Este livro ⏤ o primeiro da coleção +Liberdade, que a Alêtheia inicia numa coedição com o Instituto Mais Liberdade ⏤, desconstrói, um por um, todos os argumentos que têm sido usados pelos responsáveis políticos para justificar a injeção de dinheiro na TAP. Serão injetados, no mínimo, cerca de 400 euros por português ou 800 euros por cada português trabalhador. A justificação que tem sido dada para uma das maiores injeções de sempre do Estado em empresas foca-se no caráter imprescindível da companhia aérea para a economia, para o emprego, para o turismo e até para a soberania nacional. Mas será mesmo assim? Seria mesmo um desastre para o país não injetar dinheiro dos contribuintes na TAP? Ou será que o desastre é avançar com a injeção? O que aconteceu noutros países que deixaram cair a sua companhia aérea de bandeira quando estava em circunstâncias semelhantes às da TAP? Neste livro, os autores fazem as contas em detalhe para perceber se os argumentos utilizados pelos governantes têm correspondência com a realidade. Sem grande surpresa, os autores descobrem que toda a narrativa é desmentida pelos números, pelos factos.
É economista, consultor de estratégia e deputado na Assembleia da República. Doutorado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, já trabalhou, como consultor de estratégia nas áreas das telecomunicações e digital, em mais de 20 países e 4 continentes.
É um dos mais empenhados divulgadores do liberalismo em Portugal, defendendo sempre que a prosperidade nasce da liberdade e que o Estado deve servir as pessoas, e não o contrário. Foi nesse âmbito que presidiu à Iniciativa Liberal, entre 2018 e 2019 – período em que o partido alcançou pela primeira vez a Assembleia da República –, e que fundou o Instituto +Liberdade – de que foi o primeiro diretor-executivo –, dedicado à divulgação do pensamento liberal e à promoção da literacia financeira.
Autor de vários artigos, palestras e livros, Carlos Guimarães Pinto alia como poucos o pensamento académico à experiência prática, fazendo do sentido de humor e da ironia ferramentas que diferenciam as suas intervenções no Parlamento e na vida política nacional.
Um livro que não recomendo a qualquer pessoa que goste de Portugal e tenha algum tipo de esperança acerca do futuro do país. Os autores deste livro dignam-se a fazer o que nenhum dos nossos governantes fez quando decidiram investir 4 mil milhões de euros na TAP (valor que corresponde a 3x a despesa na Justiça prevista no OE 2021 e mais de metade da despesa do mesmo orçamento para a Educação): as contas. Assumindo que a TAP teria sempre o melhor resultado dos últimos 5 anos, seriam precisos quase 35 anos para que este dinheiro possa ser devolvido ao Estado, assumindo também que o investimento fica pelos 4 mil milhões (que inicialmente seriam "apenas" 700 milhões). É ainda posto em perspetiva este investimento vs. investimentos semelhantes a que os nossos políticos tanto recorrem para justificar esta despesa, aproveitando-se da iliteracia matemática do seu público. O investimento feito pelos Alemães na Lufthansa, que apenas ouvimos ser referido como tendo sido o dobro (8 mil milhões de euros) corresponde a 0,4% do PIB Alemão, versus os 4% do PIB Português que investiremos na TAP (uma pequena diferença de 10x, portanto), tendo o investimento na Lufthansa sido devolvido em meses e não em 35 anos (período que, repito, assume considerações muito generosas para as receitas da TAP). Por último, é-nos frequentemente recordado um dos conceitos mais básicos da Economia: o custo de oportunidade. Porque num país com um SNS com filas de espera enormes e onde há uma clara falta de investimento na justiça, entre tantos outros problemas, a prioridade é enterrarmos dinheiro numa companhia aérea cronicamente deficitária, em que na melhor das hipóteses recuperaremos este dinheiro dentro de 35 anos.
