As religiões estão na ordem do dia e entram nas nossas casas a pretexto de notícias sobre os piores incidentes político-militares. Se queremos tornar o mundo mais vivível, não podemos ignorar «o outro» e as suas raízes profundas. E a religião é, talvez, a raiz mais profunda de todas.
Em História Concisa das Grandes Religiões, a equipa do historiador João Gouveia Monteiro oferece a todos os leitores uma visão panorâmica de seis influentíssimas tradições por um lado, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão, as religiões proféticas, que nasceram do tronco de Abraão e que são o fundamento da cultura ocidental e do Médio Oriente; por outro, o Hinduísmo, o Budismo e o Confucionismo - as «religiões místicas e sapienciais» que cresceram na Índia e na China.
Trata-se de um livro didático e não confessional, por onde desfilam algumas das personagens e das obras que mais marcaram a nossa Histó os profetas bíblicos; Jesus e o Novo Testamento; Maomé e o Alcorão; os sábios videntes que compuseram os Vedas na Índia; os renunciantes hindus que inventaram a metafísica das Upanixades; Siddhârta Gautama, o Buda, que concebeu uma nova explicação para o sofrimento humano; e Confúcio, o grande mestre chinês recordado pelos seus discípulos nos Analectos.
Uma aventura fascinante, não só pela beleza e força das personagens e dos textos, mas também pela comovente constatação do esforço desmedido do ser humano para se superar e transcender.
JOÃO GOUVEIA MONTEIRO nasceu em 1958, em Coimbra, em cuja Universidade é Professor Associado com Agregação e investigador do Centro de História da Sociedade e da Cultura. Ensina história medieval europeia e história militar antiga e medieval, sendo autor de 90 trabalhos científicos, entre os quais 10 livros. Foi Professor Convidado da Université Paul Valéry (Montpellier) e Conferencista Visitante da École Pratique des Hautes Études (Paris). Entre 1995 e 2001, coordenou um projeto de investigação pluridisciplinar no Campo Militar de São Jorge - Aljubarrota. Em 2000, organizou com Mário Barroca e Isabel Cristina Fernandes a exposição "Pera Guerrejar - armamento medieval no espaço português". É Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História e da De Re Militari - The Society for Medieval Military History.
Não cresci a saber muito sobre religião e a que conhecia era maioritariamente católica, por isso decidi ler este livro porque acho que é importante saber um pouco da história das religiões. Isto independentemente de já nos conectarmos a uma ou não. Não é uma leitura fácil para quem não tem conhecimento, como podem imaginar é muita informação para se aprender sobre algo tão antigo e complexo como as religiões. Mas acho que foi muito bem escrito e que definitivamente dá uma noção de cada religião, das suas conexões e até do seu vocabulário. Um livro que aconselho a todos, quem já acredita numa religião até quem não acredita em nenhuma, aprender sobre a história do passado nunca deixou ninguém pior no futuro.
Neste volume aprendemos sobre as três religiões do Livro (Judaísmo, Cristianismo e Islão), e três sapienciais (Hinduísmo, Budismo e Confucionismo). As primeiras influíram no Ocidente, as segundas no Oriente. Em comum têm a importância de figuras históricas masculinas para a sua religiosidade, a sua historicidade e, independentemente de serem mais ou menos fomentadoras de valores como a autonomia intelectual ou a compaixão, conseguiram sempre pôr metade dos seus fiéis, a metade feminina, em condições subalternas.
Pars todos os que querem saber mais sobre as grandes religiões mundiais na medida certa: nem muito, nem pouco; o necessário para compreendê-las além do básico.