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As Miúdas

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Desde o início dos tempos que o amor e a liberdade se desejam de mãos dadas. Quando afastados, pelas línguas e leis do preconceito, deparam-se com uma encruzilhada: uma batalha longa, mas feliz ou o conformismo silencioso e assombrado.

As Miúdas é um romance que, sem pretensões de mudar o mundo, reflete sobre almas livres: que vivem na mudança interior, que se soltam das amarras preconceituosas e que cutucam quem anseia viver assim: livre!
Neste livro, há coragem de assumir o amor, há vontade de viajar e de abraçar o presente. Apela-se às conversas e aos sentimentos livres, à verdade e ao lado humano, a ouvir o mundo e a seguir o coração. Os outros são sempre, só, os outros. Na nossa vida, exclusivamente nossa, quem roda o leme somos nós.

Michelle Cascais Rita consolida, com este seu segundo romance, a ideia que nasceu para o que faz: lutar por um mundo livre.

192 pages, Paperback

First published November 1, 2021

38 people want to read

About the author

Michelle Cascais Rita

2 books26 followers

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Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Marta Campos.
318 reviews48 followers
January 27, 2024
Um livro que se passa em Bali - no meu sítio favorito do mundo - só podia ser incrível 🥰
Profile Image for Joana Matos.
20 reviews3 followers
December 14, 2024
Tive o prazer de comprar o livro directamente vindo das mãos da autora, a Michelle. A autora, que muitos conhecem das redes sociais, é uma jovem com um imenso poder de comunicação, de alegrar as pessoas, de sair das suas próprias amarras, de ousar, de falar de coisas mundanas e por tal de tamanha importância.

Antes de deixar a minha opinião sobre o livro, quero falar de um sentimento de inveja tão grande que existe em Portugal para jovens com sucesso. Muitas vezes tem-se esta ideia estapafúrdia que alguém que se mexe pelas redes sociais não tem capacidades de escrita, ou que não é uma escritora “a sério”. Como se a literatura tivesse ainda de ser esta ciência ligada a uma elite cultural enfadonha, fechada em si própria, quase que cheia de pó.

Esta mesma visão é geralmente a dos defensores que a cultura é um valor supremo ligada a elites e que o povo em si não gera cultura. E não me querendo também alargar mais, e quiçá ser também conotada como uma dessas velhas carcaças elitistas, quero apenas deixar uma frase do fantástico Raymond Williams que defendeu que “culture is ordinary”.

E agora passemos ao livro. Tenho mais pontos positivos do que negativos.
Vou começar pelos positivos.

1- O principal ponto a destacar é sem dúvida o tema da história em si, o amor, seja ele de que forma for. Não conheço outro livro em Portugal — se bem que possa de facto existir, mas admito a minha ignorância — que exponha o amor entre duas mulheres. Num país cuja ditadura fascista terminou há quase 48 anos, mas onde ainda tantos ventos de tradicionalismo imperam , ter a ousadia de escrever um livro contra essas correntes, é por si só, um factor que merece um aplauso em pé de qualquer audiência.

2- Um outro factor de grande vantagem, é o ritmo da escrita. Este é uma das maiores conquistas que qualquer escritor pode obter, e é o truque para o leitor não conseguir pousar o livro. A Michelle teve uma enorme capacidade de organização ao arrumar o seu livro em capítulos curtos, cada um rico em si, o que não torna a história enfadonha, muito pelo contrário.

3- Ainda sobre o ritmo, outra grande vantagem é o uso de diálogos entre as personagens. A voz da Michelle destacou-se o tempo todo ao ler este livro. Nunca era a minha voz e a minha mente que leu o livro, mas a sua voz ( para quem literalmente conhece o som da voz dela) que me contou a história. Como leitora, senti-me como uma terceira personagem ouvindo a narração entre as personagens, vendo-a embarcar do Brasil para a Europa, para Itália — que pessoalmente me diz tanto uma vez que também eu fiz essa viagem —, e depois para a Holanda, mais uma vez criando uma outra personagem que tocou no ponto do pensamento obsoleto português em relação ao amor como sendo apenas heterossexual .
Passo a citar:

