E foi num desses sonhos que tive a visão do meu futuro, o futuro de uma mulher que decide ser mais forte do que o seu destino. Aconteceu numa noite de lua cheia, depois de Viriato ter regressado vitorioso da batalha contra o cônsul Vetílio, aquela que foi considerada a sua primeira grande vitória. O caudilho e os seus fiéis essedários atraíram as legiões de Vetílio para um pântano que sucumbiu ao peso das tropas, engolindo homens e cavalos. Viriato conhecia o território melhor do que ninguém, ele sabia que aqueles brejos verdejantes cederiam ao peso do exército.
No meu sonho vi como tudo aconteceu, ouvi os gritos dos soldados e o relinchar aflito das montadas. O que o meu espírito testemunhou poderia ser fruto da imaginação, um episódio do passado ou uma visão do futuro, mas isso só os deuses podem saber ao certo.
Mistério, magia e paixão compõem o novo romance histórico da escritora Margarida Rebelo Pinto. Nele se conta a história de um amor proibido que desafia Viriato e o futuro da Lusitânia. Inspirada em factos históricos e numa das mais antigas lendas do nosso país, Margarida Rebelo Pinto recria uma personagem apaixonante e corajosa, anterior à fundação de Portugal.
Reza a lenda que um belo e misterioso soldado seguiu o guerreiro Viriato desde o início da luta contra os romanos até ao último dia da sua vida. Conta-se que o belo suldório, ao ver o chefe imolado na pira, revelou a sua verdadeira identidade e saltou para as chamas, unindo o seu destino ao do herói luso. O nome do bravo soldado perdeu-se no tempo. Neste romance, a história ganha outra vida.
Portugal é um país rico em estórias e mitos. Inspirada nas nossas raízes, a autora convida o leitor a uma viagem aos idos tempos da Lusitânia, exaltando a eterna força e determinação femininas, num romance original e surpreendente.
Margarida Rebelo Pinto licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Clássica de Lisboa e iniciou a actividade de jornalista em várias publicações como: O Independente, Se7e, Marie Claire e Diário de Notícias. Enquanto escritora, escreveu seis romances, quatro livros de crónicas, um livro para crianças e uma biografia.
O seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1999, foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal, atingindo números de vendas pouco usuais para o país. Mais tarde, com os seus títulos seguintes, rapidamente alcançou um êxito similar. Actualmente, as suas obras encontram-se traduzidas na Espanha, Brasil, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Lituânia.
Paralelamente à escrita, Margarida dedicou-se também ao cinema, sendo a autora do telefilme da SIC Um Passeio no Parque e, mais recentemente, às peças de teatro.
Desconcertante e arrebatador. Desafiante desde as primeiras linhas, guia-nos por um enredo de aventuras intrigantes, provocando-nos emoções fortes e contraditórias. Em primeiro lugar, gosto de livros com conteúdo, com alma, e com história. Gostei de "sentir" que o livro reflecte o cuidado da autora nas suas pesquisas em factos passados para contar esta formidável história. Adoro sobretudo, aprender no que leio, algo mais que não sabia, algo mais que me fascina, e este livro tem tudo isso: mistério, amor, história, e uma intensa áurea dos tempos idos... Mas, tudo isto só é possível devido ao facto da autora conseguir manter-nos fascinados até ao final do livro. Nem todos os escritores o conseguem escrever um livro assim, completo e que nos faz desejarque vire filme. Na minha opinião, Portugal pode orgulhar-se de ter tão bons escritores. Pena é que não se lhes dê o devido valor. A forte componente histórica não denuncia um final inesperado, mas apetecido.
A paixão pode cegar-nos, ao ponto de não conseguirmos reconhecer que a nossa vida estava rodeada de amor: não daquele de natureza romântica, mas do que cresce e se manifesta em todos aqueles que nos querem bem. Embora este livro se foque maioritariamente no primeiro caso, creio que é o segundo que tem mais força e encanto. Inspirado em factos históricos e «numa das mais antigas lendas do nosso país», sinto que faltou um pouco mais de profundidade à narrativa. A premissa é interessante e a leitura torna-se bastante fluída, mas há aspetos que beneficiariam se fossem mais explorados, até porque atribuiriam outro poder à história, respondendo às questões que ficaram em suspenso.
