantando algumas experiências pessoais e aspectos sociais e históricos. Ele é muito bom pra quem deseja aprender como responder questionamentos atuais sobre racismo.
Profile Image for Jônathas Souza.
45 reviews1 follower
January 22, 2024
O Estigma da Cor, Jacira Pontinta Vaz Monteiro
1a Ed. Quitanda / Thomas Nelson Brasil · 2023
⭐⭐⭐⭐


Existe uma tendência de buscarmos na Bíblia uma lista de pecados. Coisas que devemos ou não devemos fazer, e que geralmente apontam para usos e costumes. Mas é triste que, quando se fala em Racismo, essa discussão se torne algo de âmbito político ou ideológico.

O que o livro de Jacira deixa claro desde o início é que o racismo é, sim, pecado, e um pecado que fere os dois grandes mandamentos — Amar a Deus e Amar ao Próximo. É ignorar a graça criativa de Deus que nos criou de formas diferentes; é ignorar o outro como portador da imagem do Criador e o tratar como indigno de nosso cuidado e respeito. É perceber que o racismo impacta ainda mais pessoas específicas — mulheres, pobres, com famílias desestruturadas.

Identificar nosso chamado missional como igreja é entender que pregar o Evangelho não se desvincula de sinalizar a justiça do Reino que é/vem. É construir comunidades multiétnicas que preparam e sinalizam o que é o Reino de Deus pleno pela vinda de Jesus.

Um livro obrigatório para crentes e igrejas que, sendo mais parecidos com Jesus, pregam a boa-nova de que “Não há mais judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus.” Gl 3:28, NVT
Profile Image for João Paulo.
Author 1 book2 followers
October 14, 2024
Este é um livro necessário demais sobre racismo e traz pontos teológicos muito bons. Vou dizer minha opinião dos pontos altos e baixos dessa obra.

Teologia

A teologia da autora é boa e ela sintetiza bons pontos e se apoia sobre os ombros de bons teólogos. Ela começa a obra falando sobre a criação divina, sobre o Imago Dei de cada ser humano. Isso por si só já derrubaria qualquer justificativa louca a favor do racismo (e, pasmem, já ouvi um holandês defender o racismo teologicamente, foi um dos momentos mais absurdos da minha vida). O livro começa com essa força teológica e logo depois começa a traçar um panorama histórico do racismo no mundo e no Brasil.

Polarização ~ Nosso mau da idolatria política

Eu sou de uma posição mais à direita. Eu gosto das ideias de livre-mercado, gosto de imaginar um Estado mais enxuto, gosto do capitalismo, gosto da democratização de acessos e ascensão social que o sistema capitalista proporciona, gosto dos direitos individuais das pessoas, do Estado Democrático de Direito, etc. Ainda assim, como cristão, ainda que saiba que o capitalismo seja amoral, não posso e não devo encarar o sofrimento causado pela desigualdade social como algo não remediável. Na realidade, nunca pensei assim, apenas penso na ênfase da esfera privada no poder de transformação e de justiça social.

A irmã Jacira permite-se a defesas mais arrojadas de uma intervenção Estatal com uma política de reparação. Ela faz uso de intelectuais anti-colonialismo, de pensadores que apresentam o "lugar de fala", de questionamentos sobre racismo estrutural, etc. Para qualquer pessoa mais conservadora e à direita, um sinal de alerta começa a buzinar aos ouvidos, certo?

Sim e não. Sim, pois posso pontuar uma "inocência" da autora, ainda que não seja culpa dela, mas daqueles de mau caráter que possam torcer o que ela escreveu. Não, pois ela acerta em cheio em defender que o cristão não abraça totalmente espectros políticos. Isso é desafiador para nossos tempos, tão polarizados politicamente, tão extremados.

