Rui Miguel Tovar (n. 1977) começou a trabalhar no jornal desportivo Record a 1 de novembro de 1995, dia de um Panathinaikos, 0, FC Porto, 0, para a Liga dos Campeões.
Mais tarde, foi coordenador de desporto do jornal i. Ao longo destes 20 anos ligados ao jornalismo, aventurou-se num outro tipo de escrita com os livros: Almanaque do Benfica (2003), Almanaque da Selecção (2004), Almanaque do Euro-2004 (versão inglesa), Almanaque do Sporting (2005),366 Histórias de Futebol (2011), Almanaque do FC Porto (2011), 101 Cromos da Bola (2012),Almanaque do Benfica (reedição, 2012), Almanaque do Benfica (edição, 2014) e Dicionário Sentimental de Futebol (2015).
Livro a levar no bolso para quem gosta de viajar e de futebol! Permite juntar o útil ao agradável, pois "abre o apetite" para novas viajens à procura de novas histórias!
Livro sobre viagens efectuadas a diferentes países com o propósito de assistir a jogos de futebol. Pequenas estórias sobre os choques culturais. Destaco a de Brasília onde temos a viúva do Mané Garrincha, a grande Elza Soares como protagonista.
Viajar é bom. Viajar sem a logística dos aeroportos é melhor ainda. Viajar à boleia do Rui Tovar sem sair de casa é péssimo para combater a preguiça, mas ideal para aproveitar o conforto. Cresci a ouvir/ver o Rui mais do que a lê-lo, por isso, este livro, foi uma bela surpresa. Sentir que somos transportados para os locais descritos é o que de melhor se pode elogiar numa narrativa de viagens. Pois nestas páginas somos guiados pelo Rui, e sentimo-nos mesmo no lugar dele, como se fôssemos nós o jornalista com a capacidade de observar e descrever tudo da forma mais simples possível. A escrita é tão pragmática quanto cativante. Este livro é mesmo uma América.
Gosto muito do Rui Miguel Tovar enquanto comentador e jornalista desportivo, cheio de dados e informações. Uma memória sua generis. Conseguiu transpor esse seu lado de muita informação, curiosidades e algum futebol neste livro, ainda que a base do mesmo sejam locais, viagens e histórias.
A escrita faz-nos ter alguma adrenalina na leitura do livro, tal a velocidade com que aparenta contar as coisas. Sinto falta de algum ar - ou espaço - em cada cidade porque pode ser um pouco claustrofóbico este ritmo que impõe. Quase como se fosse uma equipa treinada pelo Jurgen Klopp.
No geral gostei bastante do livro, dá vontade de viajar ainda mais. Mas, se possível, num ritmo mais lento. (ahah)
Bom livro sobre viagens, todas relacionadas com futebol, se bem que o desporto não é o tema focal das crónicas, mas sim as pessoas, os locais, a cultura. A escrita do Rui é bastante leve, o que torna o livro bem fácil de ler. Recomendo