A presente edição agrupa num único tomo a prosa da autora, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao notável trabalho de Carlos Mendes de Sousa e Maria Andresen de Sousa Tavares, que assinam, respetivamente, o prefácio e o posfácio desta edição. Inclui-se na presente edição trechos inéditos do conto «Os Ciganos». Como nos diz Carlos Mendes de Sousa, no prefácio a esta edição: «É frequente encontrarmos públicos leitores da obra de Sophia muito distintos: de um lado, os leitores de poesia; do outro, os das narrativas, em particular os das histórias para crianças. O mesmo se pode dizer da crítica que, em geral, se centra em cada género separadamente. A reunião da poesia num só volume permitiu captar com nitidez a alentada dimensão de completude desta obra, uma evidência que se dá a ver, em clareza, a partir da leitura sequencial dos livros, na linha do tempo da sua publicação. O presente volume da prosa reunida também vem ajudar a mostrar essa unidade, quando é colocado ao lado da Obra Poética. Os diálogos, as inter-relações revelam novas visões de conjunto.»
CRÍTICAS DE IMPRENSA Uma poetisa, das melhores que Portugal teve, mas que aqui, com a qualidade da Assírio & Alvim, tem reunida a sua prosa. Paulo Portas, TVI
Este livro, que tem aliás um ótimo prefácio do Carlos Mendes de Sousa, mostra como há – é uma palavra que aparece muitas vezes na Sophia – uma “unidade” muito grande entre o encantamento, o empenhamento social, a autobiografia, a Grécia. Tudo isto é bastante harmonioso, mesmo quando descreve estados de coisas que não são harmoniosos. Pedro Mexia, Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
É uma visão de conjunto de uma escritora e grande poeta sempre capaz de convocar heranças culturais de diversas proveniências e de fundar os seus relatos num universo maravilhoso e mágico. Jornal de Letras
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN nasceu no Porto, a 6 de Novembro de 1919. Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que não concluiu. Foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e Deputada à Assembleia Constituinte, pelo Partido Socialista (1975). A sua obra reparte-se pela ficção e pela poesia, embora seja nesta última que a sua inspiração clássica dá ao seu verso uma dimensão solar e luminosa, que permite ouvir nitidamente a palavra com todo o peso da sua musicalidade limpa, ao encontro do modelo clássico. Entre as suas obras poéticas contam-se Coral (1950), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962), Geografia (1967), Navegações (1983), Ilhas (1989), Musa (1994) e O Búzio de Cós e Outros Poemas (1997). Em ficção publicou Contos Exemplares (1962) e Histórias da Terra e do Mar (1983). Da sua literatura infantil destacam-se O Rapaz de Bronze (1956), A Menina do Mar (1958), A Fada Oriana (1958), O Cavaleiro da Dinamarca (1964) e A Floresta (1968). Em 1999 é-lhe atribuído o Prémio Camões, pelo conjunto da sua obra, e em 2001 ganha o Prémio Max Jacob de Poesia. Foi condecorada pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1998. Faleceu em Lisboa, a 2 de Julho de 2004.
Li isto, mas a que custo? A prosa de Sophia não é de todo para mim, parece uma pastilha elástica que só tem sabor nos primeiros 2 minutos. Fartinha. Nunca mais volto a comprar coletâneas destas, além de caras, tornam a leitura aborrecida.
Adorei voltar a ler as histórias da minha infância. Reler "O Cavaleiro da Dinamarca", "A Fada Oriana" e a "Menina do Mar" foi um transportar para a minha meninice. Foram estes contos que fizeram parte das minhas primeiras leituras, ainda que na escola, mas que ficaram para a vida.
Um livro que irei reler com a minha filha, um conto por dia, para que também ela se renda ao encanto dos contos desta escritora intemporal.