A ilusão feminista e a exclusão feminina

Temos uma situação curiosa. A autora aponta que o padrão de feminilidade que muitos impõem às mulheres, em especial, às mulheres cristãs e conservadoras, é um padrão branco, eurocentrista e norte-americano e elitista. Em parte, a crítica da autora é bem pontuada. Mulheres que precisam trabalhar fora, que são, por vezes, chefes exclusivas de suas famílias, ainda são mulheres, ainda são femininas, apesar das agruras da vida. Não devem ser rebaixadas ou desmerecidas, porque não são "belas, recatadas e do lar".

Por outro lado, há uma inocência perigosa nesse argumento, por dois motivos.

1º - Um bom materialista alinhado aos pensamentos filosóficos e políticos da esquerda vai virar o feitiço contra o feiticeiro, em especial, por causa do termo "elitista". A autora faz referência à mulher ideal de Provérbios 31. Ora, o problema é que temos a mulher ideal sob duas possíveis óticas:

- segundo alguns estudiosos, essa mulher não é uma mulher real, mas a personificação da própria Sabedoria, uma vez que essa deusa era feminina no Antigo Oriente Próximo. É como se, poeticamente, o livro de Provérbios coroasse a Sabedoria, em seu encerramento, na figura da mulher perfeita.

- claro, outra possibilidade é encararmos a mulher ali retratada como um ideal feminino. Se assim o fizermos, passamos a ter o problema de que a literatura do AT é uma literatura, em grande parte, "elitista", pois o livro dos Provérbios é uma literatura de sabedoria da realeza israelita.

Criticar meramente um padrão como "elitista" e, assim, algo ruim, é perigoso. Além disso, a mulher de Provérbios 31 trabalha, mas não fora de sua propriedade. Nas culturas antigas, a mulher livre, esposa do senhor do lar, era senhora da casa, tendo uma função de gestão das servas. Claro, estou usando um padrão mais forte de Domina do que de uma senhora do Antigo Oriente Próximo, mas acredito que os padrões não sejam tão absurdamente distantes.

Outro ponto que considero preocupante é quando ela cita mulheres negras mostrando a força do próprio braço, dizendo que "comem como homens" e que lavram os campos melhor do que homens. Considero esse tipo de argumentação pueril, pois os próprios dados passados pela autora no começo, sobre a escravidão, demonstram que os traficantes de escravos preferiam os homens negros para o serviço braçal, por causa da resistência e que era mais comum as escravas receberem tarefas domésticas ou mesmo na lavoura, possivelmente, colheita, o que faria sentido com a prática milenar humana de catador/coletor, inclusive com mulheres, mas é bizarro e anti-biológico argumentar que uma mulher, por mais trabalhadora que fosse, estivesse em pé de igualdade a um homem, também trabalhador, são seres completamente diferentes em força física, o que torna essa argumentação uma arrogância gratuita de suas emissoras.

Deixo aqui um trecho do livro sobre o que comentei acima:

(...) Olhem para o meu braço! [E ela ergueu o punho para revelar sua tremenda força muscular]. Tenho arado e plantado e ceifado, e nenhum homem poderia me superar! (...)


Trabalhando na lavoura em Maryland, percebeu, por meio de seu trabalho, que seu potencial como mulher era o mesmo de qualquer homem.


Por fim, ela vai dizer que a mulher de Provérbios 31 é comparável mais a uma princesa de Wakanda do que a uma princesa dócil e indefesa. Bem, há diversos problemas nisso, mas o mais perigoso é a incapacidade de perceber que temos "princesas dóceis e indefesas", porque precisamos de cavaleiros galantes e corajosos para salvá-las. A mulher negra trabalhadora que ela retrata é uma mulher e é feminina, mas a condição de escrava trabalhadora ou de liberta e com mazelas sociais, como os dados apontando que as mulheres negras e pardas acabam abandonadas por companheiros e seguem como mães solteiras, não é o ideal, é o não ideal do mundo caído.

Por detrás de algo bom que ela cultiva, existe algo mal que é a tendência das artes contemporâneas, os homens efeminados e "bananas", diante de mulheres empoderadas e guerreiras, não apenas fortes mentalmente, como esperado, mas fortes fisicamente, o que beira o absurdo completo. Por essas e outras que vemos "princesas magrelas" empoderadas derrubando personagens masculinos poderosos, isso beira o ridículo.