A minha jornada literária começou, mais a sério, com Margarida Rebelo Pinto e sei que há-de ser sempre uma autora à qual regressarei, embora a frequência possa ser menor, porque há um certo conforto na sua escrita, quase como se estivéssemos na companhia daqueles amigos com quem podemos estar em silêncio sem que o momento se torne desconfortável. Por isso, agradeço ao Clube do Autor pela oferta deste exemplar.
Este livro conta uma lenda sobre um belo soldado que acompanhou Viriato.
Viriato, como todos sabemos, é um dos nossos heróis. Chefe dos lusitanos entre 147 e 139 a.C., lutou com bravura contra a ocupação romana. Uniu o povo na luta a favor da liberdade, até ser cobardemente traído.
Não conhecia a lenda narrada neste livro, a autora tomou a liberdade de imaginar e completar o pouco que se sabe acerca dela.
Tem uma escrita muito simples e floreada. Pessoalmente gosto de histórias mais completas, mais complexas. Gostava que a personagem de Viriato tivesse sido mais explorada e que a narrativa incluísse mais descrições sobre a época. Senti que lhe faltava profundidade.
Para quem gosta de romances e se quer iniciar nos livros históricos penso que será uma boa aposta..
este livro é simplesmente belo. a escrita é maravilhosa. achei muito interessante a interligação com factos reais e fantasia. passa-se na época de guerra de viriato contra a roma.
Terminado A Lenda do Belo Soldado. Maravilhoso romance com Viriato como uma das personagens principais. Adorei este romance, aprendi algumas coisas que desconhecia da história de Lusitânia. A escrita é fluente e consegue prender sempre a atenção. Dos que li da autora, este é para já o meu favorito💕
Quero falar-vos de amizade. Os livros são, por vezes, o elo de união, a amizade surge como uma bela recompensa e é uma das mais-valias que esses objectos nos dão. Conheço a B. há muito e no meio das conversas sobre livros lá vamos falando dos filhos e da vida em geral.
Que é que isto tem a ver com esta leitura? Nada e tudo!
A B. disse que eu ia gostar. Que era um registo diferente, que estava bem escrito, que se lia muito rápido.
A história é baseada numa lenda nos tempos de Viriato. Reza assim: um bravo soldado seguiu esse herói lusitano, lutando com ele até ao fim. Vendo esse guerreiro imolado numa pira, o soldado revelou a sua verdadeira identidade e juntou-se a ele. É uma história de amor e fala-nos da bravura de uma mulher.
Li alguns livros da Margarida na minha juventude (Ai! Há tanto tempo!), mas gosto muito mais deste registo. É uma leitura ligeira mas que nos transporta para outros mundos e o toque histórico agrada-me bastante.
Também li o "Minha Querida Inês" e gostei, precisamente devido ao seu pendor histórico.
Querem um livro para desanuviar de leituras mais pesadas mas onde certamente vão aprender alguma coisa mais sobre esse herói lusitano?
Lusitânia, magia, paixão e mistério são ingredientes que tinham tudo para tornar esta narrativa fantástica. Tinha altas expectativas e estava mesmo desejosa para começar esta leitura. Gostei, mas foi só. Claro que não é fácil criar um enredo ficcionado para uma época que ainda carece de muita informação. Nota-se que houve estudo e trabalho por parte da autora em criar uma narrativa estabelecida na Lusitânia e sobre o nosso bravo herói Viriato. Contudo, a escrita não me cativou e achei alguns - demasiados - diálogos forçados para colocar frases filosóficas e um pouco clichés. A ideia de tornar uma mulher um soldado de Viriato é original e é daqueles acontecimentos que, a ser verdade, nos deixariam de queixo caído. Isto conferiu uma grande dinâmica na narrativa e prendeu a minha atenção. Na verdade, acabei mesmo por imaginar como seriam as personagens, as paisagens, a vida de então... A dada altura a autora refere que as mulheres nestas tribos "célticas" da Península não combatiam, mas sim nas terras do Norte (que suponho referir-se aos países escandinavos). Aqui noto uma incongruência: nas fontes clássicas é mencionado que na tribo dos brácaros as mulheres também participavam nas batalhas. Aqui Viriato, apesar de herói, é retratado acima de tudo como um homem: que erra e tem falhas. Perante isto, fiquei um pouco triste pois achava que ia amar este livro. Ainda assim, a autora tem bastante mérito por ter recriado de forma tão verosímil e ter dado corpos e vozes a uma lenda que remonta a uma época tão distante mas que nos deixa tão orgulhosos. [Queria só deixar uma nota referente à capa: é linda!]