“- Mais coisas a partilhar … Ah, sou uma mulher casada./ - Que bom! É um felizardo ou felizarda?/ A Elsa abrando o passo e sorri. / - Foste a única pessoa que alguma vez me fez essa pergunta. Obrigada! Felizarda!- Quero muito conhecê-la!/ - Por defeito, principalmente em Portugal, assumem um “ele”. “Quem é ele?!”. / - Um dia a mentalidade muda” ( p. 77)

4- Outro ponto forte do livro para além dos enumerados, é o prazer da Mela/ viajar pelo mundo. Do Brasil, a Portugal, a Itália, a Bali. A Michelle não somente nos leva na mão por uma história cativante como também nos leva por esse mundo fora e que falta ver, e saber da sua existência. Ela também trabalha muito bem com os factores sensoriais, tanto visão como olfato, através dos diálogos das personagens o leitor vê, cheira, escruta, sente.
____
Não tenho de facto algo negativo a dizer, mas talvez algumas notas para ela continuar o seu bom trabalho:

1- O livro trata-se de “as Miúdas” mas existe claramente a voz principal de uma, a Mela/Mella. Gostaria que tivesse existido, se possível, um maior distanciamento e tivesse sido dado mais voz à Sam que parece ser quase como secundária, não tendo o mesmo peso que a Mella;

2- O fim do livro foi inesperado, isto tanto é positivo como negativo. O fim conecta-se com o início do livro, porém só após uma nova leitura, o leitor se apercebe disso. A história que está a ser contada não acaba nos trâmites tradicionais do felizes para sempre, o que é bom e mais real. Porém o final inesperado, parece desconectar-se com toda a história em si deixando o leitor um bocado “insatisfeito”, talvez por querer mais, talvez por ficar baralhado, talvez por querer ver a Sam e a Mella se reunirem uma vez mais. Porém, mais uma vez ressalvo, o que tem de talvez negativo, tem também de positivo.

3- Se acima disse, e volto a dizer, que o ritmo é muito bom, talvez o que ficou mais a faltar foi a voz de um narrador com mais descrições, por vezes com um bocadinho mais de pausa , até para o leitor se aperceber do que está a acontecer. Porém talvez isto se trate do meu gosto pessoal, acho que é bom de vez em quando, haver um abrandamento na história, passar-se mais à descrição e depois continuar o ritmo.

4- Terei de reler novamente o livro — o que não será nada difícil, lê-se facilmente no mesmo dia —, mas algumas personagens ainda continuam um pouco indefinidas por mim. Nomeadamente o Tony que abre o primeiro capítulo. Quem é ele? O médico que colocou o gesso? Um amigo próximo do Manuel? O padre que os casou? É alguém que trabalhava para os pais do Manuel e por isso fazia parte da família, tipo um caseiro? É o dono do café Convívio? Nesse capítulo a autora escreve :

“Foi ela (a Mela) quem me encomendou de um website de tecnologia de ponta, sou quase invisível e muitíssimo capaz! Ninguém repara em mim e o Manuel não fica envergonhado” (p. 12) o que isto significa? Será o Tony alguma alcunha do Manuel? Serão eles a mesma pessoa “Tony para os amigos”, “Manuel” para a família?”, talvez seja.
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Michelle, criticar positiva ou negativamente alguém que escreveu um livro, que ousa em fazer coisas e não se ficar na sua zona de conforto, é também em si uma ousadia. Quem sou eu para criticar quem quer que seja? Apenas uma leitora, feliz claro, e que agora espera mais. (No pressure).

Abraços,

Araci
Profile Image for Verónica Martins.
7 reviews4 followers
March 31, 2022
É um livro tão bom! As miúdas levou-me do riso ao choro! Foi um turbilhão de emoções num livro que nos faz viajar.
Profile Image for Ana Maria.
25 reviews3 followers
January 14, 2023
eu comecei este livro sem saber o que me esperava.
o que me inicialmente fez querer comprar o livro foi, não vou mentir, a capa, e no final acabei por me surpreender com um dos livros mais bonitos e maravilhosos que alguma vez tive o prazer de ler de uma autora (ou autor) portuguesa.

fui surpreendida pela escrita maravilhosa, sem floridos, com diálogos de gente como a gente. com uma narração simples que dá gosto de ler uma e outra vez. é obvio na escrita o quanto a autora viaja e o quanto ela nutre respeito pelas culturas que já conheceu.
as interações entre as duas protagonistas são maravilhosas e não forçadas, flui de uma maneira natural assim como todas as relações no livro.