Um último problema é quando ela diz:

Nem devemos ir pelo caminho do neopuritanismo moderno, o que foi exposto nesse capítulo, que estereotipa o tipo ideal de mulher, nem pelo caminho do feminismo liberal, onde existem algumas incongruências com os ensinos de Cristo (...)


Algumas incongruências? Estamos falando de um movimento cujo objetivo máximo foi a Revolução Sexual. Basicamente estamos falando da maior estruturação de pensamento contra o casamento, contra a família tradicional e que incorpora todo o Zeitgeist desenvolvido e em vigor em nosso tempo. Não são apenas algumas incongruências, é algo totalmente anti-Cristo e sem nenhuma forma de conciliação com a fé cristã.

Justiça Social e a Igreja

Além da boa teologia, a autora acerta ao apontar que a Justiça Social não é algo da esquerda (no caso, foi apropriado nos discursos deles), o que é uma verdade. O cristão deve ser o principal preocupado com o seu próximo e a justiça social, ainda que nunca perfeita nesse mundo caído, deve ser uma prática rotineira na vida da igreja. Devemos esperar que as igrejas locais se empenhem em servir à comunidade, isso engloba obra social (distribuição de cestas básicas, serviços profissionais gratuitos dos membros em algum evento para pessoas menos favorecidas, cursos voluntários, etc.), combate ao machismo, à violência doméstica, ao preconceito étnico e racial, enfim, a todo tipo de afronta contra o Imago Dei e falta de amor ao próximo, contra todo tipo de ação pecaminosa e imoral da sociedade.

Mais um probleminha com dados?

A autora chega a falar sobre o Black Lives Matter. Ela entende que alguns criticam o movimento, mas aponta uma certa hipocrisia da igreja em não ter um engajamento tão forte contra o racismo como esperado, o que a torna incapaz de ofertar uma resposta direta. Entendo o ponto dela, é como ser contra o aborto, mas não se engajar na adoção, ainda mais quando fomos adotados por Deus. É uma crítica pertinaz e dolorosa, precisamos ouvir isso.

Ainda assim, não exclui os escândalos do BLM e o fato da instrumentalidade do movimento. Os próprios parentes de Floyd e outros negros "representados" pelo movimento apontaram que tiveram apenas a imagem e a dor de seus parentes usadas pelo movimento para benefício próprio deles e enriquecimento.

Todavia, enquanto temos o caso chocante de Flyod (um também irmão em Cristo), há um caso brasileiro que a autora cita, da jovem Kathlen Romeu, vítima de uma bala perdida no Rio de Janeiro. Eu moro no Rio e aqui em casa já tivemos alguns casos de bala perdida. Meu pai foi atingido por uma bala "dum dum" nas costas, mas estava sem força, apenas gerou impacto; o quarto da irmã mais nova de meu cunhado, no segundo andar de onde resido, teve a porta atravessada por um tiro de fuzil. Ela havia saído para o trabalho e a bala ainda fez um buraco na parede e caiu sobre a cama onde ela dormia.

Era comum eu ver traçantes cortando o céu noturno no final do ano. Acordei algumas vezes com helícopteros da Polícia Militar invadindo a favela; blindados subindo pelas ruas do bairro. Já estive frente à frente com um blindado invadindo a favela e os traficantes revidando, só me restando lançar-me ao chão.

Não sou negro, a irmã do meu cunhado não é negra e meu pai era pardo, filho de mulato com descendente de portugueses. A bala perdida não vê etnia, raça, língua, tribo ou o que for. O Brasil é um país miscigenado e o Rio é composto por vários tipos de pessoas. Recentemente, li no jornal sobre o assassinato de um grego que teve o carro assaltado. Ele viva no Brasil há anos.

O problema é a violência urbana terrível do Rio de Janeiro e não considero esse dado um dado de racismo. São às vezes esses critérios problemáticos com os dados que enviesam certas pesquisas e tentam forçar algo para além do que é justo, mas encabeçando discursos e narrativas de um dado espectro político, infelizmente.

