Pearnon, o Escriba, continua a contar a história de um mundo que um dia foi seu, ao longo de incontáveis e conturbadas Eras desde a sua criação. No livro anterior, a dolorosa e sangrenta demanda que levou Aewyre Thoryn e os seus companheiros através de Allaryia, saldou-se numa pesada derrota, apesar de terem conseguido escorraçar os exércitos de Asmodeon, pois O Flagelo regressou das sombras. Agora que o pai de Aewyre morreu para salvar o próprio filho, este parte para a Cidadela da Lâmina, um inquietante local de segredos ocultos. O jovem príncipe terá de aprender a dominar a Essência da Lâmina, uma poderosa energia marcial, que partilha com Kror. Este é o quarto volume das Crónicas de Allaryia, de Filipe Faria, um jovem e promissor pioneiro da high fantasy portuguesa.
"Frequentei a Academia de Sta. Cecília durante um ano. De seguida ingressei na Escola Alemã de Lisboa, que frequentei desde o jardim de infância até ao 12º ano. Ganhei uma perspectiva diferente através do contacto com uma cultura tão sui generis e tão antagónica à nossa como a dos alemães. Cedo cultivei um gosto pela literatura fantástica, atiçado pelo meu interesse pela Idade Média e por uma fortuita descoberta durante o 8º ano na biblioteca da escola: A Tolkien Bestiary. Desde então a fantasia tem sido para mim uma insaciável paixão. Principiei a fazer os esboços de uma aventura aos 16 anos, que lentamente foram evoluindo para uma obra de quase 600 páginas. Concorri com A Manopla de Karasthan ao Prémio Branquinho da Fonseca, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e o jornal Expresso, em Janeiro de 2001. Fui informado de que era o vencedor em Novembro desse mesmo ano. Estabeleci contacto com a Editorial Presença em Janeiro de 2002 e o livro foi publicado em Abril, seguido em Dezembro desse ano por Os Filhos do Flagelo, o segundo volume da saga, e assim iniciei a minha carreira literária. Completei três anos do curso de Línguas e Literaturas Modernas, até me aperceber de que já escolhera o meu caminho na vida, e de que já caminhava nele.", in Filipe Faria
Depois de três livros a narrar a viagem a caminho de Asmodeon para descobrir o que aconteceu ao pai de Aewyre, o que acontece no final de terceiro livro, “Marés Vivas”, “A Essência da Lâmina” acaba por ser um livro de transição, funcionando simultaneamente como um prólogo para o que está para vir e uma nova perspectiva de contar a história ao ter a narrativa dividida em mais de quatro pontos de vista. A história avança sem no entanto progredir tanto quanto em livros passados, com uma passada mais lenta. Isto não é um ponto negativo ou positivo, é apenas uma característica deste livro.
Ainda que nenhuma das narrativas progrida muito a que mais atenção recebe é a de Aewyre e Kror e o mistério da Essência da Lâmina com os progressos feitos na Cidadela da Lâmina, embora não cheguem muito longe. As maquinações de Seltor deixam-nos com mais perguntas do que respostas, mas com muita curiosidade para o que se segue. A vida de Lhiannah e Worick em Ul-Thoryn não está nada fácil, alias em toda a Nolwyn paira o espectro da guerra. Taislin está praticamente ausente limitando-se a aparecer no inicio e no fim, embora prometa muito para o próximo volume. Allumno persegue um missão que lhe começa a pesar na consciência e que de certeza irá dar problemas no futuro. E Quenestil e Slayra julgam-se a salvo em Guy-Yrith, mas isso será sol de pouca dura e uma surpresa para eles e para o leitor.
O Filipe continua a manter-se fiel ao seu estilo de escrita “afinando-o” ainda mais e no seu todo é algo que eu gosto. Existem elementos que eu aprecio como o uso ostensivo de toda a variedade que a Língua Portuguesa nos oferece, embora às vezes lá apareça uma palavra que não sabemos o significado e tenhas de ir procurar, mas sempre aprendemos algo novo. Já no que concerne às longas e pormenorizadas descrições não posso dizer que seja um fã. Tenho a certeza que haverá leitores que as apreciem, mas eu nem por isso, é uma opinião pessoal, o meu gosto e não altera o mérito deste e dos outros livros.
