Caroline é uma adolescente autista que sente que não pertence a lugar algum. Ela está no último ano do Ensino Médio e seus planos incluem tirar notas boas para manter sua bolsa de estudos e auxiliar nos bastidores do teatro da escola, o único lugar onde se sente verdadeiramente acolhida.
Quando a produção do teatro decide fazer uma versão dramatizada de Persuasão, o seu livro favorito, Caroline sabe que é a sua última chance para participar de uma peça subindo ao palco. Mas tudo piora quando sua colega desiste de auxiliar no teatro, e em vez disso Caroline se vê diante de um novo problema: o recém-chegado e completamente despreocupado Alexandre, que é designado para ajudá-la. Além de cuidar das próprias notas e ter suas tarefas dobradas, ela agora precisa ficar de babá de um garoto de má reputação.
Aos poucos, porém, o comportamento descontraído de Alexandre começa a conquistar a confiança de Caroline e, juntos, começam a descobrir mais um do outro, aproximando-se cada vez mais.
Então, o impensável acontece: oferecem os papéis principais da peça para os dois. Caroline precisa descobrir se é capaz de superar sua insegurança e ficar vulnerável ao interpretar o papel romântico com o garoto por quem tem sentimentos conflitantes, ou abrir mão de seu maior sonho.
Minha Vida Improvisada é um livro para quem já se sentiu nos bastidores da própria vida e sonha com a chance de sair de trás cortinas e ter o seu momento de brilhar.
Gostei desse livro mais do que pensei que gostaria. Comprei na Amazon há muito tempo e não lembrava mais do que se tratava quando peguei para ler, então fiquei alegre, mas ao mesmo tempo apreensiva, ao ler a nota inicial da autora. Muitas vezes sinto que histórias com personagens neurodivergentes são direcionadas ao público neurotípico, por serem muito didáticos e toda hora pararem a narrativa para explicar coisas que eu já estou cansada de saber. É claro que uma história, qualquer história, precisa parar e explicar algumas coisas, dar contexto, mas quando é demais fica cansativo pra a gente que já convive com essas coisas todos os dias. Não tive esse sentimento ao ler Minha Vida Improvisada. Me diverti, simpatizei com os personagens, me vi nos dilemas da Caroline, não só os que dizem respeito ao autismo e ansiedade, mas também os comuns da adolescência. E, claro, como eles se manifestam de uma forma diferente quando nosso cérebro não funciona da maneira típica.
Apenas senti falta de um clímax. Gostaria de ter visto a diferença para ela de estar nos bastidores e depois de estar no palco. Já fiz os dois e são sensações muito diferentes. Claro, há descrições desse sentimento nos ensaios e preparação da peça e do festival, mas ainda assim queria ter tido um pouco mais de narração das estreias em si.
Mas Thainá está de parabéns! É um livro doce, com personagens carismáticos, um romance escolar que me cativou desde o início. Me apaixonei pela Caroline, pelo Alex, o Saulo me lembrou muito um professor de teatro queridíssimo que tive (curiosamente o primeiro que conseguiu me deixar confortável para subir no palco e atuar no espetáculo, já que eu sempre fazia parte dos bastidores). Quero ler mais coisas da autora!
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“Aquele seu esquema doido? Conta comigo. Estou dentro. Quando começamos nosso teatrinho?”
“Ele finalmente solta minha mão e eu não gosto de como fico consciente dessa ausência. Não é como se eu quisesse que ele continuasse ou algo assim, não é? Óbvio que não.”
“Agora que você falou sobre mal-estar, acabei de me dar conta de que também não tenho me sentido eu mesmo esses dias. Como se… estivesse meio fora de sintonia, sei lá.”
se você gosta de livros com romance adolescente levinho sobre autoconhecimento, amizade e com primeiro amor, recomendo muito essa fofura!!! eu amei acompanhar a perspectiva dessa protagonista com autismo, a autora conseguiu mostrar muito bem o cotidiano dessas pessoas sem romantizar nada. fiquei querendo mais da história pra ser sincera 💖😭