Teologia, novamente, teologia

Não quero me alongar, teci algumas críticas, mas há pontos altíssimos de análise teológica e críticas pertinentes. Eu creio que seja o melhor do livro. Quando tenta entrar muito em sociologia, antropologia e história, acredito que a autora não tenha sido madura o suficiente para sondar o contra-ataque dos inimigos da cruz com seus próprios usos e argumentos. Infelizmente, vivemos em tempos polarizados e pessoas alinhadas a esse pensamento são inimigas da cruz. Isso não deve tornar o cristão defensor de políticos ou de espectro político, porque há erros em ambos os lados, entretanto, é inegável que a tendência do alinhamento da direita, em muitos casos, é mais amigável à fé cristã. Tirando essas "brechas", o livro é impecável em tratar sobre algo indigesto e necessário, convidando a não apenas uma reflexão, mas a uma tomada de decisão, lutando contra o pecado do racismo.

A direita também está torta

Não quero encerrar sem dizer que concordo com a autora na crítica ao espectro político. Por mais que eu corteje com as ideias conservadoras, o conservadorismo não é cristão. Sei que os romanos defenderão o conservadorismo a ferro e fogo, e isso é um problema.

Há um problema de revisionismo católico romano, o apagamento das brutalidades da Inquisição, da perseguição religiosa contra judeus e hereges, da tentativa suja de acusar a Reforma de "Revolução" e de ter sido pautada por ideais cabalísticos e materialistas. Em suma, como protestante, fica complicado cegamente permitir um revisionismo histórico que não seja maduro em reconhecer as falhas da igreja medieval ou do processo colonial.

Esse livro materializa o que penso ser importante no pensamento protestante: o reconhecimento de nossas falhas, erros e construção de um futuro melhor. A igreja errou e não enxergamos as igrejas locais ou instituições como igreja infalível. Não temos uma Igreja infalível, pois cremos que a igreja é composta de pessoas falhas, pecadores remidos em Cristo Jesus. Pecadores que ainda erram e se equivocam. Somos chamados a amar o próximo, mas magoamos e erramos com nosso próximo e precisamos ter a humildade e a sabedoria no Senhor de pedirmos o perdão e mudarmos de atitude e mentalidade.

A Igreja perfeita, a igreja internacional e invisível, o corpo místico de Cristo Jesus, composto pelos santos e santas eleitos antes da fundação do mundo, essa Igreja é perfeita em seu progresso e as portas do inferno não a param, mas em sua manifestação de igrejas locais formada por pecadores, vemos erros e equívocos, arrependimento e busca por melhoramento.

Devemos ser, como o Senhor recomendou, prudentes como serpentes, ainda que singelos como pombas, portanto, ainda que não alinhados a espectros políticos, devemos entender que cada lado possui pontos que podem ser contrários à fé cristã e devemos ter maturidade ao abordar isso.
Profile Image for Júlia Zarro.
76 reviews2 followers
September 17, 2024
Eu sei que eu ando dizendo "todo cristão tem que ler esse livro" demais ultimamente, mas esse aqui realmente deveria ser uma leitura obrigatória. Muito bem escrito, com pontos excelentes que trazem a Bíblia para dentro da discussão sobre racismo
Profile Image for Daniel Quirino.
16 reviews
January 23, 2024
Como a autora afirma no final, este livro se propõe a iniciar um debate. Um debate realmente necessário pois falar sobre racismo, ainda mais dentro das igrejas, ainda é algo que precisar se feito (e refeito, e refeito e refeito)

Jacira escreve com amor. Acho que essa é a melhor definição do que senti ao ler cada página. Fui tomado pela sua escrita fluida e pelo cuidado de quem denuncia algo de errado se preocupando em não machucar ninguém (ainda que seja seu opressor) no processo. Se isso não fala de um coração transformado então não sei o que poderia falar melhor. Baseado nesse jeito especial de falar, ela traz com muita consistência argumentos para tentar se tornar visível a todos a partir de sua cor, de sua dor, e de todo contexto pecaminoso que o racismo historicamente tem se apoiado.

