Ele ganhou uma segunda chance, mas teria que enfrentar seu pior inimigo. Ele mesmo. A Editora Pipoca & Nanquim orgulhosamente apresenta sua mais nova obra original, ARENA. Rômulo Cruz, um artista marcial frustrado com os percalços da vida, é convidado por José Prado, um antigo colega de tatame, a participar de um evento que pode mudar seu destino, o Arena, um torneio de MMA que busca ser tão grande quando o UFC. Aos 39 anos de idade, trabalhando como instrutor de defesa pessoal e sem perspectiva de vida, Rômulo reluta em aceitar. O que ele não sabe é que o Arena está afundado em dívidas e, por conta de um capricho do destino, sua participação pode ser a única coisa capaz de salvar José de cair nas mãos de um perigoso agiota. Mas Rômulo prefere passar as noites em uma casa noturna, assistindo aos shows da prostituta e dançarina Ana Maya, por quem é apaixonado em segredo.
Arena é o segundo quadrinho escrito por um dos três integrantes do canal e editora Pipoca & Nanquim, e marca a estreia de Alexandre Callari (A Floresta das Árvores Retorcidas) como roteirista, ao lado do talentoso artista Alan Patrick (Nick Fury, Quarteto Fantástico). A edição tem formato grande, 252 páginas impressas em papel couché fosco de alta gramatura, com algumas artes coloridas, capa dura com verniz localizado e lombada redonda.
PT Fiquei agradavelmente surpreendido com esta leitura.
Alexandre Callari faz aqui um excelente trabalho ao criar uma história envolvente de redenção, mas mais do que isso: uma história de luta, força, moralidade e coragem.
Notei que muitos acusam a obra de recorrer a clichés — e sim, eles estão lá. Mas e depois? Qual é o problema? Não conheço nenhuma outra obra do género que faça o mesmo. É claramente inspirada pelos filmes de ação dos anos 90 com Jean-Claude Van Damme, mas no universo da banda desenhada, não encontro paralelo.
Além disso, é uma leitura sólida e bastante divertida. E não será isso o mais importante?
Alan Patrick contribui com uma narrativa visual de grande qualidade, apoiada por uma arte fabulosa. Destaco especialmente as páginas que fazem lembrar ilustrações de cartas de tarot (na falta de melhor comparação) e os momentos em que as emoções ganham forma através de espíritos animais.
Em suma, uma excelente leitura. Recomendo vivamente a quem aprecia este tipo de histórias.
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EN I was pleasantly surprised by this read.
Alexandre Callari does an excellent job crafting a compelling story of redemption — but more than that, it’s a story about struggle, strength, morality, and courage.
I noticed that many people criticize the work for relying on clichés — and yes, they are there. But so what? What’s the issue? I don’t know any other work in this genre that does quite the same. It’s clearly inspired by 90s action films starring Jean-Claude Van Damme, but in the world of comics, I haven't come across anything like it.
On top of that, it’s an entertaining and satisfying read. Isn’t that what matters most?
Alan Patrick also delivers excellent visual storytelling with stunning artwork. I especially loved the pages that resemble tarot card illustrations (for lack of a better comparison), and the moments where emotions are portrayed through animal spirits.
All in all, a great read. I highly recommend it to anyone who enjoys this kind of story.
Ok, esse é claramente um quadrinho que me pegou pela nostalgia e pelo coração.
Alexandre conta muito da sua história nesse livro. Acompanhamos Rômulo, um lutador aposentado, em idade avançada, amargurado, que recebe uma oportunidade de realizar seu sonho de ser um campeão de MMA.
A fórmula, como muito dito pelos autores, foi extremamente utilizada e aproveitada nos velhos filmes de ação dos anos 70 e 80, e em filmes que, hoje em dia, figuram a triste classe das pelílucas independentes que vão direto para o DVD (o que nem longe os torna ruins). E foi nisso que esse trabalho me pegou. Desde criança, cresci vendo filmes do Van Damme, Stallone, Seagal, Norris, e outros. Enquanto algumas crianças assistiam ao Castelo Ra Tim bum, eu estava vendo o Grande Dragão Branco pela 20º vez na TV. O Lucas de 20 anos atrás, ao chegar ao final, vibrou com a grande vitória do herói.
Um outro grande ponto positivo que deve ser salientado são os easter eggs que vemos pelas páginas. Desde cenas do filme de Van Damme já aqui citado, como Rocky, Steven Seagal, Conan e o rei Jack Kirby, são pontos que abrilhantam o trabalho e diverte quem está lendo.
