A rotina do Miguel poderia ser a de um qualquer outro adolescente. Chegar a casa, abrir o computador, desbloquear o telemóvel e conectar-se às redes sociais. Os”gostos” poderiam crescer e as interações transcender o desejo de qualquer um, mas não para o Miguel. Não para alguém que se refugia da sua realidade numa obsessão pela vida perfeita de um seu colega de turma, o André.
O que Miguel não sabe é que, na vida do André, os “gostos” não correspondem inteiramente à sua realidade, e de que, na sua vida, há mais”dislikes” do que seria de esperar para um jovem da sua idade.
Quando as personagens voltam a interagir num mundo pós-pandemia, onde o que tanto procuraram recalcar e esconder ressurge, o Miguel não só cai de paraquedas na vida do André, como se vê diante dos seus próprios medos… onde a morte e solidão podem surgir.
Diogo Simões nasceu e cresceu em Leiria, mas agora vive em Vila Nova de Gaia. Descobriu os livros aos dez anos e, desde então, tem-se maravilhado com o poder das histórias, embora agora o chá e os chocolates tenham conquistado um lugar cativo no seu coração. A vida, sendo uma aventura cheia de reviravoltas, levou-o ao Porto, onde completou o Mestrado em Intervenção com Crianças e Jovens em Risco. No entanto, numa viragem inesperada, Diogo mergulhou no mundo da programação. Entre linhas de código e o ocasional quadrado de chocolate, encontra inspiração para continuar a contar novas histórias. Autor de O Bater do Coração, Esquecido, O Que Nos Magoa, Dislike, P.S.: Ficas Comigo?, A Ideia de Nós e Três Dias até ao Natal, Diogo continua a explorar as fronteiras entre a literatura e a tecnologia, sempre com uma chávena de chá por perto.
É normal que um autor reitere a cada livro que é "a história mais ambiciosa!", mas no Dislike atrevo-me a dizer que é mesmo. Não só pelas temáticas que desenvolvi, algumas delas assustadoras, como pelo próprio processo de edição, esta história foi a mais completa que poderia dar. Não é, contudo, uma conquista só minha, mas de todos os que me ajudaram. Quer desde a Elga Fontes no seu papel de editora e revisora, quer aos meus leitores-beta, Dislike é uma história que dá o pontapé de saída para o que quero desenvolver no futuro com algo contado no presente.
SINOPSE: Quando o Miguel conhece o André, a sua ideia de felicidade é baseada no que vê nas suas redes sociais. Mas será que o que se vê online corresponde à realidade?
Primeiramente, queria agradecer imenso ao escritor @diogo_a_f_simoes por me ter dado a incrível oportunidade de ler esta história antes de ser lançada! 💙
Foi um livro LGBT muito sincero e real e foi isso que mais adorei nele. Para além do julgamento sobre a sexualidade de uma pessoa que, infelizmente, continua a ser habitual, também fala das dificuldades de uma pessoa à porta da morte e a sua atitude de negação perante esses dois aspetos. Quando se está apaixonado por alguém, só queremos estar com essa pessoa mas há sempre aquele medo de sermos rejeitados. 🥺 Irritei-me imenso em algumas partes pelo simples facto de a pessoa por quem o protagonista está apaixonado não admitir os seus sentimentos, magoando o outro, ter atitudes infantis por causa da sua doença acabando por descarregar nos outros mesmo que estes estejam sempre a apoiá-lo e a ajudar numa fase tão complicada! Adorei as referências a vários filmes durante a história. Fizeram-me reviver o momento da minha vida em que os vi e entrar completamente naquele momento da história. Fiquei com um bocado de medo no fim, pois não queria que acabasse e porque não sabia o que me esperava mas acabei por ficar satisfeita! 😮💨
É um livro que retrata muito bem o dia-a-dia de um estudante homossexual no secundário que todos deviam ler. ❤️🏳️🌈
Agradeço pela oportunidade dada para que eu pudesse ler a história. Fiquei genuinamente feliz por isso. E quero dizer que tudo o que se segue, faz parte da minha sincera e honesta opinião. Farei a review falando diretamente ao autor.
Começo por dizer que tens uma escrita lindíssima e sabes colocar as palavras e referências certas num texto que transmita emoções. Sabes muito bem descrever emoções e transmiti-las para quem lê. Arrisco-me a dizer que há uma certa poesia na leitura, nos momentos e nas passagens do livro. O Miguel, transmitiu isso em meio das suas palavras – que são tuas. Conheces o que escreves – principalmente localizações e tecnologias – e expressas bem esse conhecimento. Além disso, referências a filmes e séries, assim como músicas – na muge!
A tua história, este livro, fez-me lembrar muitas coisas a respeito da minha vida quando mais nova e acho que isso é um bom ponto para eu gostar mais ainda. Um grande ponto importante, a tua escrita e história, fizeram-me recordar esses livros que li na minha adolescência e que me fizeram amar ainda mais a leitura. São muito bem escritos, retratam vidas de adolescentes e imensos problemas. O teu teve alguns pontos de mais maturidade – principalmente em sexo – mas senti uma conexão que não costumo sentir em alguns autores portugueses. Não tentaste mascarar os personagens, mudá-los para o ‘estrangeirismo’ apenas pegaste neles e colocaste-os na nossa realidade sem que parecesse estranho ler. Infelizmente é esse o meu problema em algumas obras portuguesas – quando tentam mascará-las. Aqui, não houve esse sentimento de estranheza, apenas gargalhadas e emoções que oscilaram várias vezes durante a leitura.
