Un fantasma recorre los departamentos de literatura de las universidades desde Australia hasta Alabama: el de los estudios culturales. Este libro apunta a otorgar vida concreta a dicho fantasma, mostrando hasta qué punto los estudios culturales surgieron en un determinado ámbito sociohistórico, cuáles fueron sus relaciones con los estudios literarios, sus primeras conquistas teóricas y su proyecto intelectual, que incluye, por cierto, el estudio de la cultura llamada popular tanto como el de los fenómenos de la vida cotidiana, pero que se reserva espacio para una nueva manera de leer la alta cultura
Possui graduação em Letras - Português/Inglês pela Universidade de São Paulo (1975), mestrado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (1985) e doutorado em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (1989). Atualmente é professora titular da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Inglesa, atuando principalmente nos seguintes temas: estudos de cultura, Fredric Jameson, cultura e sociedade, Raymond Williams e teoria materialista.
Cevasco apresenta uma síntese densa e historicamente situada da formação do campo, destacando seu caráter político, interdisciplinar e engajado. A autora demonstra que os estudos culturais não emergem como teoria abstrata, mas como resposta às transformações do capitalismo e às lutas sociais, especialmente no contexto da educação da classe trabalhadora.
Um dos principais méritos da obra está na articulação entre trajetória histórica e elaboração conceitual, evidenciando como categorias como hegemonia, materialismo cultural e formação permitem compreender a cultura como prática material e campo de disputa. A valorização da tradição britânica, especialmente de Raymond Williams, reforça a centralidade da cultura na produção da vida social.
Destaca-se também a exposição das tensões internas do campo, como o embate entre paradigmas culturalistas e estruturalistas, além da incorporação de agendas como gênero, raça e mídia. Como limitação, o caráter sintético pode reduzir a complexidade de alguns debates.
Ainda assim, trata-se de uma obra fundamental, oferecendo uma introdução crítica consistente, ainda que menos aprofundada, ao campo dos estudos culturais.