Една нощ Томаш напуска мястото и дома, където е прекарал целия си живот, и се отправя в незнайна посока. Причината – след нещастен случай в семейството му момчето е убедено, че е причината и че носи злини на хората около себе си.
Но едва пристигнал в близкия голям град, и страната е пометена от невиждан ураган. Томаш се озовава сред наводнения и развалини, а и връзка с майка си, естествено, вече не може да установи.
Точно когато се чувства най-загубен и най-отчаян, той открива най-невероятния приятел...
„Томаш и носорогчето“ е вълнуваща и очарователна история за болката от загубата и за целебната сила на приятелството.
Давид Машаду е едно от големите имена в съвременната португалска литература както за деца, така и за възрастни. Удостоен е с Европейската литературна награда, а романът „Томаш и носорогчето“ бе включен в престижния международен каталог „Бели гарвани“ като препоръчвана книга за деца от Португалия.
David Machado nasceu em Lisboa em 1978. É autor do romance O Fabuloso Teatro do Gigante e do livro de contos Histórias Possíveis. Em 2005, o seu conto infantil A Noite dos Animais Inventados recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca, da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso, e desde então publicou mais três contos para crianças, Os Quatro Comandantes da Cama Voadora, Um Homem Verde num Buraco muito Fundo e O Tubarão na Banheira, distinguido com o Prémio Autor SPA/RTP 2010 de Melhor Livro Infanto-Juvenil. Tem livros publicados em Itália e Marrocos e contos presentes em antologias e revistas literárias em Itália, Alemanha, Noruega, Reino Unido, Islândia e Marrocos. Traduziu os livros O Herói das Mulheres, de Adolfo Bioy Casares, e Obrigada pelo Lume, de Mario Benedetti.
Mais uma obra lida de um autor tuga que me consegue preencher nas mais variadas "vertentes" - com obras infantis, juvenis e adultas.
Sou completamente doidinha por obras que tenham nas suas páginas crianças sofridas e animais que tudo fazem para ajudá-las/consolá-las com um simples encostar... Nem preciso de dizer que desabei em todos esses momentos!...
Adorei o livro, é mais uma excelente obra de David Machado de quem sou leitor desde o maravilhoso Índice Médio de Felicidade. No entanto, não consigo entender a escolha da capa pois parece de um livro para bebés. Sendo um romance juvenil, é uma pena que nenhum adolescente queira ser visto a ler um livro com uma capa assim. Quanto ao título, também parece demasiado infantil. Este livro seria um enorme sucesso com um título como, por exemplo, "O furacão e o rinoceronte" ou simplesmente "O furacão" com uma capa de índole mais juvenil. Em todo o caso, recomendo vivamente. Cinco estrelas
“Não te Afastes” foi a minha estreia com o autor David Machado. Já várias vezes ouvi falar muito bem deste escritor, pelo que fiquei com a curiosidade desperta. Calhou que a minha estreia tenha sido com um livro juvenil, mas não fiquei minimamente defraudada. Antes pelo contrário. Numa narrativa simples, David Machado escreve bonito, capta a atenção (quer da leitora adulta, quer do leitor criança que fez a leitura conjuntamente comigo, o meu filho de 8 anos). Achei que teve particular atenção ao vocabulário utilizado, por vezes não sendo o mais comum, torna a historia mais rica, sem que o leitor mais novo tenha perdido o fio à meada!
«(…) eu não sabia que ficar sozinho doía tanto. Eu já tinha ficado sozinho: às vezes, quando saía da escola, passava pelo rio antes de ir para casa, sentava-me numa rocha e ficava ali quase uma hora a olhar para a água ou a fazer os trabalhos de casa. Sozinho. E era bom. Podia pensar e sentir as coisas como se o mundo existisse só para mim. Estar sozinho na cidade é outra coisa: é como cair num precipício e nunca chegar a bater no chão lá em baixo. Todas as ruas têm gente, há milhares de pessoas à minha volta e ninguém olha para mim, ninguém fala comigo, como se eu não existisse.»
Mais uma vez, David Machado no seu melhor. Claramente um nome grande na atual literatura portuguesa; um nome incontornável na literatura para a infância e juventude. Desta vez, uma belíssima e comovente (mas não lamechas) história de dor, perda, culpa e amizade, contada a duas vozes que se vão alternando, deixando-nos ir construindo o fio narrativo aos poucos, até se ligarem no final. A ler, independentemente da idade.
A estreia de David Machado no romance para crianças/adolescentes não só não desilude, como abre caminho a um tipo de publicações que, entre nós, tem pouca tradição. A narrativa, contada a duas vozes, tem algo do ritmo da tragédia, uma vez que o protagonista parece empurrado pelo fado para um precipício do qual não se vislumbra saída. Mas esperança toma uma forma inesperada e permite refazer a personagem por dentro, libertando-o da culpa e do remorso. Tal como aconteceu com o livro-álbum, em que começamos tarde e agora já temos alguns dos melhores criadores do género, espero também que surjam mais livros como este.
Há livros que ficam associados a uma história que vivemos, e talvez por isso nunca consigam ser apenas livros outra vez. “Não Te Afastes” será sempre, para mim, uma dessas histórias. Foi com este livro que ganhei o Concurso Nacional de Leitura, há já alguns anos, e talvez exista qualquer coisa de bonito em voltar agora àquilo que, na altura, significou tanto. Mas, para além da memória que lhe está inevitavelmente presa, continua a existir aqui uma história que me parece profundamente terna na forma como fala de culpa, solidão e da necessidade que temos dos outros, mesmo quando acreditamos que estar sozinhos é a única maneira de os proteger.