Um abre-olhos. Um livro que desconstrói os 7 argumentos mais utilizados para defender a injeção de dinheiro público na TAP. Um por um, com dados, factos e muita pesquisa são contrapostos e derrotados. Em suma: Nao é a TAP que serve o turismo, é o turismo que alimenta o negócio da TAP. Mesmo sendo a TAP um grande exportador em valor absoluto, ao fazê-lo com prejuízos, o seu efeito positivo nao é relevante para a economia. A injeção de dinheiro é desproporcional ao número de empregos salvos e seria irrealista acreditar que os trabalhadores da TAP não seriam contratados para outras empresas. O argumento da receita de impostos para o estado não faz sentido porque 1) a TAP não paga impostos sobre o lucro, porque, adivinhem, não o tem e 2) a receita que é trazida a discussão refere-se a receitas de impostos sobre o trabalho que chegariam aos cofres do estado empregando as pessoas noutras empresas. Mais: sim, é possivel um país sobreviver sem uma companhia de bandeira nacional, como provam outros exemplos europeus e, ainda, seria mais barato subcontratar rotas e voos específicos do que suportar uma companhia inteira, por sua vez falida. Não podemos comparar o apoio da TAP ao de outros países a companhias aéreas porque 1) "nenhum outro país colocou uma parcela tão grande do seu PIB e da sua despesa pública ao serviço de uma companhia aérea" e 2) enquanto noutros casos o dinheiro seria devolvido, no caso da TAP falamos de uma transferência a fundo perdido. Portugal terá já injetado 4 mil milhões de euros na TAP "correspondente a metade da despesa anual em educação e mais do dobro do que se gasta em justiça". Assumindo que a partir do próximo ano a TAP terá, todos os anos, um resultado igual ao do seu melhor ano, demoraria 35 anos para devolver os apoios públicos.
Consigo pensar em muitas outras melhores formas de utilização do dinheiro dos contribuintes.
Uma brilhante desconstrução de todos os argumentos a favor da injeção de capital na TAP, recorrendo em todos os momentos a dados disponíveis publicamente. Torna-se muito difícil justificar o apoio à companhia aérea, principalmente dada a dimensão da injeção e da impossibilidade de a reavermos.
Deste livro retiro várias conclusões: 1 - A ideologia muitas vezes não olha a contas 2 - o Governo desconhece o conceito de custo de oportunidade 3 - Pelo que neste livro se evidencia, estamos mal entregues. Muito mal.
Um excelente exemplo de uma análise económica de uma decisão política.
Com recurso às questões que foram servindo os argumentos da decisão política do governo, sobre o apoio à TAP, intervindo com dinheiros públicos para salvar a empresa, no decurso do impacto da pandemia.
Descontroi os argumentos e apresenta uma análise da qualidade do investimento, bem como os riscos de perda associada. No mínimo, um documento importante para quem queira discutir sobre a questão da TAP.
É essencial que os cidadãos portugueses leiam este livro. Tratando-se de um assunto a decorrer na atualidade, cujas repercussões serão futuras, é natural o livro ter muitos "e se". Ninguém prevê o futuro, mas é interessante analisar dados históricos de, neste caso, várias companhias aéreas e perceber uma tendência destrutiva no nosso país.
Depois de ler este livro, aguardo ansiosamente que existam outras razões para este investimento. Caso contrário o que é aqui exposto é assustador para qualquer contribuinte.
Esperemos que se consiga evitar a injeção de mais capital.
Uma nota que complementa o livro. No report dos défices a Bruxelas o governo assume que não se trata de um empréstimo. E que não espera receber o dinheiro de volta.
Se o governo colocasse dinheiro na TAP e esperasse recuperá-lo, ou se esse investimento valesse alguma coisa, estávamos a trocar um ativo por outro: estávamos a trocar "dinheiro" por algo com valor financeiro - não havia perda valor. E do ponto de vista das contas nacionais, os 1200 milhões não iriam ao défice, mas apenas à dívida. Porém, o ministro das Finanças indicou que o valor colocado na transportadora aérea está na rubrica D9 da contabilidade nacional, um valor que fica registado como despesa, que afeta o défice. Eles sabem bem a porcaria que estão a fazer.
