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A Estrada Menos Viajada
A expressão contida de cada verso, para atingir o centro da imagem, da memória, do canto. A ausência sempre presente. Companheira de estrada.
67 pages, Paperback
Published January 1, 2022
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February 12, 2022
“Há
um filme
que passa
no fim de todos
nós, obscuro
fundo de imagens,
memórias sobre-
impressas, algumas
transparentes já
do uso. Queria
ter entrado
nesse quarto de
paredes gastas
na pensão suburbana
onde, numa
fotografia, te
vi, caída,
cingida apenas
pela nudez
arrepiada. Frágil
a pele, abandonada
a invisíveis memórias,
densas, povoadas
do eco de um
cair sem
fim. Ficar
longamente
a contemplar o
abandono vasto,
o esquecimento a
diluir-se, lento,
em imagens, como
em sonhos, ouvir
-te respirar,
sentir no ar
o calor, que
quase se sente
chegar do centro
do corpo quando
exausto. Adivinhar
-te a carne, estremecer
de tocar-lhe, entrando
no teu sonho. Mas,
no espelho ao
fundo dessa
inquieta imagem,
apenas tu
repousas. E nada
vem trair
a aparição da
presença fugaz,
súbita, em que
me vejo
ver-te.”
um filme
que passa
no fim de todos
nós, obscuro
fundo de imagens,
memórias sobre-
impressas, algumas
transparentes já
do uso. Queria
ter entrado
nesse quarto de
paredes gastas
na pensão suburbana
onde, numa
fotografia, te
vi, caída,
cingida apenas
pela nudez
arrepiada. Frágil
a pele, abandonada
a invisíveis memórias,
densas, povoadas
do eco de um
cair sem
fim. Ficar
longamente
a contemplar o
abandono vasto,
o esquecimento a
diluir-se, lento,
em imagens, como
em sonhos, ouvir
-te respirar,
sentir no ar
o calor, que
quase se sente
chegar do centro
do corpo quando
exausto. Adivinhar
-te a carne, estremecer
de tocar-lhe, entrando
no teu sonho. Mas,
no espelho ao
fundo dessa
inquieta imagem,
apenas tu
repousas. E nada
vem trair
a aparição da
presença fugaz,
súbita, em que
me vejo
ver-te.”
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