E que venha o próximo porque estão a torna-se cada vez mais viciantes.
O Flagelo voltou. Presságios de morte e destruição marcaram o final de 'Marés Negras' . Agora os companheiros separam-se e uma nova aventura começa.
'A Essência da Lâmina' é um livro diferente dos anteriores. Deixamos de ter aquela narrativa comum a tantos personagens para passarmos a oscilar entre os quatro grupos em que se separaram. É fácil ficarmos com saudades de cada um o que aumenta a nossa vontade de continuar a ler capítulo após capítulo. Outro factor que também contribui para tal é o facto de estarmos num ponto crítico da história.
Aewyre precisa desesperadamente de descobrir como adquirir a Essência da Lâmina na sua totalidade sem que para isso Kror tenha de morrer ou arriscar-se a morrer na luta por ela. Para tal, dirige-se com o drahreg à Cidadela da Lâmina onde conhece Assión - o Alto Lamelar. Este acaba por se mostrar o único a poder realmente ajudá-lo e não da forma mais fácil nem menos dolorosa.
Fora o enredo principal, neste livro houveram, claramente, personagens que eu acho que merecem destaque. Achei que a personagem Heldrada, a única Lamelar mulher apresentada da Cidadela, consegue ser bastante peculiar pelo prazer que tira da dor. Vale a pena conhecê-la e à sua história. Outra personagem que surpreende logo à sua chegada é a Culpa. É raro humano ou não-humano que não sente um mínimo de culpa e este consegue usá-la para os seres se auto-destruírem. E de quem é que ele vai atrás? Pois bem, do nosso guerreiro. E não nos ficamos por aqui. Novas ameaças se levantam, algumas das mais inesperadas.
Não me querendo alongar muito mais, porque haveria por onde explorar, 'A Essência da Lâmina' é uma boa obra, cheia de acção bélica, política (no reino de Nolwyn), emoções à flor da pele e um grande sentimento de perda e de luta por tudo aquilo que pode ser salvo.
Quanto à escrita de Filipe Faria, mantém idêntica à dos livros anteriores. Algum palavreado mais complexo desnecessariamente, algumas descrições bastante longas, mas ao mesmo tempo consegue com que nos situemos de forma quase real na história e que consigamos visualizar tudo o que ele nos tenta transmitir.
Achei apenas que para o título que o livro tem, o final fosse diferente com coisas mais definidas e mais certas do que as que ficaram. No entanto, acaba por ser um factor de incentivo para iniciar o próximo livro e descobrir os próximos passos da única esperança de Allaryia, Aewyre Thoryn, para derrotar O Bastardo. Gostei Muito.
Continua a história e eventos deste grupo de guerreiros e amigos improváveis. Por vezes fastidioso, tive de fazer algumas pausas na leitura para ganhar coragem para continuar. A história é interessante e estou curioso para saber como acaba. Venha o próximo.
A separação dos companheiros desta aventura é inevitável, o que os leva a cantos diferentes, em missões diferentes e com dificuldades que os levam a tomar certas decisões.
Aliados e inimigos parecem aparecer a cada canto, levando as personagens a questionar qual será o seu destino afinal.
Aewyre tem uma tarefa difícil pela frente, que os pode ajudar a salvar o seu mundo. Os seus companheiros têm tarefas que vão complementar a missão dele e ajudar para o mesmo fim.
O mal espreita a cada canto, o que leva todos a duvidar de muito do que acontece ao seu redor.
Almost 3 stars, this one is average and could have been better. In my opinion this books can't get much better than this, because the author just steals so much from other books and when you see something different, it makes your face smile weakly which is quite rare.
Another great work by Filipe Faria. His writing is a bit more elaborated on this one and that's a very positive point. This part of the story captures the reader due to its importance and characters' localisation. I don't want to say more so I won't spoiler you guys. Read it. Surely, you won't regret it :-)
Este livro é capaz de ter sido o que achei mais chato de ler, uma vez que eles estavam todos separados. E faço eco das palavras que já disse nas anteriores reviews.