Muito fácil de ler e com uma análise muito bem fundamentada o livro é um exercício que merecia um contraditório por parte do governo, que fosse no mínimo tão bem fundamentado como este e não com o que nos habituaram ao longo todos estes anos.
Qualquer português devia ler para perceber melhor a enormidade da decisão de renacionalizar a TAP. Este livro é uma boa ajuda para perceber o que está envolvido
A TAP sempre foi um daqueles clássicos onde para o eleitor a diferença entre 5 milhões ou 10 milhões é muito relativa. Quando um governo fala de milhões todo o milhão é igual. Num país como os EUA ou no norte da Europa isto passava ao lado porque o contribuinte vê retorno no investimento, seja em apoio social ao trabalhador ou qualidade de serviço das próprias empresas. Em Portugal o caso é insidioso, porque os milhões que caem na TAP virtualmente desaparecem, não se vê retorno porque a transparência dos números também é omitida, e existem sempre casos como o da frota de BMWs (2022) que sugerem um suborno do governo às chefias empresa.
Este livro mostra-nos que perder a TAP não implica perder uma companhia aérea, nem um aeroporto; não implica perder emprego, apenas mudança de empreendedor; e que todos os governos usam as contas da TAP como mais convém no contexto político, atirando areia aos olhos do contribuinte. Fiquei com a impressão que os autores não terminaram a acusar a relação do governo com a TAP de ser promiscua para não ferir suscetibilidades, mas é uma conclusão justa que o leitor pode retirar.
Na prática os milhares de milhões despejados na TAP para manter o repertoir político poderiam ser muito mais úteis colocados diretamente e indiretamente na educação (transportes fiáveis e rápidos para estudantes, acessos e melhores condições a educação no interior, internet, incentivos a professores e colocações proporcionais) e na defesa (modernização, expansão de segurança ultramarina, portos). A diferença entre 5 milhões e 10 milhões, ou 20 milhões e 30 milhões, é muito significante, mas é irónico como o eleitorado português não vê esse diferença ao mesmo tempo que jura ter a vida feita se só ganhasse 1 milhão de euros na lotaria. Os autores sugerem que a perda da TAP como companhia aérea bandeira e o possível despedimento não teria impacto na economia, pois outra companhia tomaria as rédeas e os trabalhadores muito provavelmente seria recontratados. No entanto, o mero fantasma de haver a possibilidade de perder milhares de empregos sem qualquer garantia de recontratação, e no processo, Portugal perder mais uma companhia histórica, provoca emoções. Os números falam por si e contam a verdade no terreno, mas o que leva as pessoas às urnas e a disseminar opinião pública é a emoção, logo não invejaria o governo que tivesse no seu currículo a queda da TAP, quanto mais a possibilidade de não conseguir compensar os lesados pela sua queda, como os despedidos. Sem garantias e resultados de curto a médio prazo, seria suicídio político. Apesar das razões legítimas para a TAP cair, temo que a oposição iria torcer os factos para ganhar o eleitorado em vez de apoiar a decisão económica pelo bem do país, arriscando-se a nacionalizar a companhia uma vez mais e a manter a sanguessuga bem alimentada. Conquanto a queda da TAP simplesmente significa a queda da companhia, não a inexistência de uma companhia aérea, de aeroporto ou de empregos. Pelo contrário, abriria espaço para ingenuidade e expansão pela nova companhia, que poderia não ser TAP mas ser outra coisa melhor e, na mesma, portuguesa. No fundo, o que impede a sua queda é os interesses ocultos e a manipulação da classe trabalhadora que incorpora a empresa, criando insegurança suficiente para temer pela estabilidade das suas vidas caso o deus da TAP seja profanado.
Eu próprio não sou fã de perder mais uma companhia portuguesa a ir abaixo, e prefiro que o quer que a substituísse fosse nosso. Portugal precisa de um plano de futuro que una o povo. Porém já passaram dois anos desde o lançamento do livro e não sei se veio a tempo de evitar o pior. Pelo menos abriu olhos e educou uma parte do eleitorado.