O menino desta história carrega uma culpa demasiado grande para os seus ombros. Depois da morte do pai, convence-se de que existe qualquer coisa nele que faz com que coisas más aconteçam às pessoas de quem gosta. E, perante essa ideia, toma uma decisão que talvez seja uma das formas mais dolorosas de amor: afastar-se. Se não estiver perto, pensa ele, ninguém poderá sofrer por sua causa. É uma lógica infantil, mas é também profundamente humana. Quantas vezes acreditamos que desaparecer é uma forma de proteger quem amamos? Quantas vezes confundimos distância com cuidado e silêncio com proteção? O que começa como uma tentativa de impedir novas perdas acaba por o colocar ainda mais sozinho, precisamente quando mais precisava de alguém que lhe mostrasse que a culpa não é uma coisa que se escolhe carregar.
E então acontece o furacão. A cidade transforma-se, as ruas enchem-se de água, as ruínas substituem aquilo que antes parecia seguro e o menino fica literalmente perdido num mundo que já não reconhece. Gosto imenso desta passagem porque parece tornar exterior aquilo que ele já trazia dentro de si. O caos da cidade é também o caos dele. A água, a destruição, a fuga dos animais e aquela sensação de que todas as referências desapareceram tornam-se quase uma extensão da sua própria solidão. E é precisamente no meio dessa devastação que surge a amizade mais improvável possível: um rinoceronte. Dois seres completamente diferentes, ambos deslocados, ambos sozinhos, ambos sem saber muito bem como regressar ao lugar a que pertenciam. Há qualquer coisa de profundamente bonita nessa imagem. Talvez, quando tudo à nossa volta desaba, não precisemos necessariamente de encontrar alguém que nos compreenda por completo. Talvez baste encontrar alguém que também esteja perdido.
A amizade entre os dois é, para mim, o coração da história. Há uma ternura enorme na forma como uma criança que acredita ser responsável por todas as tragédias encontra companhia num animal que também foi arrancado do seu mundo. O rinoceronte não lhe pede explicações, não o julga, não precisa de compreender a culpa que ele carrega. Simplesmente está ali. E talvez seja isso que Tomás precisava desde o início. Alguém que permanecesse. Alguém que não desaparecesse porque ele acreditava ser perigoso amar. A história acaba por transformar uma aventura aparentemente impossível numa reflexão muito bonita sobre aquilo que significa pertencer, encontrar companhia e perceber que nem todas as perdas são culpa nossa.
Talvez seja por isso que “Não Te Afastes” continue a significar tanto para mim. Porque, por detrás do furacão, das ruínas, do rinoceronte e de todas as peripécias, existe uma ideia muito simples que continua a ser difícil de aprender: não precisamos de nos afastar de quem amamos para os proteger. Às vezes, aquilo de que mais precisamos é precisamente de ficar. Ficar quando temos medo, ficar quando achamos que somos um problema, ficar quando acreditamos que a nossa presença só pode trazer dor. E talvez a amizade mais improvável desta história nos ensine isso melhor do que qualquer pessoa poderia ensinar. Há encontros que acontecem no meio do caos e que, sem resolverem tudo, tornam o caminho de regresso um pouco menos solitário. Para mim, este livro será sempre, também, a memória de uma conquista muito especial, mas hoje gosto ainda mais de pensar nele como a história que me ensinou que, mesmo quando o mundo parece ter ficado em ruínas, ainda podemos encontrar alguém com quem caminhar para casa.
O que dizer de mais uma obra de David Machado? Desta vez, rendi-me a um romance juvenil, Não te Afastes, que nos conta a amizade improvável (haverá amizades improváveis?) entre um rapaz e um rinoceronte bebé. A história é-nos contada em duas vozes, pelo próprio rapaz e por um narrador que nos vai levando por uma viagem (também ela improvável) na travessia de um rio que se tornou tão gigantesco que, por vezes, nem se vêem as margens. É mais uma obra brilhante de um autor que é difícil largar. Que venha o próximo.
Това е книгата, с която започна моята читателска 2022 година! Много исках да започна с жизнеутвърждаващ и различен роман и съм щастлива, че именно това открих в нейно лице. “Томаш и носорогчето” харесах, защото представя наивно и по детски идеите за вината на оцелелите, за спиралите на самообвинение и параноя, в които тъгата ни въвежда. Благодарение на поредица вълнуващи срещи с неочаквани герои, виждаме различни аспекти на моралните дилеми, пред които всеки се изправя, осъзнаваме важността на откритата комуникация със света и искреността.
(...)... Este livro, apesar de ser uma história direccionada para o publico juvenil, mas que na minha opinião faz de leitura adulta, perfeitamente, é uma história carregada de tristeza e esperança... daquelas histórias que entram no mais profundo de nós mesmos, e ajudam a deitar cá para fora emoções reprimidas.....(...)
Mais meia estrela. Bem escrito e muito interessante para o público juvenil. Talvez tivesse resultado ainda melhor na forma para que foi inicialmente pensado, a BD. Infelizmente, o mercado português ainda faz alguns estragos.
la verdad q tardé bastante en leerlo, ya q lo iba leyendo en clases de portugués en el colegio, pero me gustó una banda, tipo surgen cosas d la nada y te re entretiene pd: ahora quiero un hipopótamo d mascota
Li à minha turma do 3'ano e foi fabuloso ver o interesse que os vários acontecimentos suscitaram nos alunos.... As suas reações e a percepção da importância das descrições. Muito boa leitura.
Este livro foi bom para ser o meu entretenimento para o autocarro, mas definitivamente recomendaria mais para pessoas abaixo dos 10 anos e até talvez para ser lida a crianças mais pequenas. Porque apesar de achar a mensagem do livro super importante e o desenvolvimento da história bem criativo, não teria acabado este livro se não estivesse a lê-lo no autocarro.