Mas a história é comum. Além da arte estupenda de Alan Patrick, os temas são recorrentes, e temo ter visto uma frequente "americanização" de algumas situações feitas por Alexandre, como visto por exemplo na sequência em que José Prado segue nosso herói para fazer seu pedido. Entendo a grande influência que ele tem dos Comics americanos e outras mídias do Tio Sam, mas são situações que não se encaixam na cultura brasileira, definitivamente.
De toda forma, o livro foi um bom passatempo e é interessante conhecer a história de sua criação e como um sonho pode se realizar, mesmo levando muitos anos. Parabéns, caras.
Uma típica história de artes marciais dos anos 90, quem ama os filmes clássicos de Stallone, Van Damme entre outros, vai se sentir em casa aqui.
A narrativa é bem feita, com personagens bem caracterizados, mas sem muita profundidade, aqui ficou o meu desejo, de alguns pontos adicionais que dessem mais tempo e força para desenvolver suas motivações, me referindo a romulo, zé e ana, gostei dos personagens e quero mais deles, mas não achei forte o suficiente as histórias que os motivam.
Um fator que me encomodou, mas não acredito que encomodará a todos por isso não coloco como algo unicamente negativo, existem muitas referências apresentadas nessa história, de atores, artistas, filmes dos anos 90, e por mais que eu gostasse de algumas delas, o excesso me fazia sair da história e eu perdia a imersão.
Se você é um amante de arte, compre essa HQ, se é um amante de filmes de luta dos anos 90 como Rocky ou O Grande Dragão Branco, compre essa HQ, o pipoca se tornou uma grande casa de descoberta de grandes artistas nacionais. A arte do novo artista Alan Patrick é de tirar o fôlego, realmente de uma qualidade comparável a poucos, em contra partida muitas referências são utilizadas, algumas, magestralmente como a de kirby e manara, mas alguns erros de anatomia em algumas cenas e principalmente alguns quadros que já vi em outras hqs me faziam pensar no limite de homenagem ou cópia, são raros, talvez 2 quadros que eu vi isso, mas em uma obra tão forte quanto essa, acho que isso acaba ferindo o produto final, principalmente tendo em vista que, nesta mesma edição, vemos a qualidade absurda do artista e sei que ele poderia ter criado uma cena fantástica sem ter a necessidade de copiar.
Primeiro quadrinho de Alexandre Callari (Pipoca & Nanquim). Tem muitos aspectos da história vindos de sua própria biografia, mesmo que não seja autobiográfica. Muitas coisas que ele viveu, ouviu, viu acontecer, adaptadas para essa história de um torneio de MMA criado por um empresário tentando competir com o UFC que vai encontrar na figura de um ex-lutador frustrado a chance do evento se tornar um sucesso após um incidente com lutadores.
No geral há clichês diversos de ex-lutador com um trauma, que se afoga em bebida, se envolve romanticamente com uma stripper, enfrenta seu cafetão, participa de um torneio como destaque e tem a chance de ser o campeão. Mas nada parece forçado, apenas resumido, no que o próprio Callari explica no ótimo texto final toda trajetória do projeto que começou como livro, virou por um tempo filme e acabou virando quadrinho. Histórias paralelas tiveram que ser cortadas e a estrutura também é outra (nas poucas páginas do livro dá pra ver que a ordem temporal seria diferente).
Mesmo assim não tem como não gostar de toda parte do torneio em si até a luta final. E, clichê dos clichês, Callari não se contém em colocar o típico final desse tipo de história, como não poderia deixar de ser.
Durante a narrativa há paginas especiais coloridas de destaque que trazem uma aspecto alegórico e simbólico pra história.
Esse é a minha segunda leitura do Alexandre e gostei muito. Tem uma pegada totalmente diferente de Espelho meu, porém também gostei bastante desse. Achei vários easter eggs, pelo menos pareceu, e a história mescla com a experiência de vida do Alexandre, já que ele participou e ainda participa desse mundo do esporte de artes marciais. A história é bem densa, com muitas páginas, e super bem desenvolvido. O traço é uma arte a parte, mesclando com páginas coloridas com uma arte a parte. Acho bem difícil ver cenas de luta com qualidade desenhadas mas aqui ficaram perfeitas e fácil visualização. Adorei 4,5!
É uma típica história de ação dos anos 80/90 com todos os clichês possíveis e imagináveis, mas acredito que essa era justamente a proposta. Sendo assim, funciona, parece um filme da sessão da tarde que te pega na nostalgia.