Contudo, é um livro introdutório e assertivamente objetivo (feito com muita diligência e pesquisa por sinal), ou seja, não espere que haja aprofundamentos extremamente detalhados de cada tópico, as notas de rodapé estão ali pra te ajudar a expandir sua leitura, quase como um convite a “percorrer o mesmo caminho que a autora”, resguardadas as devidas proporções.

Por fim, espero que esse livro se torne material de muitas EBDs por aí. Que ajude a denunciar o racismo nas igrejas e mude a forma de pensar de quem se aventurar a mergulhar em sua leitura. E espero também que Jacira continue a escrever pois é um talento que precisa ser incentivado! Leitura mais do que recomendada!
Profile Image for Gabriela.
27 reviews3 followers
April 12, 2023
A Jacira é necessária. Ela tem muitas coisas importantes a serem ditas e tem propriedade pra falar cada uma.
O livro começa num patamar alto, tecendo argumentos excelentes sobre racismo e inclusive, muito mais aplicáveis e contextualizados do que o livro do Esau. Não senti o mesmo nível da segunda metade pro final, mas achei que ela patinou superficialmente sobre outro assuntos como justiça social/feminilidade e acabou não aprofundando nestes. Alguns erros ortográficos me incomodaram também (mas talvez tenha sido por conta do formato no Kindle).

Leitura boa. Sempre vai valer a pena ler o que uma mulher cristã e séria tem a dizer quando tem tão poucas escrevendo sobre temas importantes e pouco comentados.
Profile Image for Matheus Nakamura.
23 reviews4 followers
March 12, 2024
Um ótimo livro introdutório.

Jacira não se aprofunda muito nos temas abordados, mas os aborda de maneira envolvente e suficientemente bem para instigar o interesse de quem quer se aprofundar. Ainda assim, fiquei um pouco frustrado pois alguns capítulos poderiam detalhar um pouco mais as questões abordadas.

Ainda assim, no capítulo em que discute a questão da "feminilidade elitista e segregadora" importada de países como os EUA, Jacira traz uma discussão valiosa por numa perspectiva que eu ainda não tinha visto.

Então, para os mais "experientes" no tema, traz alguns pontos novos e reforça vários outros, e se faz primordial para quem está buscando entender a complexidade do racismo.
Profile Image for bruna.
294 reviews
April 10, 2025
que livro maravilhoso! em apenas 178 páginas, a autora consegue passear por inúmeros temas que permeiam o racismo e o cristianismo: o conceito de “feminilidade” importado dos EUA (e como ele falha em incluir mulheres negras), o modo como a escravidão no Brasil foi apoiada pela Igreja à época, as diferenças entre a evangelização sob a ótica do colonialismo e do próprio Jesus... enfim, tanta coisa. e tudo com uma linguagem simples & acessível, trazendo luz a assuntos que ainda são sombrios no ambiente eclesiástico. foi uma leitura incrível e eu com certeza recomendo a todo cristão :)
Profile Image for Mara S..
128 reviews2 followers
March 16, 2022
Em um livro muito bom para quem é cristão e busca iniciar estudos sobre o racismo e como deve ser nossa posição como igreja diante desse crime que lidamos no dia a dia. Jacira é bem pontual, clara e traz um clamor muito emergente. É curto, mas cumpre o que promete. Quero muito ler os próximos lançamentos dela.
Profile Image for lela.
69 reviews
November 6, 2022
jacira é extremamente lúcida! fundamental na defesa da justiça social dentro do meio cristão. as igrejas carecem de figuras representantes que entendam a importância de cuidar dos fracos e oprimidos.
Profile Image for Sara Assis.
16 reviews
March 10, 2025
Uma leitura necessária para os cristãos, pois levanta não apenas pautas como racismo e preconceito, mas também fala sobre o modo como a Igreja age em relação as injustiças.
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