a maneira como a autora lidou com todos os assuntos que estão presentes nas história foi algo que me surpreendeu pela positiva porque acho que de certo modo, depois de tantos livros lidos às vezes uma pessoa já espera que certos temas sejam mal abordados. tudo neste livro é maravilhoso e não há nada mais que eu possa dizer que não seja repetitivo.

foi o meu primeiro livro da michelle cascais rita e posso dizer que não podia ter tido um começo melhor.
Profile Image for Bárbara Martin .
1 review
March 31, 2022
Comprei este livro no dia em que a Michelle fez o seu lançamento, em Aveiro, no dia 21 de Novembro. Foi um misto de emoções, a começar pela homenagem ao seu pai que faria anos no dia 22/11 e por coincidência o meu querido avô Moisés, também faria anos nesse mesmo dia. Confidenciei-lhe isso, e logo aí senti um gesto de amor.
O livro “As Miúdas”, foi lido em dois dias se tanto. Transborda amor por tudo o que é página, frase, palavras… não dá para descrever. Quem já o leu certamente que fica com a sensação de um fim em stand by, e não, o terceiro livro não vai ser a continuação do segundo.
Michelle, só te posso desejar o melhor que este mundo tem para ti e boa sorte para a inspiração descer pela cabeça a baixo. ❤️
Profile Image for Leonor Cunha.
2 reviews
December 21, 2021
Este livro está cheio de amor. Apaixonei-me por todas as personagens pela descrição que a escritora faz, a escolha das palavras e o poder que a mesma lhes dá, principalmente pela Mela e pela Sam. Uma das coisas que mais gostei foi a relação da Mela com o pai. Adorei a forma como a autora escreve e conta a história, no início duas histórias diferentes a acontecer ao mesmo tempo e que se vão intercalando e é bonito ver como depressa se torna numa só. Gostei do facto de a escritora recuar e avançar no tempo, de termos acesso ao que as personagens pensam, como vêem e vivem cada momento e de termos a oportunidade de ver determinados acontecimentos pela perspetiva de diferentes personagens. Nunca vi ninguém escrever desta forma. É sem dúvida um dos meus livros favoritos ❤.
1 review1 follower
March 31, 2022
Uma vez mais, Michelle Cascais, não desilude!
É a segunda vez que tenho oportunidade de ler um livro desta autora, e de facto, a escrita, e a atenção ao pormenor são fantásticos.
Não damos pelo tempo passar, e começamos a fazer parte da história, em que nos envolvemos.. simplesmente espetacular!!
Obrigada Michelle, por partilhares connosco o teu dom!
1 review
March 31, 2022
Livro espetacular, cativante, ajudará a quem está numa fase da vida peculiar, que precisa de um empurrãozinho para saltar a página, ou até para sair do armário, seja sobre o que for. Porque o amor vence sempre tudo!
1 review1 follower
January 24, 2022
Ler “as miúdas” é ler a liberdade. Ler “as miúdas” é ler a verdade também. Ler “as miúdas” é verdadeiramente transformador, é uma chamada de atenção e um acordar. E é, muito, muito bonito.
1 review
March 31, 2022
Livro muito intenso mas de fácil leitura... Adorei tanto o Mel como As Miúdas. Livro escrito com muito sentimento... ♥️
8 reviews
April 20, 2022
Fantástico! Foi uma leitura leve, curta mas tão boa! Espero ansiosamente pelo próximo livro da Michelle, tenho a certeza de que será igualmente fantástico!
Profile Image for Lúcia Ventura.
80 reviews
July 15, 2025
As Miúdas foi uma leitura intensa, daquelas que nos fazem sentir tudo à flor da pele. A escrita da Michelle é crua e direta, sem filtros, e isso torna a história ainda mais real. É um livro sobre crescer, sobre as dores e alegrias da amizade feminina, sobre os laços que nos marcam e as cicatrizes que ficam.
Houve momentos em que senti uma nostalgia agridoce, como se estivesse a reviver partes da minha própria adolescência. No final, ficou aquela sensação de que, por mais que o tempo passe, há coisas que nos acompanham para sempre.
Displaying 1 - 14 of 14 reviews

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