27 de Janeiro de 1613 é um dia histórico. A frota holandesa ataca a fortaleza de Solor e as consequências desse ataque mudam a vida de D. Manuel Álvares que, acusado indevidamente de ter fugido e de ter entregue a fortaleza, é levado a tribunal, em Goa. Num mundo impiedoso, os meios justificam os fins e D. Manuel precisa de todas as ajudas para salvar o seu nome. O reencontro com a mulher amada, a princesa Nenu de Solor, e a ajuda de um feiticeiro local levam-nos à verdadeira história. As aventuras, os duelos, as traições, as intrigas, o ambiente tropical, a passagem pelos cultos hindus transportam-nos para uma magia irresistível num período muito conturbado e fascinante da nossa histó o retrato do Império Português das Índias, na época filipina. Um livro que relembra alguns aspectos menos conhecidos da saga desses homens que, abandonados pela longínqua pátria, tudo fazem para se opor à crescente influência holandesa na região.
Um romance fascinante sobre a época dos descobrimentos! Pedro Vasconcelos o escreve de um modo leve mas arrebatador. D. Manuel e a princesa Nenu são os protagonistas desta maravilhosa história, que mistura a cultura portuguesa com a indiana. Gostei muito de conhecer melhor as tradições, a religião e a mitologia hindu. Também encontramos um padre jesuíta que concilia as duas culturas, e um dos grandes descobridores (Diogo Couto) . Está presente a inquisição que faz de todo para prejudicar D. Manuel e o padre Jaime. Este é o primeiro livro de uma trilogia de viagens que mistura ficção com a história da nossa nação. Antes de ter lido este, já havia lido o último livro mas não interferiu neste leitura e ainda me ajudou a compreender melhor. Falta apenas agora ler o segundo. Adoro ler histórias que se passem na época dos descobrimentos!
Deu para matar o tempo, mas preferi «Ormuz» de Miguel de Cours Magalhães, ambientado na mesma época e com parecidos cenários. É comum em ambos livros o cenário de Goa, o seu vice-rei D. Jerónimo de Azevedo, as lutas entre portugueses e holandeses e as preocupações com a Inquisição. A época e a menção do referido vice-rei são comuns também a outra narrativa histórica da espanhola Almudena de Arteaga: "La esclava de marfil".
Não fico interessado em ler as continuações de «1613»: «1617» e «1621».
Muito mauzinho! Uma história de amor mal amanhada, com eventos de conflito arranjados só mesmo para fazer render o peixe... Montes de notas sem interesse, especialmente quando o significado da palavra era explicado no texto corrente. Não vou mesmo ler os outros livros!
Read in Portuguese, as I wrote it myself, and enjoying it as if it was the first time. I wish it could be translated to English, to share this good reed with a larger number of fantasy and action lovers. Pedro Vasconcelos, in Lisbon, Portugal, January 2021.
Gostei de ler algo sobre a nossa ligação a este território ainda que envolto numa atmosfera mergulhada na fantasia. No entanto é essa mesma vertente fantástica que me faz gostar menos da história. Talvez o defeito seja meu, mas nunca me consegui habituar ao lado sobrenatural da narrativa. Contudo a escrita é fluente e as personagens embora demasiado simples, são fáceis de se gostar. Menção honrosa para a capa, foi esta que me fez sentir curiosidade para ler a sinopse e consequentemente comprar o livro. É simplesmente bela.