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Que Filosofar é Aprender a Morrer
«Tal como o nosso nascimento nos trouxe o nascimento de todas as coisas, do mesmo modo a nossa morte equivalerá à morte de todas as coisas. Pelo que é igualmente loucura chorar por aquilo que daqui a cem anos não iremos viver e chorar pelo que não vivemos há cem anos. A morte é a origem de uma outra vida.»
- GenresPhilosophy
48 pages, Paperback
Published September 1, 2021
About the author
Michel de Montaigne
1,827 books1,622 followersMichel Eyquem de Montaigne (1532-1592) was one of the most influential writers of the French Renaissance. Montaigne is known for popularizing the essay as a literary genre. He became famous for his effortless ability to merge serious intellectual speculation with casual anecdotes and autobiography—and his massive volume Essais (translated literally as "Attempts") contains, to this day, some of the most widely influential essays ever written. Montaigne had a direct influence on writers the world over, from William Shakespeare to René Descartes, from Ralph Waldo Emerson to Stephan Zweig, from Friedrich Nietzsche to Jean-Jacques Rousseau. He was a conservative and earnest Catholic but, as a result of his anti-dogmatic cast of mind, he is considered the father, alongside his contemporary and intimate friend Étienne de La Boétie, of the "anti-conformist" tradition in French literature.
In his own time, Montaigne was admired more as a statesman then as an author. The tendency in his essays to digress into anecdotes and personal ruminations was seen as detrimental to proper style rather than as an innovation, and his declaration that, "I am myself the matter of my book", was viewed by his contemporaries as self-indulgent. In time, however, Montaigne would be recognized as embodying, perhaps better than any other author of his time, the spirit of freely entertaining doubt which began to emerge at that time. He is most famously known for his skeptical remark, "Que sais-je?" ("What do I know?").
Remarkably modern even to readers today, Montaigne's attempt to examine the world through the lens of the only thing he can depend on implicitly—his own judgment—makes him more accessible to modern readers than any other author of the Renaissance. Much of modern literary nonfiction has found inspiration in Montaigne, and writers of all kinds continue to read him for his masterful balance of intellectual knowledge and personal storytelling.
In his own time, Montaigne was admired more as a statesman then as an author. The tendency in his essays to digress into anecdotes and personal ruminations was seen as detrimental to proper style rather than as an innovation, and his declaration that, "I am myself the matter of my book", was viewed by his contemporaries as self-indulgent. In time, however, Montaigne would be recognized as embodying, perhaps better than any other author of his time, the spirit of freely entertaining doubt which began to emerge at that time. He is most famously known for his skeptical remark, "Que sais-je?" ("What do I know?").
Remarkably modern even to readers today, Montaigne's attempt to examine the world through the lens of the only thing he can depend on implicitly—his own judgment—makes him more accessible to modern readers than any other author of the Renaissance. Much of modern literary nonfiction has found inspiration in Montaigne, and writers of all kinds continue to read him for his masterful balance of intellectual knowledge and personal storytelling.
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Community Reviews
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
December 29, 2022
«Quero que se aja e que se prolonguem os ofícios da vida tanto quanto se possa, e que a morte me encontre plantando as minhas couves, mas despreocupado com ela, e ainda mais com o meu jardim imperfeito.»
January 20, 2022
Pérola! Vida e morte são a mesma coisa. Que liberdade dá este livrinho. Vida e morte são indiferentes. “Porque não morres? Porque é indiferente”. Extraordinário e um livro para a vida. Como para a morte.
Tal como o nosso nascimento nos trouxe o nascimento nos trouxe o nascimento de todas as coisas, do mesmo modo a nossa morte equivalerá à morte de todas as coisas. Pelo que é igualmente loucura chorar por aquilo que daqui a cem anos não ireis viver e chorar pelo que não vivemos há cem anos. A morte é a origem de uma outra vida.”
Tal como o nosso nascimento nos trouxe o nascimento nos trouxe o nascimento de todas as coisas, do mesmo modo a nossa morte equivalerá à morte de todas as coisas. Pelo que é igualmente loucura chorar por aquilo que daqui a cem anos não ireis viver e chorar pelo que não vivemos há cem anos. A morte é a origem de uma outra vida.”
January 15, 2024
Este curto ensaio de Montaigne oferece várias perspetivas úteis a agradáveis sobre como encarar a morte - na sua maioria bastante estóicas e pragmáticas, diria. Também há alguns vislumbres engraçados sobre como as perspetivas sobre a sociedade, literatura e saúde (pelo menos através do entendimento de Montaigne) eram diferentes naquele tempo em comparação com agora. Uma reflexão breve mas meritória.
May 3, 2024
Uma reflexão pragmática sobre a morte. O texto é pouco fluído pelas constantes passagens em latim (traduzidas nas notas).
“É incerto onde nos espera a morte: esperemo-la em todo o lado. A premeditação da morte é a premeditação da liberdade. Quem aprendeu a morrer desaprendeu de servir. O saber-morrer livra-nos de qualquer sujeição e constrangimento. Não há nada mal na vida para aquele que compreendeu que a privação da vida não é um mal.”
“É incerto onde nos espera a morte: esperemo-la em todo o lado. A premeditação da morte é a premeditação da liberdade. Quem aprendeu a morrer desaprendeu de servir. O saber-morrer livra-nos de qualquer sujeição e constrangimento. Não há nada mal na vida para aquele que compreendeu que a privação da vida não é um mal.”
April 12, 2026
Para bem viver é preciso aceitar que se vai morrer, porque «Ditosa é a morte que subtrai o tempo aos preparativos de tal viagem!» (p.35).
Só uma nota ao editor: a tradução das citações latinas deveria estar nas notas de rodapé, não nas notas de fim de página. Facilita muito a leitura, e só lê quem quiser.
Só uma nota ao editor: a tradução das citações latinas deveria estar nas notas de rodapé, não nas notas de fim de página. Facilita muito a leitura, e só lê quem quiser.
November 21, 2025
É incrível com um livro escrito há cerca de 400 anos consegue ser tão relevante e atual, numa reflexão sobre a vida e a morte feita em cima de autores que têm quase 2000 anos. De leitura muito rápida, parece um paracetamol literário para quem se assoma com a morte permanentemente.
September 12, 2026
Dar estrelas a este livro é um tanto quanto ridículo. Sendo a morte uma mania constante já me tinha cruzado com a maior parte dos argumentos delineados neste ensaio. Não obstante foi uma bela leitura feita em diversos bancos de Agramonte numa tarde de espera
January 18, 2022
Montaigne é o puro prazer de pensar, de ler, de conhecer. E se este ensaio é apenas uma parte dessa obra monumental, os Ensaios, que prazer será ler a obra toda.
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