This entire review has been hidden because of spoilers.
A escrita da Margarida Rebelo Pinto é sem dúvida super acessível a qualquer leitor, e tem uma 'magia' que poucas têm, a capacidade de se ler numa agilidade sobrenatural e a descrição que ajuda qualquer leigo a entrar facilmente na história. Foi o primeiro livro da autora, neste registo mais histórico/fantástico, que li e gostei... Não foi dos meus favoritos no tema, confesso que como amante de História, fiquei desapontado com as incoerências históricas e alusão a nomes, termos e situações que nada tinham a ver com os povos lusitanos da época. Nem com o momento, um pouco confuso até - e espero que ninguém use esta obra como cânone para aprender história lusitana.
Ouve momentos na obra que achei demasiado rebuscados, um desses exemplo está presente na página 155 e 165 - onde a autora fala do momento em que duas personagens fazem sexo, e descreve de um modo um pouco crú, e até um pouco, diria, brejeiro e sem qualquer 'termo' - saindo do resto da linha da escrita, tirando a beleza da obra - podia ter sido algo mais poético e cuidado.
Um dos maiores momentos da obra foi descrito num trecho de 13 linhas e por vezes parecia que havia uma pressa em acabar a história, algo que não existia no início da mesma.
No entanto como mencionei antes, a escrita tem o seu valor, o romance foi muito bem exposto no entanto não está entre as obras de literatura portuguesa que mais me apela.
Eu amei este livro, muito mais do que pensei que fosse gostar. História de amor entre Viriato e Calista. A Calista é uma mulher fantástica, amo-o a vida inteira e fez tudo o que pôde para estar ao pé dele incluindo disfarçar-se de homem e lutar ao seu lado. Vê-mo-la crescer ai longo do livro e o seu amor por ele nunca desaparece. Quando a guerra acaba e cada um vai para o seu lado, ele tem de cumprir a promessa que fez que é casar com outra mulher e ela volta para o templo onde descobre que está grávida dele. Quando lhe vai contar, percebe que não vai fazer diferença e não lhe chega a dizer. É a última vez que o vê. A próxima vez que sabe dele, foi assassinado pelos seus soldados mais fiéis. Eu senti a dor dela com essa perda e senti-me mal por ele por nunca ter sabido que ela carregava um filho dele, eu sei que ele ia ficar felicíssimo e fazer o que pudesse para estarem juntos. O destino simplesmente separou-os e ela viveu o resto da vida dedicada ao filho de ambos. Quando ela se atirou para a fogueira, pensei mesmo que ela morria ali, mas vá lá que não. Conseguiu vingar a morte de Viriato e tentou ser feliz por ele e pelo filho. Foi uma história trágica de amor e admito que deitei umas quantas lágrimas. E percebo o facto de ele ter casado com a outra mesmo depois de voltar a ver Calista, naquela época os homens só têm a sua honra, sem isso não são nada, e mais honroso que ele não havia. Foi um livro diferente do meu normal mas fiquei mesmo feliz por o ter lido
This entire review has been hidden because of spoilers.
Adoro! É um livro inebriante e que envolve o leitor de tal forma que o mesmo só quer ler. Tem "passagens" profundas, frases inspiradoras e uma história épica sobre uma das mais incontornáveis figuras da península ibérica da qual pouco se fala e pouco se conhece. Este livro vai direitinho para a minha estante dos favoritos♥️
3 ⭐️ it was an entertaining read, it took me some time to actually get into at first but after the first 3 chapters it was pretty fast. this is a historical romance written by a portuguese author about my country so it was pretty fun to read 🤍
Uma leitura que não me conquistou, um livro simples com uma escrita floreada sobre o soldado misterioso que acompanhou o grande guerreiro lusitano, Viriato.
O que faltou neste livro foi profundidade! Mais Viriato, mais da sua história e mais da cultura lusitana. Achei tudo muito superficial e senti falta de factos históricos.
Recomendo este livro para iniciantes ao género de romances históricos e para quem prefere mais romance e menos factos históricos.