O Miguel, é um personagem maravilhoso, porém tive momentos em que me fez saltar a tampa. E o pior? Porque me fez lembrar eu mesma naquela idade: dramático, pensa demais, imagina demais, tem de internamente se acalmar várias vezes e age exatamente como a pequena Sónia agia. O que me fez rir e contar até 10 ao mesmo tempo. Mas adorável e gostei imenso da relação de sinceridade dele com os pais e posteriormente com os amigos. O Pedro, a Mónica e até o André. A construção destes personagens peculiares. Gostei imenso e não consigo imaginar (lendo a nota de autor) o quão difícil deve ter sido para ti escrever tudo aquilo. Mas admiro a tua força e coragem.
Gostaria de ter mais histórias onde começam a normalizar as reações e a existirem mais reações positivas para que possa ser uma história de amor entre duas pessoas do mesmo sexo, sem o peso e a tristeza de assumir – porque infelizmente os outros são estúpidos e nós é que nos sentimos mal por sermos…nós. Então gostei da ‘normalidade’ e aceitação. Do Miguel se sentir bem com ele mesmo e de ajudar o André, e do André poder ter dado esse passo e encontrado positivismo e apoio. Normalizar relações e o amor. Muitos pontos!
Acho que a única coisa que posso dizer, mas não no mau sentido, negativa, da história, é que senti que a narrativa teria ficado mais completa se tivéssemos o ponto de vista do André e de algumas partes dele. Todo o livro foi na perspetiva do Miguel, e isso fez-nos conhecer muito bem o Miguel, mas senti falta de conhecer melhor o André e talvez por isso achar que houve uma rapidez em algumas situações da história e da relação de ambos.
Adorei as expressões nortenhas. Como alentejana que sou, fiquei a imaginar como seria trocar algumas e misturar tudo e foi engraçado isso. Gostei imenso, diverti-me a ler, senti coisas pessoais e que tocam no coração. É uma leitura agradável e a escrita é lindíssima. Tens um dom para escrever e expressar e acho que isso é maravilhoso e ajuda imenso na tua escrita. Fico ansiosa pela continuação que referes que irá haver. Que venham mais aventuras e histórias.
Fiquei tão feliz e foi uma grande honra ter lido este livro do Diogo ainda sem edição revista. Amei. Por vezes a vida oferece-nos momentos que aquececem o nosso coração e a leitura deste livro foi um desses momentos. Um livro que nos faz pensar na vida. É um livro corajoso que nos ajuda a aceitar as diferenças e o que nos acontece de menos bom. A vida não é feita só de likes.
Dislike é uma história repleta de personagens genuínas, que me fizeram torcer por elas e pelo seu final feliz, que me fizeram rir com os seus momentos engraçados, e contorcer de vergonha alheia nos momentos de maior embaraço. É também uma crítica pertinente à sociedade em que vivemos, envolta num romance cuja representatividade é algo que precisa de ser mais relevante na literatura de hoje em dia. Vai ficar com um lugar bem especial de destaque na minha estante.
Esta é a segunda obra que leio para o meu projeto “Páginas Portuguesas” que consiste em ler e promover livros de autores portugueses! Foi o meu primeiro livro do Diogo e confesso que me prendeu desde o início! Com uma escrita simples e fluída, captou a minha atenção de imediato. Adorei as personagens principais, ainda às vezes tivesse vontade de bater no André! Achei o Miguel super divertido, mas para além disso achei-o real. Com as suas inseguranças, vontades e objetivos, a sua solidão, entre outras coisas. Quanto às personagens secundárias, adorei a Monica! Não me lembro de alguma vez ter gostado tanto de uma personagem secundária, mas a Monica é sem dúvida especial! Adorei o assunto das redes sociais e a forma como foi abordado ao longo do romance. Gostei ainda mais que este não fosse um mero romance, mas sim um romance LGBT+! Acho que foi muito bem descrito e formado e o Miguel e o André fazem sem dúvida um par fantástico! A não ser uns quantos ataques cardíacos que o Diogo me ia dando, a leitura do livro é muito fácil. Faz-nos não o querer largar até descobrirmos como acaba! Recomendo muito este livro, vale muito a pena!!
Uma história com a qual facilmente nos identificámos.
A luta constante com o nosso "eu" interior. Tentámos ocultar os nossos verdadeiros sentimentos com receio de os partilhar com os outros, como se eles fossem mais importantes do que o nosso bem estar. Sempre com receio e medo do julgamento social que é feito.
Através das redes sociais partilhámos vivências que para muitos parecem um mar de rosas e perfeitas, no entanto, muitas vezes não mostram a realidade, nem o que se passa connosco.
