Primeiramente, eu gostaria de fazer uma observação aqui, que é: eu ~não gosto~ de histórias de luto. Boa Sorte é uma história sobre luto. Já faço logo esse aviso pra vocês saberem que eu não sou o público-alvo, portanto, não é pra levar minha opinião em alta consideração, já que eu raramente gosto de histórias que abordam esse assunto (nesse caso, só peguei pra ler por indicação de outra pessoa, e não sabia que esse era o tema principal).
Boa sorte acompanha a história de Julieta, que se muda de cidade após o suicídio da sua irmã. A graphic novel traz assuntos como: relações familiares complexas, divórcio, a dificuldade de seguir em frente após a perda de um ente querido e, claro, as perguntas mais comuns que se fazem quando alguém próximo morre dessa forma: "por quê? Eu poderia ter feito algo para evitar?"
Além das dificuldades enfrentadas pela protagonista, também vemos novas relações se desenvolvendo: amizades, paixões e descobertas. O romance sáfico não é o ponto principal da história, mas foi uma das coisas que mais gostei, já que as duas personagens combinam muito em termos de personalidade, e eu adorava as interações entre elas.
Num geral, não consegui me conectar com a protagonista, como acontece com a maior parte das histórias de luto. Além disso, não consegui me importar com nenhum personagem, o que fez a leitura ficar bem desinteressante pra mim, já que nem os personagens nem a história estavam me prendendo. Por último: hoje em dia não gosto muito do gênero jovem adulto contemporâneo, principalmente se o livro se passa no ambiente escolar e com vivências de adolescentes, o que é exatamente o caso de Boa Sorte. E, portanto, reitero o que disse no início da resenha: não levem minha opinião em grande consideração aqui, porque eu realmente não sou o público-alvo dessa história.