Um livro duma clareza cristalina. Um trabalho que não pretende ser mais do que é: um estudo detalhado e baseado em factos da bondade da decisão de quem circunstancialmente domina o Estado português de obrigar os Portugueses a suportarem uma empresa perpetuamente gangrenosa durante muitos anos vindouros, num esforço absurdo e completamente desproporcionado à nossa escala e nível de prosperidade. O livro rejeita ponto por ponto os argumentos, vindos não se sabe muito bem de onde, de quem defende a intervenção. Quem sabe o próximo trabalho dos autores seja uma dissertação sobre o porquê de, em Portugal, decisões de responsabilidade estarem sistematicamente sujeitas à impreparação, cegueira ideológica, cálculo político ou pura teimosia de quem governa, em claro prejuízo dos portugueses e sobre o motivo pelo qual os portugueses nada fazem e pouco se interessam. O livro é de leitura muito acessível, com bastantes gráficos de fácil interpretação e com uma linguagem simples.
Nunca me tinha debruçado sobre a TAP a fundo. Foi um debate que se estendeu durante semanas a fio e sempre de forma pouco clara. Este livro, por sua vez, não se estendeu, é pequeno e direto ao ponto. O argumento a favor do apoio à TAP no qual mais me revia era a garantia de ligação do continente e ilhas, mas primeiras páginas serviram para mostrar que não seria um problema. O mais provável é surgirem outras companhias aéreas interessadas (que já existem) e, no limite, o governo pode só subsidiar ligações.
Não se percebe esta injeção brutal de dinheiro e deixa-me exasperada ver no que é que podia ser usado quando comparado com as restantes áreas (justiça, cultura...).
Apenas com menção de números e análise dos mesmos, duma forma simples e clara, este livro desmonta com uma facilidade surpreendente todas as justificações que os políticos medíocres que nos governam deram aos portugueses para o investimento na TAP. No fundo cerca de 4 mil milhões (para começar...) que foram pura e simplesmente deitados à rua. Uma leitura rápida a não perder, para perceber como uma pessoa pode ser enganada e imaginar a forma como o nosso país é governado.
Os autores tentam perceber se existe algum racional económico para a quantidade de dinheiro que se gastou, e ainda vai gastar, na TAP. E claro, não há.
É possível contra-argumentar alguns dos pontos do livro, mas no essencial a conclusão não muda. Mas o que é mesmo mau, é que o Governo nunca se dedicou a justificar as decisões que tomou com a minúcia e a clareza com que este livro utiliza para perceber o poço sem fundo, em que a TAP se tornou.
O melhor livro que uma pessoa pode ler para ter uma ideia da forma negligente como o nosso país é governado. De forma simples e acessível os autores usam factos e conceitos básicos de economia para explicarem como o partido socialista enganou os portugueses para que estes aceitassem o “resgate” a uma empresa sem salvação
Talvez o primeiro livro que li do início ao fim sem pousar e sem me perder ou distrair. O autor fez uso da linguagem simples para explicar conceitos complicados, desmentindo logicamente os argumentos que o Estado usou para injectar dinheiro da TAP. Recomendo vivamente.
Excelente leitura: acessível, sem linguagem complicada, e que ilustra perfeitamente que a situação da TAP não é bem explicada à opinião pública. Desarma praticamente todos os argumentos contra a privatização da empresa. Considero de leitura obrigatória para um cidadão que pretende estar informado.
Todos os contribuintes portugueses deviam ler este livro, para entenderem o quão falaciosos são os argumentos usados pelos governantes que decidiram nacionalizar a TAP.
Neste livro, os autores conseguem refutar as justificações que o governo dá para a injeção de dinheiro na TAP. Melhor livro de política portuguesa que já li. Parabéns
Livro bastante esclarecedor sobre um dos temas do momento em Portugal. Desmonta um por um todos os argumentos apresentados para salvar a TAP Leitura rápida e simples