Esta é uma história em que dois rapazes aprendem que a vida é muito mais que likes nas redes sociais e que o mais importante é o AMOR que os une.
Batalhas e obstáculos irão colocar à prova a sobrevivência do AMOR destes dois rapazes... mas para saber o final têm de ler o livro :)
Neste livro podemos acompanhar de forma relativamente leve, mas séria a jornada de um adolescente e as respetivas inseguranças. Todos nós temos inseguranças e todos nós sabemos que as inseguranças são catastroficamente maiores quando somos mais novos. E neste livro temos um vislumbre disso mesmo. Mas não só.
Com um escrita simples, direta e cativante vamos conhecendo personagens com as quais nos identificamos e cujas questões entendemos. Temas extremamente importantes são abordados como a ansiedade e os comportamentos que a mesma pode causar, a necessidade de sermos ouvidos e compreendidos e a realização de que afinal não precisamos assim de tantos amigos, mas dos amigos certos, um núcleo pequeno mas conciso que nunca nos falte.
Estou muito curiosa com a possibilidade de uma continuação da vida destes personagens ❤
O livro fala de Miguel que tem uma pequena obsessão com o seu colega André e na vida perfeita que ele mostra nas suas redes sociais. Onde será que essa pequena obsessão irá levar ? E será que a vida do André é assim tão perfeita como o mesmo dá a entender pelo que mostra nas suas redes sociais?
Comecei a ler este livro com expetativas altas porque já li outro livro do autor e fiquei mesmo contente por ele ter escolhido representar a comunidade LGBTQ + neste seu novo romance.
No início fiquei com mixed feelings em relação ao livro devido à forma como o Miguel estava obcecado por tudo o que o André publicava nas suas redes sociais mas ao longo do livro fui percebendo a mensagem que o autor quis passar com a personagem do Miguel e as suas atitudes.
Gostava de puder dizer que adorei as personagens principais do livro, mas não as adorei. Gostei deles mas a meu ver não são o tipo de personagens pelas quais me "apaixono" quando leio um livro. Se tivesse que escolher, talvez escolhesse o André mas tanto ele como o Miguel tiveram atitudes que não adorei. Mesmo assim, gostei da amizade e do romance que foram construindo entre si, pareceu-me bastante realista dado a personalidade de cada um. São o tipo de casal que se ajuda a crescer um ao outro e não há como não shippar um casal assim apesar de algumas atitudes deixaram um bocadinho a desejar.
Gostei do livro, acho que aborda vários temas importantes, desde as redes sociais e em como isso nos afeta, a descoberta da sexualidade, a homofobia, etc...
Gostei da mensagem que o autor tentou passar com o livro, de que nunca realmente sabemos o que se passa na vida de quem seguimos online, que não devemos tomar nada por garantido e agradecer sempre por aquilo que já temos.
Recomendo a lerem este livro porque apesar de não ter adorado as personagens, gostei bastante do livro e da história que ele trazia!
Eu li e voltava a ler. Daqueles livros que nos apetece dizer "gostava de o ler pela primeira vez novamente".
Uma história com uma carga emocional brutal! Recordou-me bastante os meus tempos da adolescência e ao mesmo tempo a entrada para o mundo dos adultos. Não é fácil saber quem somos, assumir quem somos e gostar de quem somos. A autodescoberta das personagens emociona e nem sempre tudo o que parece é. Adorei do início ao fim. Se gostava que saísse o 2º? CLARO! E fico à espera! QUERO UM DISLIKEEEEEE 2, PLEASE!
Gostei muito do livro e foi interessante ser abordado o impacto das redes sociais nos adolescentes, algo que nunca pensei muito. Senti a parte final mais forçada.
As redes sociais são um mundo aliciante e, também, alucinante, quando permitimos que a sua influência seja negativa e não exercida num ponto de equilíbrio. E é esta realidade que encontramos no romance do Diogo.
Vou já tirar do caminho aquelas que, para mim, foram as maiores fragilidades do livro: a sensação de andar em círculo, no início, alguns erros e ter questões que só foram debatidas numa fase demasiado avançada da ação, porque sinto que isso acelerou o processo e, depois, lhes retirou impacto.
Posto isto, quero concentrar-me naquilo que a história tem de melhor: os detalhes que evidenciam a temática central, a fluidez da escrita, a interação familiar, os medos, os sonhos e a viagem de (auto)descoberta que potencia. Além disso, sinto que tem a dose certa de drama e de humor, porque, por um lado, sentimos o sufoco de um futuro incerto, mas, por outro, os pensamentos do Miguel conseguem serenar-nos, porque têm graça. À medida que ia avançando na leitura, era como se esses pensamentos se tornassem palpáveis. Há uma grande vulnerabilidade na maneira como estas personagens crescem, como interagem, como aprendem a comunicar e isso torna tudo muito mais credível.
Nem tudo é o que aparenta ser. Por mais cliché que isso seja, acredito que é uma das maiores lições que podemos tirar desta obra - bem como o facto de nunca estarmos sozinhos, porque existe sempre alguém para nos amparar. E, sim, a nota de autor fez mesmo toda a diferença.